Imagem de leitura: Alexander Nikonorovich Novoskoltsev

23 01 2023

Crônicas, 1887

Alexander Nikonorovich Novoskoltsev, (Rússia, 1853−1919)

óleo sobre tela, 115×89 cm





Em casa: Georges-Antoine Rochegrosse

22 01 2023

Marie Rochegrosse na sala de jantar em Djenan Merien, 1904

Georges-Antoine Rochegrosse (França, 1859-1938)

óleo sobre tela, 102 x 76 cm





Passeio de domingo: casa de campo, montanha, ou costa?

22 01 2023

Casario

Almeida Carvalho (Portugal, ativo no Brasil na década de 1970)

óleo sobre tela, 32 x 52 cm

 

Paisagem montanhosa, 1919

Guttman Bicho (Brasil, 1888-1955)

óleo sobre tela, 33 x 23 cm

Canoas em canto de praia na baía de Guanabara, 1950

Heitor de Pinho (Brasil, 1897-1968)

óleo s tela, 33 X 41cm





Flores para um sábado perfeito!

21 01 2023

Mimosas e rosas sobre a mesa

Lucília Fraga (Brasil, 1895-1979)

óleo sobre tela

 

 

 

Jarro com flores vermelhas, 1989

Ivan Marquetti (Brasil, 1941-2004)

óleo sobre tela, 81 x 65 cm





São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro

20 01 2023

São Sebastião, 1965

Luiz Verri (Brasil, 1912- 1990)

óleo sobre tela, 80 x 67 cm.





Arrumando livros, texto de Ian McEwan

19 01 2023

O vestido vermelho

Henry McGrane (Irlanda, 1969)

óleo sobre tela, 30x 40 cm

 

 

Era complicado arrumar livros, era difícil jogá-los fora. Eles resistiam. Arrumou uma caixa de papelão para os rejeitados que iriam para a doação. Depois de uma hora, ali estavam dois guias de viagem ultrapassados em edições de bolso. Alguns exemplares guardavam pedaços de papel ou cartas que precisavam ser lidas antes de devolver os livros à estante. Outros continham dedicatórias carinhosas. Muitos eram familiares demais para evitar que fossem abertos e desfrutados de novo — ter a primeira página ou alguma ao acaso relida. Um punhado era de primeiras edições modernas que pediam para ser abertas e admiradas. 

Ele não era um colecionador — tratava-se de presentes ou compras acidentais. Fez algum progresso enquanto Lawrence dava uma cochilada no fim da manhã. À noite, recomeçou após jantar. O segundo livro que pegou de uma pilha recém-montada pertencia à biblioteca de uma escola. Tinha dentro as velhas marcas do Conselho do Condado de Londres e o carimbo da bibliotecária: 2 de junho de 1963. Não fora aberto desde então, sobrevivera a várias mudanças de casa e a um ano num depósito. Joseph Conrad, Juventude e duas outras narrativas. Edição mais barata, J. M. Dent & Sons Ltd, reimpressão em 1933, sete xelins e seis pênis. O corte das páginas tinha sido feito de forma grosseira. Ainda possuía a capa macia, nas cores creme, verde-escuro e vermelho, uma xilogravura mostrando palmeiras e uma embarcação com as velas enfunadas passando por um promontório rochoso e montanhas distantes. Uma evocação do Oriente tropical cuja perspectiva excitara o jovem protagonista do conto. Roland ficou feliz por reencontrar o livro. Viajara clandestinamente com ele sem ser notado. Ele adorou “Juventude” aos catorze anos, idade em que raramente se interessava pela leitura. Não lembrava da história. Segurando o livro com as duas mãos, como numa prece, aberto na primeira página, ele se acomodou na cadeira mais próxima e não se mexeu por uma hora.”

 

Em: Lições, Ian McEwan, tradução de Jorio Dauster, São Paulo, Companhia das Letras: 2022, pp 142-143

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

18 01 2023

Composição, 1966

Arnaldo Ferrari (Brasil, 1906 – 1974)

óleo sobre tela, 60 x 76 cm

 

 

Natureza morta

Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867-1939)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm





Imagem de leitura: Bernd Steinert

17 01 2023

Sem título

Bernd Steinert (Alemanha, 1964)

técnica mista





Nossas cidades: Porto Alegre

17 01 2023

Vista da antiga catedral

José Litzemberg (Alemanha-Brasil, 1882-1951)

aquarela sobre papel, 16 x 20 cm





Súplica, poesia de Miguel Torga

16 01 2023

Uma xícara de café, 2020

Alexei Ravski (Bielorússia, 1961, radicado na França)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm

 

Súplica

 

Miguel Torga

 

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,

E que nele posso navegar sem rumo,

Não respondas

Às urgentes perguntas

Que te fiz.

Deixa-me ser feliz

Assim,

Já tão longe de ti como de mim.

 

Perde-se a vida a desejá-la tanto.

Só soubemos sofrer, enquanto

O nosso amor

Durou.

Mas o tempo passou,

Há calmaria…

Não perturbes a paz que me foi dada.

Ouvir de novo a tua voz seria

Matar a sede com água salgada.