
Jogo de xadrez, 1902
Carl Probst (Aústria, 1854-1924)
óleo sobre tela, 121 x 134 cm

Flores sobre a mesa, 1844
Carlos Chambelland (Brasil, 1884 – 1950)
óleo sobre tela, 50 x 61 cm
Vista da cidade de Gênova, encontrada nas Crônicas de Nuremberg, 1493, 58 v 1, xilogravura policroma Afonso a.
“…Gênova comercia com Bizâncio, possui interesses em Creta e em Chipre, onde os genoveses competem em constantes escaramuças com os venezianos. Associam-se os genoveses aos normandos na Sicília, onde são, apenas os genoveses, senhores feudais — e comerciantes. E dominam sem contestação, o Mediterrâneo ocidental.
Os genoveses revoam, por sobre o Mediterrâneo ocidental, também desde fins do século XI. Sua presença na península ibérica é muito antiga; devemos lembrar que em 1092, Afonso VI o bravo de Castela fez uma aliança com Sancho Ramírez, rei de Aragão, e com este convidou Gênova e Pisa para, todos juntos, atacarem Valência. As duas cidades italianas teriam fornecido 400 navios à empresa, e teriam participado de um cerco infrutífero a Tortosa. Em 1147 Afonso VII o imperador, por sua vez, conquista Almeria com a ajuda dos genoveses.
Exploram, enfim, o Atlântico e buscam as Índias. Em 1291, os irmãos Guido e Vadino Vivaldi partem de Gênova à busca do caminho das Índias costeando a África. Atingem a costa da Guiné onde naufragam, segundo nos deixa em seu testemunho Antoniotto Usodimare, mercador e cronista. Mais ou menos ao mesmo tempo certo messer Emmanuele Pezagno, mercador também, também genovês, organiza a pedido de D. Diniz o lavrador (n. 1261, f.1325; rei em 1281) a marinha portuguesa. Todos Usodimare, como o diz o nome desta família: têm o hábito das coisa do mar. Nos Pezagno fica hereditário o posto de almirantes de Portugal; são os almirantes Peçanhas.
Vista da cidade de Lisboa em 1548. Xilogravura espanhola.
Chegam à Madeira. Em 1446, Bartolomeu Perestrelo, português, neto de um lígure ou lombardo, messer Gabriele Palastrelli, mercador sempre, recebe a donatária da ilha de Porto Santo. Sua filha caçula, Filipa Perestrelo Moniz, casa-se com mais um genovês, Cristoforo Colombo, o descobridor. Concentrados em Sevilha e em Cádiz, os genoveses espraiam-se de vez, na segunda metade do século XV, por sobre o Atlântico. Giovanni Usodimare fixa-se na Madeira; e também Urbano Lomellini, junto com o parente de ambos, o banqueiro de Cádiz que financiará Colombo, Lodisio d’Oria. Lodisio d’Oria esteve comprovadamente na Madeira em 1480, onde possui engenhos de açúcar em Santa Cruz, Santana e Porto de Seixo.
Por que este avanço por cima do Atlântico? Os genoveses espalham o cultivo da cana de açúcar, que viera do oriente e fora primeiro cultivada em Creta. Usodimare, Lomellini, d’Oria, são todos senhores de engenhos açucareiros na Madeira. O dinheiro das casas bancárias de Gênova é sacarino, e vem do mel da cana. Colombo fora, provavelmente, agente comercial destes potentados da Ligúria, assim como os filhos segundos, bastardos, os parentes pobres. Cristoforo d’Oria, nascido em Faro no Algarve e filho de Lodisio d’Oria, leva a cana de açúcar às ilhas São Tomé e Príncipe, cuja governança recebe, e onde morre, talvez no mesmo naufrágio no qual provavelmente morrem seus primos os mercadores, e genoveses, Lazzaro e Lorenzo d’Oria.
Os Dorias da ilha da Madeira descendem de Leonor Doria, “filha de um Cavalheiro Doria, genovês,” conforme se indica no título “Velloza” do Nobiliáriosa Ilha da Madeira, de Henrique Henriques de Noronha. Os da Bahia descendentes de Clemenza Doria filha de Lorenzo ou Lorenzino d’Oria, conforme Ferlgueiras Gayo no seu Nobiliário, título “Silvas”.”
Em: Herdeiros do poder, Francisco Antonio Doria, e outros, Rio de Janeiro, Revan: 1994, pp 91-92
Jovem em meio a leitura, 1894
Jules Emile Saintin (França, 1829-1894)
óleo sobre madeira, 24 x 18 cm

Os lados e a tampa dessa caixa em ouro são cobertos por cento e três esmeraldas, perfeitamente combinadas e ajustadas ao lugar. Todas são esculpidas em baixo-relevo mostrando ciprestes e bordas de folhas estilizadas. O alto nível artesanal sugere ter sido produzida para a corte Mughal.
No ponto mais alto e central da tampa há um diamante, cortado de maneira rasa em cima e vinte e quatro facetas na cintura. O fundo da caixa é decorado com esmalte verde-esmeralda, sobre decoração cinzelada. O desenho mostra uma roseta central rodeada por dois níveis de hastes com folhas de acanto formando dupla voluta.
Fonte: Alain Truong


Casamento de raposa
Wilson W. Rodrigues
Chuva com sol é tão raro
como pérola de Ormuz;
da chuva pingos tão claros
e do sol pingos de luz.
Chuva com sol é tão doce
que parece a redenção
do bem e do mal reunidos
numa suave canção.
Chuva com sol nos sugere,
se é que pode sugerir,
olhos tristes a chorar
lábios felizes a rir…
Em: Beija-flor: poemas, Wilson W. Rodrigues, Rio de Janeiro, 1949, Publicitan Editora: p. 115
Ilustração, Maurício de Souza.
Ilustração, Griswold Tyng (American, 1883 – 1960)
O quanto te amo, querida,
nem às paredes confesso,
mas deixo a casa florida
esperando o teu regresso.
(Antonio Francisco Pereira)
Manhã em Cape Cod, 1950
Edward Hopper (EUA, 1882-1967)
óleo sobre tela, 86 x 102 cm
American Art Museum, Washington DC