Imagem de leitura — Fritz von Uhde

7 06 2020

 

 

Fritz_von_Uhde_-_Das_Bilderbuch_I_(1889)O livro de figuras, 1889

Fritz von Uhde (Alemanha, 1848 – 1911)

óleo sobre tela, 60 x 49 cm

Frye Art Museum, Seattle

 





Domingo, um passeio no campo!

7 06 2020

 

 

Luiz Armond, Paisagem – 59,5 x 80 cm, OST – Ass. CIEPaisagem

Luiz Armond (Brasil, 1969)

óleo sobre tela,  59 x 80 cm





Dias de leitura, Marcel Proust

7 06 2020

 

 

Vanlerberghe, Sylvie (1963-...) 1Leitura

Sylvie Vanlerberghe (França, 1963)

óleo sobre tela

 

 

Dias de leitura
[20 de março de 1907]

 

Você provavelmente lera, Mémoires de la comtesse de Boigne.  Há “tantos doentes” nesse momento que os livros encontram leitores, até mesmo leitoras. Sem dúvida, quando não podemos sair e fazer visitas, preferimos recebê-las a ler. Mas, “nesses tempos de epidemias”, até as visitas que recebemos representam algum perigo. É a senhora que da porta onde se detém por um momento – apenas por um momento -, e de onde, emoldurando sua ameaça, grita: “Vocês não  temem a caxumba e a escarlatina? Previno-os de que minha filha e meus netos estão doentes.  Posso entrar?”; e entra sem esperar resposta.

E outra, menos franca, que mostra seu relógio: “Preciso voltar logo: minhas três filhas estão com rubéola; vou de uma a outra; minha inglesa está acamada desde ontem com uma febre alta, e temo ser minha vez de ficar doente, pois me senti mal ao levantar.  Mas fiz questão de fazer um grande esforço para vir vê-lo…”. Então preferimos não receber muito, e, como não podemos telefonar sempre, lemos. Só lemos em último caso. …

[…]

… a partir do momento em que nos resignamos a ler, escolhermos de preferência livros como as memórias da sra. de Boigne, livros que dão a ilusão de continuarmos a fazer visitas, a fazer visitas às pessoas que não pudemos visitar, porque ainda não éramos nascidos sob Luís XVI e que, de resto, não serão muito diferentes daquelas que conhecemos, pois levam quase os mesmos sobrenomes que elas, seus descendentes e nossos amigos, os quais, por uma comovente delicadeza para com a nossa fraca memória. conservaram os mesmos nomes e ainda se chamam: Odon, Ghislain, Nivelon, Victurnien, Josselin, Léonor, Artus, Tucdal, Adhéaume ou Raunaulphes. Belos nomes de batismo, aliás, e dos quais não deveríamos sorrir; eles provêm de um passado tão profundo que em seu esplendor insólito parecem brilhar misteriosamente como esses nomes de profetas e santos inscritos abreviados nos vitrais de nossas catedrais.”

Em: Salões de Paris, Marcel Proust, tradução Caroline Fretin de Freitas e Celina Olga de Souza, São Paulo, Carambaia: 2018, 2ª edição, pp.  87 e 90.

 





Em casa: Gustave de Jonghe

6 06 2020

 

 

gustave-de_jonghe_devant-le-cabinet-chinois Gustave Léonard De Jonghe (1829 - 1893) - In the salon ·No salão, em frente ao armário chinês

Gustave de Jonghe (Bélgica, 1829- 1893)

óleo sobre madeira.





Flores para um sábado perfeito!

6 06 2020

 

 

ANTONIO AUGUSTO MARX, Vaso de flores - Óleo sobre tela - 70x50 cm - ACIE 1986 ( Com selo da Galeria Tema Arte Contemporânea )Vaso de flores, 1986

Antonio Augusto Marx (Brasil, 1919 – ?)

Óleo sobre tela, 70×50 cm





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

5 06 2020

 

 

JURANDIR PAIS LEME,Manhã de Março – Posto 6, Rio,óleo s madeira, dat. 1947 e 27 x 35 cmManhã de Março – Posto 6, Rio, 1947

Jurandir Paes Leme (Brasil, 1896 – 1953)

óleo sobre madeira, 27 x 35 cm





Resenha: A paciente silenciosa, de Alex Michaelides

5 06 2020

 

 

 

Andrew Ganley - Brigit Ganley - Pintora irlandesa (1909-2002)O dramaturgo Andrew Ganley

Brigit Ganley (Irlanda, 1909 – 2002)

óleo sobre tela

 

Em 1926,  Agatha Christie publicou seu primeiro grande sucesso de vendas: O assassinato de Roger Ackroyd. Em 2013, a Associação de Escritores Britânicos de Crime elegeu esta obra como a melhor história de crime já escrita.  Este mistério é considerado um dos livros de maior influência no gênero, mesmo que tenha gerado controvérsia pela virada no final na trama.  Não pude deixar de me lembrar de Roger Ackroyd  ao terminar a leitura de A paciente silenciosa, do escritor britânico, nascido em Chipre, Alex Michaelides, publicado em 2019, para uma carreira de sucesso imediato.  Como o livro de Agatha Christie, este também ganhou inúmeros prêmios inclusive o Prêmio do site Goodreads  para mistérios e suspense no mesmo ano de lançamento. Além disso os dois livros são repletos de suspense, mistério e de finais surpreendentes.

Diferente do que aconteceu comigo na leitura do  livro de Agatha Christie, não consegui gostar nem me identificar com qualquer dos personagens envolvidos na trama de Michaelides. A narrativa me pareceu distante e artificial, assim como os dramas pessoais dos personagens me pareceram desde o início forjados, um tanto teatrais.

 

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Não obstante, A paciente silenciosa tem ritmo acelerado que ao longo do tempo torna-se trepidante, causa incertezas aumentando ansiedades no leitor, certo de que há algo muito errado, sem conseguir perceber claramente o que acontece.  Há passagens arrepiantes, repletas de situações aterrorizadoras, principalmente na descrição da perseguição [stalking] de um dos personagens.

Alex Michaelides usa de diversos métodos de narrativa para elaborar a trama.  Neste ponto, o livro é de grande riqueza, pois passamos da narrativa em primeira pessoa, às notas em diários, conversas, pintura e silêncio como meios de comunicação para a evolução do enredo e desta maneira consegue iludir o leitor, quando precisa, sobre as elipses que irão permitir a reviravolta final.  Neste ponto, A paciente silenciosa  é uma obra de grande auxílio àqueles que desejariam escrever uma história de suspense.

 

lex Michaelides 2.jpgAlex Michaelides

 

O livro gera questões sobre ética de trabalho de profissionais como psicólogos, psicanalistas e psiquiatras, assim como segurança nas instituições de acolhimento daqueles que necessitam de tratamento mental.  Há também a questão de confiabilidade, transparência e genuíno cuidado de pacientes mentais.

A paciente silenciosa é bom entretenimento, leitura feita para um fim de semana, para um dia de chuva.  Diverte, ajuda a passar o tempo, retém a atenção do leitor. Com este fim, recomendo.

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.





Meus favoritos: Margaret Sarah Carpenter

4 06 2020

 

 

Margaret Sarah Carpenter (Salisbury 1793-1872 London)jovem, 1839, oil on panel, 69 x 46cmUma jovem, 1839

[Possivelmente Henrietta Carpenter]

Margaret Sarah Carpenter (Inglaterra, 1793-1872)

óleo sobre madeira, 69 x 46cm





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

4 06 2020

 

 

policial, cidade calma, disneyIlustração Disney Estúdios.

 

 

“A oportunidade faz o ladrão.”





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

3 06 2020

 

 

Maria Amélia D’Assumpção (Brasil 1883-1955)Natureza mortaNatureza morta

Maria Amélia D’Assumpção (Brasil 1883-1955)

óleo sobre tela