Vaso com flores amarelas, 2006
Ana Cecília Arthuzo (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 40 x 30 cm
Vaso de Flores Amarelas,1988
Antônio Poteiro (Portugal-Brasil, 1925-2010)
óleo stela, 45 x 50 cm
Vaso com flores amarelas, 2006
Ana Cecília Arthuzo (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 40 x 30 cm
Vaso de Flores Amarelas,1988
Antônio Poteiro (Portugal-Brasil, 1925-2010)
óleo stela, 45 x 50 cm
Caracala (em latim Caracalla, 4 de abril de 188 — 8 de abril de 217) foi imperador romano de 211 até 217. O nome de nascimento de Caracala era Lúcio Sétimo Bassiano. Foi -lhe dado novo nome: Marco Aurélio Antonino aos sete anos de idade como parte da tentativa de seu pai de se unir às famílias de Antonino Pio e Marco Aurélio. Ficou conhecido como “Caracala” por causa de uma túnica gaulesa com capuz que ele usava habitualmente e que estava na moda. Passou para a história como responsável por talvez o maior ato de concessão de cidadania da história da humanidade de uma única vez. Quando proclamou o Édito de Caracala em 212, decretando que todos os habitantes livres do Império Romano, onde quer que vivessem, passariam a ser, daí por diante, cidadãos romanos. Mais de 30 milhões de pessoas das províncias próximas ou distantes do Império Romano, tornaram-se legalmente romanos, com todos os direitos que um cidadão na época possuía. Foi um ato revolucionário.

Ricardo Kubrusly
há uma lua em são paulo outra no rio
duas iguais, mesma substância
uma no mar, outra entre rios
refletida na lama das marginais
uma se espreita nos arcos, se alonga
devora o passeio, se atira
nas águas. duas iguais criaturas
escalam o horizonte, eu: voo entreluas
Em: Acordanoite, Ricardo Kubrusly, Rio de Janeiro, Editora Seis: 1993, p.48
Quando criança, eu ficava
olhando o céu a cismar:
– quem, tão alto, a luz ligava
para acender o luar!
(Lisete Johnson)
Flutuando no paraíso, 1986
Toninho de Souza (Brasil, 1951)
[Antônio Alves de Souza]
acrílica sobre tela
Coleção Banco Itaú

Melancia, 1963
Antonio Henrique Amaral ( Brasil, 1935 – 2015)
óleo sobre tela, 60 x 60 cm
Delicioso livro de ensaios, crônicas, uma ou outra poesia, páginas que como um leque se abrem aos nossos olhos e encantam. Não há assunto que não possa ser abordado e a variedade é grande. Vamos abrindo esse leque de considerações sobre a adolescência, por exemplo, engatilhada pela visão da ativista Greta Thunberg em Nova York; vamos do prazer de um bom banho ao quadro As Banhistas de Paul Cézanne e aos de Monet. De ciganos e uma breve estadia no hospital por um fêmur quebrado, somos guiados a considerações sobre enfermagem, Ana Néri ou ao livro Morro dos Ventos Uivantes de Emily Brontë, não sem antes, ela nos levar à ópera Carmen de Bizet. Cada uma de suas divagações e considerações enriquece o leitor. Verdadeiro presente, flanar com Raquel Naveira pelos labirintos da cultura; um passeio que liga o que somos ao mundo exterior e ao imaginário.
Até ler este livro, só conhecia Raquel Naveira por suas poesias. Casa e Castelo foi o primeiro de seus livros que li, e me encantou, depois veio Casa de Tecla e mais tarde Abadia. Raquel tem voz própria na poesia e um encantamento adicional para mim: é amante das artes plásticas. Muitos de seus poemas e outros escritos mencionam obras de arte que a impactaram. Sua escrita é acessível e rica. Seus temas variados seduzem o leitor. Recomendo a leitura sem restrições.
A primeira carta, 1890
Angelo Morbelli (Itália, 1853-1919)
óleo sobre tela
Coleção Particular, Milão

Quem visita Paris hoje, não tem ideia de como a cidade era na Idade Média. A Paris dos séculos passado e deste reflete a grande reforma e destruição dos edifícios medievais trazidos pelo Barão Haussmann, prefeito do Sena, durante os vinte anos do governo de Napoleão III (1853-1873).
O que se sabe, da Paris medieval é em grande parte graças ao trovador Guillot, morador de Paris, que por volta de 1300, compôs a primeira lista de nomes de ruas da cidade na publicação Le Dit de Rues de Paris: um poema com 554 versos, descrevendo as ruas da cidade entre 1280-1300. Nessa obra ele indica a existência de 310 ruas em três bairros.
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As ruas se dividiam em: 80 no Outre-Petit-Pont [Rive Gauche]; 36 na Cité [a ilha propriamente dita]; e 114 no bairro Outre-Grand-Pont [Rive Droite]. Calcula-se que a população em 1292 tenha sido de 216.000 e 275.000 em 1328, portanto uma cidade crescendo rapidamente, um aumento de quase 28% de habitantes em trinta anos.
Nessa época Paris tinha ruas estreitas, em geral cinco metros entre um lado e outro da rua. Grandes ruas tinham no máximo sete metros de largura. Eram ruas escuras, mal cheirosas, e a grande maioria não tinha pavimentação. Casas estreitas, com arquitetura enxaimel, tinham uma ou duas janelas por andar. Além do andar térreo, poderiam ter de três a quatro andares. Só as casas dos nobres e da classe comerciante (burguesa) tinham cozinhas e chaminés. As casas davam aos seus habitantes abrigo, mas mal deixavam a luz do dia entrar.
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