Marques Rebelo, 1932
Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962 )
óleo sobre tela, 47 x 38 cm
[Projeto Portinari]
Marques Rebelo, 1932
Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962 )
óleo sobre tela, 47 x 38 cm
[Projeto Portinari]
Os anos entram e saem,
o tempo leva-os a fio,
como essas folhas que caem
na correnteza do rio…
(Gomes Leite)
Há dias assim, mesmo na ausência de alguns membros importantes, a reunião foi muito boa, cheia de energia e alegre. É isso o que dá um encontro por mês, com pessoas que se tornaram amigas pessoais através dos anos, e um livro que marca a pauta de cada encontro.
Paisagem com igreja, 1935
Paulo Gagarin (Rússia-Brasil, 1885-1980)
óleo sobre tela, 74 x 92 cm
Paisagem com Igreja
Carlos Gomes (Brasil, 1934-1990)
óleo sobre tela, 60 x 73 cm
“O som do relógio, que expulsara o silêncio, morria em vibrações cada vez mais ténues e distantes. Depois de apagar todas as luzes, Justina foi sentar-se numa cadeira, perto da janela que dava para a rua. Gostava de ali estar, imóvel, desocupada, as mãos abandonadas no regaço, os olhos abertos para a escuridão, à espera nem ela sabia de quê. A seus pés veio enroscar-se o gato, seu único companheiro de serões. Era um animal tranquilo, de olhos interrogadores e andar sinuoso, que parecia ter perdido a faculdade de miar. Aprendera com a dona o silêncio e, como ela, a ele se abandonava.”
Em: Claraboia, José Saramago, Cia das Letras. Original de 1953, publicação póstuma em nova edição.
Skipper, 2019
Carole Eisner (EUA, 1937)
aço, material reciclado, soldado e laminado
411 cm x 617 cm x 360 cm [4,11 m x 6,17m, 3, 60 m)
Ilustração gerada por IA.
“Uma árvore normal estende seus galhos até alcançar a altura da ponta dos galhos de uma vizinha do mesmo tamanho. Não vai além disso porque o espaço (e o local de melhor incidência de luz) já está ocupado. Depois fortalece os galhos que expandiu, e a impressão é de que existe uma verdadeira briga lá em cima. No entanto, desde o início, um par de árvores amigas de verdade cuida para que nenhum galho grosso demais se estenda na direção da outra. Elas não desejam tirar nada uma da outra, por isso só engrossam os galhos e os esticam na direção das “não amigas”. Esses pares de árvores mantêm uma ligação tão íntima pelas raízes que às vezes até morrem juntos.”
Em: A vida secreta das árvores, Peter Wohlleben, tradução de Patê Risssatti, Rio de Janeiro, Sextante: 2017