Crônicas, 1887
Alexander Nikonorovich Novoskoltsev, (Rússia, 1853−1919)
óleo sobre tela, 115×89 cm
Marie Rochegrosse na sala de jantar em Djenan Merien, 1904
Georges-Antoine Rochegrosse (França, 1859-1938)
óleo sobre tela, 102 x 76 cm
Casario
Almeida Carvalho (Portugal, ativo no Brasil na década de 1970)
óleo sobre tela, 32 x 52 cm
Paisagem montanhosa, 1919
Guttman Bicho (Brasil, 1888-1955)
óleo sobre tela, 33 x 23 cm
Canoas em canto de praia na baía de Guanabara, 1950
Heitor de Pinho (Brasil, 1897-1968)
óleo s tela, 33 X 41cm
Mimosas e rosas sobre a mesa
Lucília Fraga (Brasil, 1895-1979)
óleo sobre tela
Jarro com flores vermelhas, 1989
Ivan Marquetti (Brasil, 1941-2004)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
O vestido vermelho
Henry McGrane (Irlanda, 1969)
óleo sobre tela, 30x 40 cm
“Era complicado arrumar livros, era difícil jogá-los fora. Eles resistiam. Arrumou uma caixa de papelão para os rejeitados que iriam para a doação. Depois de uma hora, ali estavam dois guias de viagem ultrapassados em edições de bolso. Alguns exemplares guardavam pedaços de papel ou cartas que precisavam ser lidas antes de devolver os livros à estante. Outros continham dedicatórias carinhosas. Muitos eram familiares demais para evitar que fossem abertos e desfrutados de novo — ter a primeira página ou alguma ao acaso relida. Um punhado era de primeiras edições modernas que pediam para ser abertas e admiradas.
Ele não era um colecionador — tratava-se de presentes ou compras acidentais. Fez algum progresso enquanto Lawrence dava uma cochilada no fim da manhã. À noite, recomeçou após jantar. O segundo livro que pegou de uma pilha recém-montada pertencia à biblioteca de uma escola. Tinha dentro as velhas marcas do Conselho do Condado de Londres e o carimbo da bibliotecária: 2 de junho de 1963. Não fora aberto desde então, sobrevivera a várias mudanças de casa e a um ano num depósito. Joseph Conrad, Juventude e duas outras narrativas. Edição mais barata, J. M. Dent & Sons Ltd, reimpressão em 1933, sete xelins e seis pênis. O corte das páginas tinha sido feito de forma grosseira. Ainda possuía a capa macia, nas cores creme, verde-escuro e vermelho, uma xilogravura mostrando palmeiras e uma embarcação com as velas enfunadas passando por um promontório rochoso e montanhas distantes. Uma evocação do Oriente tropical cuja perspectiva excitara o jovem protagonista do conto. Roland ficou feliz por reencontrar o livro. Viajara clandestinamente com ele sem ser notado. Ele adorou “Juventude” aos catorze anos, idade em que raramente se interessava pela leitura. Não lembrava da história. Segurando o livro com as duas mãos, como numa prece, aberto na primeira página, ele se acomodou na cadeira mais próxima e não se mexeu por uma hora.”
Em: Lições, Ian McEwan, tradução de Jorio Dauster, São Paulo, Companhia das Letras: 2022, pp 142-143
Composição, 1966
Arnaldo Ferrari (Brasil, 1906 – 1974)
óleo sobre tela, 60 x 76 cm
Natureza morta
Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867-1939)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
Vista da antiga catedral
José Litzemberg (Alemanha-Brasil, 1882-1951)
aquarela sobre papel, 16 x 20 cm
Uma xícara de café, 2020
Alexei Ravski (Bielorússia, 1961, radicado na França)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
Miguel Torga
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria…
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.