Palavras para lembrar

5 10 2022

Atualizando-se, 2021

Anna Reznikova (Chipre, contemporânea)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm

 

“Ler…

é ir a algum lugar sem precisar pegar um trem ou navio, desvendar mundos novos e incríveis. É viver uma vida que você não nasceu para viver e uma chance de ver algo colorido pela perspectiva de outra pessoa. É aprender sem ter que enfrentar as consequências dos fracassos, é aprender como ter sucesso da melhor maneira.”

 

 

Em: A última livraria de Londres de Madeline Martin, tradução de Simone Reisner, Kindle edition, 2022.





4 de outubro, dia de São Francisco, protetor do animais

4 10 2022

São Francisco, 1999

Adelson do Prado (Brasil, 1944)

acrílica sobe tela, 81 x 100 cm

 

São Francisco é um dos santos mais representados na pintura brasileira.  Há outros, mas nenhum é tão popular quanto ele.  Não é só um caso de devoção, acredito, há dois fatores adicionais.  Como é considerado o protetor dos animais, muitas pessoas daquelas que têm animais de estimação, levam seus cachorrinhos, gatinhos, pássaros e todo tipo de animal para serem benzidos  o que o faz muito popular.  Também acredito que por causa desses animais, é um tema que agrada ao artista por poder colocar ou um grande número de pombinhos, (bastante comum) ou outros animais à volta do santo.  De qualquer maneira, São Francisco foi pintado pela grande maioria dos artistas do país.

 

São Francisco

Álvaro Borges (Brasil, 1928-1994)

óleo sobre cartão, 50 x 50 cm

São Francisco, 1983

Antônio Maia (Brasil, 1928-2008)

acrílica sobre tela, 57 x 43 cm

São Francisco de Assis, 1973

Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)

óleo sobre madeira, 73 x 54 cm

São Francisco, 1980

Elisabeth Lavoie (Brasil, contemporânea)

acrílica  sobre tela

São Francisco

Cícero Dias (Brasil, 1907-2003)

óleo sobre tela, 71 x 59 cm

São Francisco, 1970

Clóvis Graciano (Brasil, 1907-1988)

óleo sobre tela, 79 x 62 cm

São Francisco e os peixes, 1986

Petrônio Bax (Brasil, 1927-2009)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm

São Francisco com papagaio, 1970

Sebastião Januário (Brasil 1939)

têmpera sobre tela, 100 x 81 cm

São Francisco com tucano, 2002

Joubert Pantanero (Brasil, 1946)

óleo sobre tela,  60x 70 cm

São Francisco de Assis,1981

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925- 2019)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm

São Francisco, 1970

Vicente do Rêgo Monteiro (Brasil,1899-1970)

óleo  sobre tela colada em chapa, 61 x 37 cm

São Francisco com pássaros, 1973

José de Dome (Brasil, 1921-1982)

óleo sobre tela, 100 x 50 cm

São Francisco, 1981

Edson Lima (Brasil, 1936)

óleo sobre tela, 54 x 65 cm





“Uma mulher como a de Rubens”, Somerset Maugham

3 10 2022

Retrato de Helene Fourment, 1635

Peter Paul Rubens (Flandres, 1577-1640)

óleo sobre madeira, 186 x 85 cm

Museu Calouste Gunbenkian, Lisboa

 

 

“Ela era uma mulher de encantos abundantes e maduros, maçãs do rosto rosadas e cabelos claros, com olhos tão azuis quanto o mar de verão, com linhas suaves e seios grandes.  Ela tendia para o exagero.  Pertencia àquele tipo de mulher que Rubens imortalizou à imagem de Helene Fourment.”

 

 

Em: A Writer’s Notebook, Somerset Maugham, Vintage, Kindle’s Edition. 

(Tradução  minha, Ladyce West)

 

‘She was a woman of ripe and abundant charms, rosy of cheek and fair of hair, with eyes as blue as the summer sea, with rounded lines and full breasts. She leaned somewhat to the overblown. She belonged to that type of woman that Rubens has set down for ever in the ravishing person of Helena Fourment.




Curiosidade literária

3 10 2022

A leitura

Angelo Guido Gnocchi (Itália-Brasil, 1893-1969)

óleo  sobre tela,  30 x 43 cm

 

 

 

Escrita em  números:  é impressionante saber os limites autoimpostos por alguns escritores, para o mínimo de palavras produzidas por dia.  Aqui vai uma amostra:

 

Ray Bradbury — escrevia 1.000 palavras por dia desde os 12 anos de idade

Raymond Chandler — não tinha um limite específico, mas sabe-se que escrevia 5.000 palavras por dia

Arthur Conan Doyle, William Golding, Norman Mailer — diziam escrever 3.000 palavras por dia

Ian Fleming escrevia 2.000 palavras/dia,  5 dias por semana, 6 meses, para cada livro de James Bond

Ernest Hemingway — considerava 500 palavras, bom trabalho diário

Stephen King — escrevia 2.000 palavras por dia mas não contava os advérbios

Jack London — escreveu 1.000 palavras por dia, todos os dias de sua vida

Anthony Trollope — escrevia 250 -palavras a cada 15 minutos, marcados no  relógio

Thomas Wolfe — não  parava até alcançar as 1.200 palavras diárias

 

EXCEÇÕES

James Joyce considerava duas frases perfeitas, um bom dia de trabalho

Dorothy Parker dizia que não podia escrever cinco palavras sem trocar sete

 





Leituras de 2022: “Golden Age ladies” de Sylvia Barbara Soberton, resenha

2 10 2022

Emerentia, mãe de Santa Ana, avó de Jesus Cristo, sd,final do século XV,

DETALHE  [Altar da árvore genealógica da Virgem Maria]

Jan Provost (Bélgica 1465-1529)

óleo sobre madeira

Raramente faço resenhas de livros em língua estrangeira, ainda que os leia, todos os dias. Conversando com amigos cheguei à conclusão de que para livros que não têm tradução no Brasil, não há jeito, temos que passar adiante a informação.  E hoje, quem não lê em inglês?  Este livro, não muito grande, li na versão eletrônica.  É um apanhado sobre as mulheres que faziam parte das cortes de Henrique VIII e Francisco I, primos e reis que estavam em perpétua competição entre si.  Francisco I também competia com Carlos V da Espanha.  Essa época, início do século XVI, é complicada para estudar, batalhas entre esses três monarcas fazem parte importante da história do mundo ocidental, por ajudarem a moldar o que hoje entendemos como Europa.  Em termos de literatura é interessante lembrar que a competição entre esses líderes é frequentemente mencionada.  Por exemplo, a disputa entre Francisco I da França e Carlos V da Espanha é mencionada nas primeiras linhas de, No caminho  de Swann, primeiro volume de Em busca do tempo perdido de Marcel Proust. Este é só um exemplo de como as referências históricas podem ser importantes mesmo para leituras modernas.

Golden Age Ladies: women who shaped the courts of Henry VIII and Francis I, de Sylvia Barbara Soberton foca precisamente nas ações, no poder das mulheres que contribuíram para os governos, para as cortes desses reis.  Trabalhando muitas vezes no aconselhamento, mas também nos tratados de paz entre eles.  Essa visão histórica pelo lado feminino nem sempre foi abordada, e no entanto elas tinham poder, justamente por seus casamentos não serem feitos por sentimentos mas pelas fortunas que traziam para as cortes onde seriam esposas de reis e mães de futuros monarcas se tivessem sorte de produzirem herdeiros.

 

Este livro não trará novidades para o historiador,para o pesquisador, para quem pretende fazer um mestrado em história.  Não é esse o seu objetivo.  Bem pesquisado, com notas de rodapé (aqui no final do livro) que ajudam, caso o leitor queira pesquisar mais a fundo, este livro traz de forma compreensiva, direta, aspectos da vida no início do século XVI e a importância das mulheres nas cortes retratadas,para o leitor comum.

Não é um romance. Não é um livro de aventuras. Mas é um excelente apanhado sobre essa época, e as mulheres que dela fizeram parte.  Acabamos nos familiarizando com Louise of Savoy, Marguerite d’Angoulême, Claude de France, Eleonora de Portugal, Françoise de Foix, Anne de Pisseleu, Catarina dei’Medici, Diane de Poitiers, estas todas da corte francesa.  Assim como Maria Tudor, Catarina de Aragão, Ana Bolena, Jane Seymour, Ana de Clèves, Catherine Howrd, Catherine Parr e Bessie Blount (Elizabeth), da corte de Henrique VIII.

 

Sylvia Soberton

 

Se você já tem bastante conhecimento do período, se é um historiador especializado, talvez esse não seja um livro para você.  Mas se gosta da época e quer entendê-la mais, sugiro que leia essa obra.  Ela traz claridade sobre as ligações desses nobres, como se tivéssemos um mapa dos relacionamentos ou lista de quem é quem…  Como  gosto do período e sei da importância que teve para o desenvolvimento da Inglaterra e da França, achei esse livro muito bom.  A meu ver cumpriu com o que prometeu.

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.





Em casa: Frans Verhas

2 10 2022

Estudante desenhando, 1872

Frans Verhas (Bélgica, 1834-1896)

óleo sobre tela, 59 x 85 cm

 





Domingo, um passeio no campo!

2 10 2022

Paisagem rural com casario

Manoel Pastana (Brasil, 1888-1984)

óleo sobre madeira, 22 x 33 cm





Flores para um sábado perfeito!

1 10 2022

Os girassóis de van Gogh, década de 1960

Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)

óleo sobre madeira, 100 x 80 cm