São Sebastião padroeiro do Rio de Janeiro!

20 01 2024

São Sebastião, 1980

Glauco Rodrigues (Brasil, 1929-2004)

acrílica sobre tela colada em madeira, 100 x 80 cm

 

 

 

20 de janeiro, dia de São Sebastião: a cidade em festa!




Livros pequenos para o Carnaval do leitor

19 01 2024

Sem título

Jefffrey T. Batchelor (EUA, 1960)

óleo sobre tela

 

 

Este ano tenho uma lista grande de pequenas obras para podermos ler um ou mais livros nos feriados de Carnaval.   Desta vez, diferente dos anos anteriores, eu os listei em ordem de páginas.  Espero com isso incentivá-los a ler mais de um livro, quem sabe, um livro por dia?  Confirmei que todos eles estão à venda, pelo menos na Amazon, e serão todos entregues antes do Carnaval, mesmo aqueles que foram lançados alguns anos atrás.  Nem todos aparecem em versões eletrônicas, mas isso vou deixar a encargo de vocês.   Todos os livros citados tem menos de 200 páginas.  Na figura temos as capas e abaixo delas o número de páginas oficial, que frequentemente inclui páginas sem texto literário, mas registro de ISBN e demais informações.  Sou uma grande “compradora pela capa”,  sei, é risível.  Mas não resisto a uma boa capa. 

Boa sorte, boas leituras, saiam dessas férias marcados por boas leituras.

 

 

O lugar, Annie Ernaux, Fósforo:2021. 72 páginas

A vergonha, Annie Ernaux, Fósforo: 2022, 88 páginas

Distância de resgate, Samanta Schweblin, Fósforo: 2024, 96 páginas

Vamos comprar um poeta, Afonso Cruz, Dublinense, 2020, 96 páginas

Sangue do céu, Marcello Fois, Record:2005, 110 páginas

Salvatierra,  Pedro Mairal, Todavia: 2021, 110 páginas

Knulp, Hermann Hesse, Todavia: 2020, 112 páginas

Quarto Branco, Gabriela Aguerre, Todavia: 2019, 120 páginas

Sumchi, Amos Oz, Cia das Letras: 2019, 128 páginas

Oeste, Carys Davies, Alfaguara: 2018, 128 páginas

Um álbum para Lady Laet, José Luiz Passos, Alfaguara: 2022, 128 páginas

O buda no sótão, Julie Otsuka, Grua: 2011, 144 páginas

Segredos, Domenico Starnone, Todavia: 2020, 150 páginas

O livro branco, Han Kang, Todavia: 2023, 160 páginas

Bonsai e a vida privada das árvores, Alejandro Zambra, Tusquets: 2018, 160 páginas

A história dos meus dentes, Valeria Luiselli, Cia das Letras: 2016, 166 páginas

Meninas, Liudmila Ulítskaia, Editora 34: 2021. 168 páginas

Kim Jiyoung, nascida em 1982, Cho Nam-Joo, Intrínseca: 2022, 176 páginas

Quando deixamos de entender o mundo, Benjamin Labatut, Todavia: 2022, 176 páginas

Copo Quebrado, Alain Mabanckou, Malê: 2018, 180 páginas

Carta à rainha louca, Maria Valéria Rezende, Alfaguara: 2019, 185 páginas

A importância dos telhados, Vanessa Molnar, Cepe: 2020, 190 páginas

 

Caso não tenha achado nada que lhe agrade, recomendo que veja outras listas para Carnaval neste mesmo blog e se quiser uma leitura mais leve, há sempre as aventuras de Maigret, de Simenon, cujos livros raramente chegam a 200 páginas.

 

 

Bom Carnaval a todos!

 





Rio de sol, de céu, de mar…

19 01 2024

Praia de São Conrado, década de 1950

[Com Pedra da Gávea ao fundo]

Décio Luiz Monteiro Vieira (Brasil, 1922 – 1988)

têmpera sobre tela, 75 x 110 cm





Em três dimensões: Julian Voss-Andreae

19 01 2024

Quantum meditation, 2018

Julian Voss-Andreae (Alemanha, radicado nos EUA, contemporâneo)

aço inoxidável, iluminação LED, 297 x 190 x 160 cm

 

 

Algumas de suas esculturas tais como esta parecem desaparecer dependendo do ângulo de que são vistas.  Vale a pena procurar seus vídeos.  Achei extraordinárias. 





Poesia “Redundâncias”, Ferreira Gullar

18 01 2024
Ilustração, Pierre Brissaud, 1912

 

 

 

Redundâncias

 

Ferreira Gullar

 

Ter medo da morte

é coisa dos vivos

o morto está livre

de tudo que é vida

 

Ter apego ao mundo

é coisa dos vivos

para o morto não há

(não houve)

raios rios risos

 

E ninguém vive a morte

quer morto quer vivo

mera noção que existe

só enquanto existo

 

Em: Muitas vozes: poemas, Ferreira Gullar, 3ª edição, Rio de Janeiro, José Olympio, 1999, p. 48





Imagem de leitura: Oluwole Omofemi

18 01 2024

Sem espaço

Oluwole Omofemi (Nigéria, 1988)

óleo e acrílica sobre tela, 122 x 137 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

17 01 2024

Natureza morta com vaso verde, 1980

Adam Hendler (Polônia-Brasil, 1909-1982)

óleo sobre tela

 

 

 

Natureza morta, 2008

Henrique Bonifácio (Brasil, 1954)

acrílica sobre tela, 60 x 80 cm





Nossas cidades: Belo Horizonte

16 01 2024

Faculdade de Direito, BH, 1967

Nazareno Altavilla ,(Brasil, 1921-1989)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm





Curiosidade literária

15 01 2024

Os escritores russos Leon Tolstoi e Ivan Turgenev foram amigos próximos por muito tempo. Até que se afastaram, em grande parte por causa do gênio de Tolstoi, que parecia aquele personagem  Do Contra, da Turma da Monica de Maurício de Sousa.  Turgenev reclamava: “se eu digo que estou com bronquite, ele [Tolstoi] não faz caso, considera se tratar de uma doença imaginária.”  “Se eu gosto da sopa, tenho certeza de que Tolstoi vai detestá-la ou vice-versa.” Isso continuou por algum tempo até que Tolstoi se meteu na vida particular de Turgenev.

Numa reunião na casa de amigos, no meio de uma conversa geral, Tolstoi (que nunca se considerava errado sob qualquer circunstância) criticou a maneira como Turgenev educava sua filha concebida fora de um casamento legal.  Tolstoi afirmou que Turgenev a educava de maneira diferente porque não era filha legítima. Turgenev, enraivecido, quase saiu aos tapas com Tolstoi.  Mesmo depois de terminado o jantar em que estavam, a briga continuou, por anos.

Continuou, no entanto, por cartas e recados escritos e passados de um para outro até que Tolstoi, sempre querendo uma briga, desafiou Turgenev para um duelo, chegando a  encomendar um jogo de pistolas.  Mas, depois de passado algum tempo, decidiram nunca mais se falarem.  “Precisamos agir como se existíssemos em planetas diferentes, Turgenev escreveu.  Assim permaneceram sem se falar como se o outro não existisse, mesmo morando muito próximos. 

Até o momento em que Tolstoi encontrou Deus, ou seja, se tornou religioso.  Na boa tradição religiosa, procurou remendar as amizades que tinha destruído ao longo da vida, para redimir sua alma. A lista era longa. Turgenev aceitou o pedido de desculpas de Tolstoi, mas os dois nunca voltaram a ser amigos de novo.

 





Paisagens brasileiras…

14 01 2024

Cena rural

Nelson Linhares (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 72 x 91 cm

 

 

 

Parque municipal, 2003

Andrea Vasconcellos (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 80 x 120cm

 

 

 

Árvores, 2020

Mário Mendonça (Brasil, 1934)

óleo sobre tela, 90 x 90 cm