Hospital D. Luiz, Belém
José Léon Righini (Itália-Brasil, 1820 – 1884)
gravura
Hospital D. Luiz, Belém
José Léon Righini (Itália-Brasil, 1820 – 1884)
gravura
Jandaia amarela
A jandaia-amarela (Aratinga solstitialis) é uma ave natural do Brasil, encontrada na Amazônia. Também é conhecida por outros nomes, dependendo da região onde habita: jandaia-sol, cacaué, nandaia, nhandaia, queci-queci e quijuba. Pertence à família dos psitacídeos que possui três raças distintas, encontradas na Amazônia e em várias regiões do Brasil. Fazem ninhos em geral no final do verão em buracos de árvores ou palmeiras, mas podem ser encontradas em áreas urbanas ocasionalmente morando em postes. Gostam de comer coquinhos de diversas palmeiras, brotos, flores, folhas tenras e frutas. Tem o bico adaptado para partir e triturar sementes duras. Em geral crescem até os 31 centímetros de comprimento. Têm o bico negro e plumagem laranja, amarela e verde.
São comumente confundidas com periquitos. Mas a jandaia-amarela tem a plumagem das asas mais verde quando jovem, com tons amarelos e de um alaranjado intenso. Mas é uma ave da mesma família dos papagaios: psitacídeos. Também da mesma família são as araras e maitacas.
Jandaia amarela
Estudos
Richard Boyer (EUA, contemporâneo)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
Haruki Murakami
No caminho de São Thomé das Letras, MG
Funchal Garcia (Brasil, 1889-1979)
óleos sobre tela, 74 x 100 cm
ROMANCISTA COMO VOCAÇÃO
Haruki Murakami
Alfagura: 2017, 168 páginas
SINOPSE
“Haruki Murakami é um dos mais conhecidos autores contemporâneos do Japão. Quando seus livros são lançados, a imprensa noticia filas enormes nas livrarias de Tóquio e traduções para mais de quarenta idiomas. Ícone da escrita fluida, Murakami transita bem em diversos estilos narrativos: ficção, ensaio, reportagem, nada parece estar fora de seu talento literário. Para abarcar toda essa multiplicidade, chega agora Romancista como vocação, uma série de proposições sobre a escrita, a literatura e a vida pessoal do recluso escritor. Escrito na linguagem acessível típica de Murakami, este livro é um convite a todos que desejam habitar o mundo dos romancistas, bem como uma declaração de amor ao ato da escrita.”
Pescaria, John Newton Howitt (1885 – 1958)Para não faltar o peixe,
Na mesa do nosso lar,
O pescador bem cedinho,
Sua rede atira no mar.
Em: 1001 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965
Natureza Morta
Sonia Rodrigues da Costa (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 38 x 56 cm
ilustração década de 1960
“Ela se senta à luz do dia, filtrada pela cortina. O sol fraco de novembro atravessa o tecido e elimina as sombras. As cortinas estavam fechadas há duas semanas, e mantinham a casa em suspenso entre a perda e a aceitação. Ela as fechou assim que o policial saiu, observando-o se afastar enquanto as puxava. Ele se revelara um rapaz compassivo, mas inseguro e claramente em dúvida quanto à etiqueta que deveria usar para informar a alguém que seu recém-falecido marido usufruía da companhia de uma passageira feminina, adquirida em algum lugar entre o posto de gasolina de Chiswick Flyover e a autoestrada. Ela teve vontade de deixá-lo mais à vontade, de dizer-lhe que há muito tempo sabia daquela passageira, que os últimos quinze anos tinham sido vividos à sombra dela, e de falar do imenso esforço necessário para criar uma vida em torno da sua existência. Teve vontade de oferecer ao guarda outra xícara de chá e de suavizar as arestas da conversa para que pudessem enfrentar juntos aquele constrangimento. Mas o policial precisava se ater a um inventário, ao questionário que era obrigado a preencher antes de se permitir abandonar a ponta da cadeira e a xícara intacta.
Ernest nem gostava dos New Seekers, ela havia dito, em busca de uma saída que pudesse trazê-lo de volta dos mortos.
O guarda fabricara um grupo de pequenos pigarros no fundo de sua garganta e explicara que a passageira feminina havia sobrevivido. Mais do que sobrevivido, estava naquele momento sentada no Pronto-socorro do Royal Berkshire Hospital, tomando chá num copo de plástico e explicando tudo a um de seus colegas.
Sinto muito, disse ele, embora ela não soubesse exatamente se ele estava lamentando a morte de seu marido ou se desculpando porque a amante havia sobrevivido.
Enquanto o observava se afastando, ela soube. Soube que ele contaria à esposa naquela mesma noite enquanto jantavam, recostando-se na cadeira, mastigando os detalhes da vida dela a cada garfada. E, no dia seguinte, a mulher dele se sentaria na cadeira de um salão de beleza e diria você não pode contar isso a ninguém, e a cabelereira [sic] seguraria um pente entre os dentes e arrumaria mechas de cabelo em volta de rolos de plástico azul, imaginando a quem contaria primeiro. E soube com que facilidade todos ficariam sabendo do segredo que tanto se esforçara para manter oculto.”
Em: Entre cabras e ovelhas, Joanna Cannon, tradução de Celina Portocarrero, São Paulo, Editora Morro Branco: 2017, pp. 440-441.
Arco do Telles, Praça XV de novembro
Eliseu Meneses de Lemos (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Carta de amor
Bob Byerley (EUA, 1941)
Gravura em glicee, 40 x 50 cm