Eu, pintor: Fernando Botero

30 04 2024

O atelier, 1977

Fernando Botero (Colômbia, 1932-2023)

técnica mista: óleo e colagem sobre tela, 84 x 81cm





Nossas cidades: Saquarema, RJ

30 04 2024

Saquarema

Yuji Tamaki (Japão-Brasil, 1916-1979)

óleo sobre tela, 90 x 70 cm





Resenha, “Não é um rio” de Selva Almada

29 04 2024

Josien

Arjan van Gent (Holanda 1970)

óleo sobre  tela, 50 x 65 cm

 

 

 

Meu grupo de leitura Ao Pé da Letra, já havia escolhido Não é um rio, de Selva Almada, com tradução de Samuel Titan, Jr, como leitura para o mês de abril, antes mesmo do livro ter sido anunciado como finalista do prêmio Booker Internacional deste ano.  Há, além disso,  a curiosidade deste livro estar competindo com o livro Torto Arado do escritor brasileiro Itamar Vieira Júnior, também finalista para o mesmo prêmio. O grupo leu o livro brasileiro em fevereiro de 2021. Ainda brincamos, no nosso encontro de sábado, que mais uma vez estamos diante de uma competição Brasil x Argentina, já que a autora é natural da Argentina. Mas dessa vez  a rixa não é no futebol.

Todos do grupo gostaram do livro.  Ainda que alguns sentissem a necessidade de mais conteúdo de alguns personagens, mais complexidade na trama. O livro é pequeno, há aproximadas cem páginas de texto, e características de alguns personagens poderiam ser aprofundadas, fazendo o texto mais rico,  mais tridimensional.  Há personagens fortes e herméticos.   As personagens mulheres parecem tão enigmáticas quanto o olhar masculino as julga.

 

 

 

 

 

 

Confesso que gostei do livro como está.  Sem necessidade de aprofundamento dos personagens.  Gosto de textos curtos, impactantes, que marcam pela elipse, por tudo que não dizem.  É uma maneira de engajar o leitor que dá de si ao preencher as lacunas, ao entender o que foi sugerido.  Selva Almada tem uma maneira de escrever lacônica.  Não há uma palavra extra, nenhuma palavra extra para ênfase.  A narrativa mistura passado e presente, e por isso requer atenção. Há muitos personagens.  Há os personagens humanos e há pelo menos dois personagens não humanos: a floresta tropical, e o rio.  Há um tantinho de realismo mágico, na dose certa. Para mim, fiz algumas notas para manter cada personagem no seu lugar, com sua história, algo raro em texto tão curto.  Mas talvez isso tenha sido porque não li o livro de uma só vez, ainda que ele possa ser lido em duas horas. 

 

 

 

Selva Almada

 

 

Mas há uma característica dessa narrativa que me cativou e a colocou à frente de muitos livros;  Esta é uma história que mostra a violência de pessoas comuns.  Exibe o desprezo de muitos pela vida.  A vida é algo barato.  Dispensável,  Todos morremos e sofremos.  E revela o lugar deprimente das mulheres nesse enclave a que somos apresentados. É o retrato da bestialidade humana, das atrocidades cometidas no cotidiano de um grupo que se reserva um mínimo civilizatório.  Apesar disso, a narrativa é tão precisa, tão pontual e hábil que aceitamos tudo sem espanto, sem choque.  Nesse aspecto, Selva Almada se mostra uma mestre, sem igual.  Não me surpreende que hoje seja conhecida como uma das grandes escritoras argentinas. Recomendo a leitura.





Paisagens brasileiras…

28 04 2024

Paisagem com barco, 1964

Mario Zanini (Brasil, 1907-1971)

óleo sobre tela, 49 x 65 cm

 

 

Paisagem rural

Alexandre Santiago (Brasil, 1968)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

 

 

 

Porto com Figuras

Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)

óleo sobre tela, 49 x 55 cm





Em casa: Thomas Saliot

28 04 2024

O apartamento

Thomas Saliot (França, 1968)

óleo sobre tela, 110 x 130 cm





Imagem de leitura: Dennis William Dring

27 04 2024

Melissa e os meninos, 1969

Dennis William Dring (Inglaterra, 1904-1990)

pastel, 51 x 41 cm





Esmerado: Jarra quadrada de bronze, 770-476 AC

27 04 2024

Jarra quadrada, chamada de HU, com flor de lótus e cegonha.

Período Primavera e Verão (770-476 AC)

Altura: 117 cm  Comprimento: 25 cm Largura: 31 cm

Excavada da Tumba do Duque de Zheng,

Lijialou, Condado de Xinsheng, 1923

Coleção do Museu Henan

 

 

 

 

Recipiente para vinho ou água, a jarra quadrada the bocal  retangular, um longo pescoço, que se abre na corpo e na base quadrada.  A tampo desta jarra foi decorada com pétalas da flor de lótus, colocadas em duas fileiras ao longo das bordas e um cegonha com pegador, em pé, situada no centro da tampa.

A jarra tem um par de dragões como alças e diversos desenhos de dragões cobrindo o bojo. Cada uma das duas dobras da jarra é decorada com um dragão se movendo em direção à tampa, com a cabeça voltada para trás.   No pé da jarra há duas imagens de animais mítico, com cabeças viradas para um lado e longas línguas. Eles servem de suporte para a jarra, com suas costas. 

 

 





Flores para um sábado perfeito!

27 04 2024

Sobre a mesa

Nilo Fernando Siqueira (Brasil, 1943)

óleo sobre tela, 70 x 60 cm.

 

 

 

Magnólias, Borboleta Vanessa Myrinna e limões sicilianos

Cláudio Barake, (Brasil, 1966)

acrílica sobre tela,  40 x 50 cm





Rio de sol, de céu, de mar…

26 04 2024

Paisagem com Corcovado na Estrada Real – Rio

Otto Bungner (Alemanha-Brasil, 1890-1965)

aquarela, 28 X 42 cm





Minutos de sabedoria: Marguerite Yourcenar

25 04 2024

No café

Monica Castanys (Espanha, 1973)

óleo sobre tela

 

 

 

 

“Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana.”

 

Marguerite Yourcenar

 

 

 

 

Marguerite Yourcenar (1903-1987)