Flores na janela
Francis Coates Jones (EUA, 1857 – 1932)
óleo sobre tela, 50 x 35 cm
Flores na janela
Francis Coates Jones (EUA, 1857 – 1932)
óleo sobre tela, 50 x 35 cm
Gávea
Jurandir Paes Leme (Brasil, 1896 – 1953)
Óleo sobre placa, 40 x 40 cm
A lição, 1931
Marcel Gromaire (França, 1892- 1971)
guache, aquarela e tinta sobre papel, 49 x 32 cm
Ignoro a autoria desta ilustração.
“Parecia praga e era. O Língua foi atraído por outra mulher. Era a mulher mais preta que ele alguma vez vira. E isso intrigou-o. Tão preta era a mulher que parecia não querer parecer. E foi o que o Língua lhe disse: Você é muito preta mulher. E ela, toda vespertina, correspondeu como convinha: Ainda só viu o que os olhos alcançam, negro, devo ter partes ainda mais escuras. E o Língua caiu babado nos braços dela. Durante três anos não largou o rabo da saia da Preta nem para ir trabalhar. Era mesmo para crer que só agora a bruxaria da outra mulher andava a surtir efeito. O Língua não estava a perceber, mas virou o homem mais submisso da ilha. O trabalho era então satisfazes os mais extravagantes caprichos da Preta, de tal modo que ele virou ao mesmo tempo angustiado e feliz, azarado e contente, imprudente e lúcido, renegado e pesaroso, como todo o homem arrebatado. Pior, não conseguia sair dali. Se a paixão tem fogo, o corpo tem lume. Mas, um dia, ao olhar para um caco de espelho, teve um espanto tão grande que, então, para salvar a pele, ou o que restava, vestiu-se, pegou nas sandálias e desapareceu. Como nunca ia sem dizer adeus, assobiou e, sem virar a cara, acenou. Nunca soube se foi correspondido. Mas dali saiu com a determinação de nunca mais voltar a cair nos braços de uma mulher.”
Em: Biografia do Língua, Mário Lúcio Sousa, Alfragide, Don Quixote: 2015, p. 264
Curiosidade, 1869
Silvestro Lega (Itália, 1826 -1895)
óleo sobre tela
Museo Poldi Pezzoli
Martha lendo próximo à janela
Isaac Grunewald (Suécia, 1889 – 1946)
óleo sobre tela, 101 x 81 cm
Machado de Assis
Natureza morta com frutas
Manoel Santiago (Brasil, 1897 – 1987)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
Ilustração Equipe Mauricio de Souza.
Ganha mais brilho a vitória
quando o nobre vencedor,
no pódio da sua glória,
não humilha o perdedor!
(Alba Helena Corrêa)
São Lourenço
Augusto Seabra (Brasil, 1909 – ?)
óleo sobre tela, 10 x 15 cm
Senhora lendo programa, 1910
Armand Rassenfosse, (Bélgica, 1862 -1934)
