O atelier, 1977
Fernando Botero (Colômbia, 1932-2023)
técnica mista: óleo e colagem sobre tela, 84 x 81cm
O atelier, 1977
Fernando Botero (Colômbia, 1932-2023)
técnica mista: óleo e colagem sobre tela, 84 x 81cm
Josien
Arjan van Gent (Holanda 1970)
óleo sobre tela, 50 x 65 cm
Meu grupo de leitura Ao Pé da Letra, já havia escolhido Não é um rio, de Selva Almada, com tradução de Samuel Titan, Jr, como leitura para o mês de abril, antes mesmo do livro ter sido anunciado como finalista do prêmio Booker Internacional deste ano. Há, além disso, a curiosidade deste livro estar competindo com o livro Torto Arado do escritor brasileiro Itamar Vieira Júnior, também finalista para o mesmo prêmio. O grupo leu o livro brasileiro em fevereiro de 2021. Ainda brincamos, no nosso encontro de sábado, que mais uma vez estamos diante de uma competição Brasil x Argentina, já que a autora é natural da Argentina. Mas dessa vez a rixa não é no futebol.
Todos do grupo gostaram do livro. Ainda que alguns sentissem a necessidade de mais conteúdo de alguns personagens, mais complexidade na trama. O livro é pequeno, há aproximadas cem páginas de texto, e características de alguns personagens poderiam ser aprofundadas, fazendo o texto mais rico, mais tridimensional. Há personagens fortes e herméticos. As personagens mulheres parecem tão enigmáticas quanto o olhar masculino as julga.
Confesso que gostei do livro como está. Sem necessidade de aprofundamento dos personagens. Gosto de textos curtos, impactantes, que marcam pela elipse, por tudo que não dizem. É uma maneira de engajar o leitor que dá de si ao preencher as lacunas, ao entender o que foi sugerido. Selva Almada tem uma maneira de escrever lacônica. Não há uma palavra extra, nenhuma palavra extra para ênfase. A narrativa mistura passado e presente, e por isso requer atenção. Há muitos personagens. Há os personagens humanos e há pelo menos dois personagens não humanos: a floresta tropical, e o rio. Há um tantinho de realismo mágico, na dose certa. Para mim, fiz algumas notas para manter cada personagem no seu lugar, com sua história, algo raro em texto tão curto. Mas talvez isso tenha sido porque não li o livro de uma só vez, ainda que ele possa ser lido em duas horas.
Mas há uma característica dessa narrativa que me cativou e a colocou à frente de muitos livros; Esta é uma história que mostra a violência de pessoas comuns. Exibe o desprezo de muitos pela vida. A vida é algo barato. Dispensável, Todos morremos e sofremos. E revela o lugar deprimente das mulheres nesse enclave a que somos apresentados. É o retrato da bestialidade humana, das atrocidades cometidas no cotidiano de um grupo que se reserva um mínimo civilizatório. Apesar disso, a narrativa é tão precisa, tão pontual e hábil que aceitamos tudo sem espanto, sem choque. Nesse aspecto, Selva Almada se mostra uma mestre, sem igual. Não me surpreende que hoje seja conhecida como uma das grandes escritoras argentinas. Recomendo a leitura.
Paisagem com barco, 1964
Mario Zanini (Brasil, 1907-1971)
óleo sobre tela, 49 x 65 cm
Paisagem rural
Alexandre Santiago (Brasil, 1968)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Porto com Figuras
Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)
óleo sobre tela, 49 x 55 cm
Jarra quadrada, chamada de HU, com flor de lótus e cegonha.
Período Primavera e Verão (770-476 AC)
Altura: 117 cm Comprimento: 25 cm Largura: 31 cm
Excavada da Tumba do Duque de Zheng,
Lijialou, Condado de Xinsheng, 1923
Coleção do Museu Henan
Recipiente para vinho ou água, a jarra quadrada the bocal retangular, um longo pescoço, que se abre na corpo e na base quadrada. A tampo desta jarra foi decorada com pétalas da flor de lótus, colocadas em duas fileiras ao longo das bordas e um cegonha com pegador, em pé, situada no centro da tampa.
A jarra tem um par de dragões como alças e diversos desenhos de dragões cobrindo o bojo. Cada uma das duas dobras da jarra é decorada com um dragão se movendo em direção à tampa, com a cabeça voltada para trás. No pé da jarra há duas imagens de animais mítico, com cabeças viradas para um lado e longas línguas. Eles servem de suporte para a jarra, com suas costas.
Paisagem com Corcovado na Estrada Real – Rio
Otto Bungner (Alemanha-Brasil, 1890-1965)
aquarela, 28 X 42 cm
No café
Monica Castanys (Espanha, 1973)
óleo sobre tela
Marguerite Yourcenar