As Naturezas Mortas de Robert Kushner

4 04 2024

Mangas e damascos, 2023

Robert Kushner (EUA, 1949)

óleo, acrílica, crayon e lápis sobre tela, 121 x 121 cm

 

 

 

Meus alunos sabem que observar Naturezas Mortas do mesmo pintor, é uma boa maneira de entender o desenvolvimento de sua arte. Qualquer outro assunto a que esse artista possa se dedicar não especifica tanto os caminhos tomados.  E quase todos os pintores se dedicam ao tema.  Primeiro, porque quem teve um mínimo de aulas de pintura ou desenho dedicou-se à Natureza Morta, de frutos, legumes, peixes, comida em geral e logo em seguida às representações de flores em jarros, flores sobre mesas, em cestos.  São tradicionalmente os primeiros temas exercitados pelo iniciante para aprender perspectiva, combinação e contraste de cores, organização dos elementos na tela, aprender o básico do desenho e da pintura.  Segundo, se o pintor deseja continuar na arte figurativa terá nas Natureza Mortas o seu sustento mais imediato, pois, mesmo nos dias de hoje, o público em geral prefere temas com que possa se identificar e todos nós conhecemos comidas e plantas.  Com esta perspectiva, procuro sempre ver nos pintores figurativos de hoje, aquilo que fizeram para renovar este tema milenar.  Sim, milenar, porque nas salas de arquitetura romana, como aquelas encontradas em Herculano e Pompeia vemos algumas Naturezas Mortas impressionantes em pintura mural.

 

 

 

A rainha em sua alcova, 2019

Robert Kushner (EUA, 1949)

óleo, acrílica e folha de ouro sobre tela, 182 x 182 cm

Gosto imensamente da obra de Robert Kushner.  Ele se dedica há muitos anos à reinvenção da Natureza Morta. Desde dos anos 70, quando participou do movimento Pattern and Decoration, procura aquilo que o pós-modernismo na América não tinha.  Sua descoberta foi cor e com isso a “explosão” de energia.

 

 

 

 

Lady Calandium [Tinhorão], 2016

Robert Kushner (EUA, 1949)

óleo, acrílica e folha de ouro sobre tela, 182 x 182 cm

 

 

 

Suas telas exibem grande riqueza de influências, honestamente adquiridas e digeridas de tal maneira que se transformam em estilo próprio, em assinatura visual de uma maneira específica de ser.  Nela encontramos obviamente ecos de Henri Matisse, veja a superimposição de padrões, de estamparia;  de Georgia O’ Keefe na delicadeza do contorno de folhas e flores; da arte oriental, não só das gravuras japonesas que tanto influenciaram os impressionistas, mas também a arte oriental islâmica, na riqueza das folhas de ouro sobre tela. 

 

 

 

 

Buquê de anêmonas, 2019

Robert Kushner (EUA, 1949)

óleo, acrílica e folha de ouro sobre tela, 183 x 183 cm

 

 

 

Cortinas Antonela, janelas e iris, 2023

Robert Kushner (EUA, 1949)

óleo, acrílica, crayon e lápis sobre tela, 122 x 92 cm

 

 

 

Homenagem a Russell Page, 2012

Robert Kushner (EUA, 1949)

óleo, acrílica e folha de paládio sobre tela, 183  x 234 cm

 

 

 

Meia-noite no Jardim de Cactus da Biblioteca Huntington, 2014

Robert Kushner (EUA, 1949)

óleo, acrílica e folha de ouro sobre tela, 274  x 335 cm

 

 

 

 

Doze imperadores vermelhos, 2008

Robert Kushner (EUA, 1949)

óleo, acrílica e folha de ouro, folha de prata, folha de cobre sobre tela, 182  x 274 cm

 

 

 

Cortinas Antonela, janelas, buquê de flores silvestres e glicínias, 2023

Robert Kushner (EUA, 1949)

óleo, acrílica, crayon e lápis sobre tela, 152 x 122 cm

 

 

 

 

Hortênsias, 2019

Robert Kushner (EUA, 1949)

óleo, acrílica, crayon e folha de ouro, 183 x 366 cm





Quem sou?

4 04 2024

 

 

Há um pouco mais de um ano faço um curso com Dany Sakugawa de marketing editorial.  Aprendi muito com ela e confesso que estou aprendendo, ainda faço parte de seu grupo.  Seu curso não só me ajudou a me ver mais como escritora, que sou, como me deu impulso de sair da concha em que me fechei depois de ficar viúva. Dentre inúmeros exercícios que são aconselhados fazermos estava este, da nossa foto ou grande ou pequena, com palavras chave para indicarmos aos nossos leitores quem somos.

Vocês que me seguem aqui no blog, e são alguns milhares por dia, sabem que não sou muito de falar de mim mesma, de anunciar isto ou aquilo, só o faço quase sob pressão.  Nos últimos dois anos tenho feito isso, instigada pelo crescimento das plataformas sociais, pela imensa curiosidade que temos sobre aqueles cujos sites ou contas na internet visitamos com regularidade, e por ter que me atualizar nos caminhos da cultura. 

Aqui vai, portanto, o exercício de QUEM SOU?  com exatos dez meses de atraso.  Ah, sim, algo que não está na foto porque ela foi “pensada”  para minha conta no Instagram.  Meu nome é Ladyce West.  Minha conta no Instagram: @escritora.ladycewest   Há outras contas com o meu nome mas serão desativadas, para não criar problemas.  Muito obrigada a todos que vêm aqui regularmente, visitam o blog, que se dispõem a comentar.  Pode não parecer, mas tenho alguns de vocês em mente, muitas vezes,  ao fazer minhas postagens.  Um grande abraço a todos.  E vamos manter este diálogo vivo!