Livros como amigos: Nina George

11 05 2017

 

 

Karel Simunek (Republica Checa. 1869-1942) bookplateLeitura, Karel Simunek (República Checa. 1869-1942) — Selo de livro

 

“Este era o único aspecto trágico dos livros: eles mudavam as pessoas. Mas não as realmente más. Essas não se tornavam pais melhores, maridos melhores, amigos melhores. Continuavam sendo tiranos, torturavam seus funcionários, filhos e cães, eram odiosos nas pequenas coisas e covardes nas grandes, e se rejubilavam com o constrangimento das vítimas.

— Os livros eram meus amigos — disse Catherine … — Acho que aprendi todos os meus sentimentos com os livros. Neles amei mais, sorri mais e aprendi mais do que em toda a minha vida sem leitura.”

 

Em: A livraria mágica de Paris, Nina George, Rio de Janeiro, Record: 2016, tradução de Petê Rissatti, página 63.





Trova das mãos

10 05 2017

 

Bird-Hand-Victorian-GraphicsFairy

 

Mãos falam! … Todos entendem

o seu idioma calado

e até as feras compreendem

a doce fala do agrado.

 

(Heribaldo Gerbasi)

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Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

10 05 2017

 

 

Luis Claudio Morgilli (Brasil, 1955) Natureza Morta, ostNatureza morta

Luís Cláudio Morgilli (Brasil, 1955)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Adelaide Cole Chase

10 05 2017

 

 

Portrait of a Young Girl Seated with a Book - Adelaide Cole Chase (American, 1868-1944)Retrato de jovem sentada com livro

Adelaide Cole Chase (EUA, 1868 -1944)

óleo sobre tela, 109 x 85 cm





O ideal de nhonhô, texto de França Júnior

9 05 2017

 

 

Timotheo da Costa, Menino, ostMenino

Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1923)

óleo sobre madeira

 

 

O ideal de nhonhô

 

França Júnior

 

“Eu era pequeno e rechonchudo, como uma bola. O nariz escondia-se-me entre as bochechas e não havia mostrado ainda essa tendência para disparar pela cara, como aconteceu mais tarde. Pediam-me beijos e diziam, segurando-me no queixo: “Que menino bonito!”  — Não se riam, a gente daquele tempo não era lá das mais exigentes. O meu ideal, em ser republicano, era o da liberdade sem limites. No dia em que o grito de: férias! ecoava quatro cantos do colégio, uma sensação inexprimível se apoderava de todo o meu ser.  Férias! Nessa palavra mágica não se encerrava só a ausência de palmatória e o abandono dos livros, mas principalmente a roça com todos os seus prazeres e encantos. Quinze dias a correr pelos campos, a perseguir como um louco as borboletas azuis, virar cambalhotas na relva, adormecer extenuado à sombra do arvoredo, tudo isto bulia-me por tal forma com o sistema nervoso que eu sentia comichões em todo o corpo e não podia estar cinco minutos sem dizer: “Chi! Que belo! Vamos amanhã! Tomara que fosse hoje já! Trá la´lá, lá li, li!”

 

[Exemplo de narrativa com retrato]

Em: Flor do Lácio, [antologia]  Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário) p. 234.

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Nossas cidades: Goiás Velho

8 05 2017

 

 

Antônio Amâncio - Ost representando Goias Velho (artista no MEC) datado 1990 med. 70x50 cmsGoiás velho, 1990

Antônio Amâncio (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela,  70 x 50 cm





O clube de leitura de M. Perdu, Nina George

8 05 2017

 

 

Women in a Cafe 1924 oil painting by Pietro Marussig,Mulheres num café, 1924

Pietro Marussig (Itália, 1879 – 1937)

Óleo sobre  tela

Museo del Novecento. Milão

 

 

“Perdu havia organizado um clube de leitura para Madame Bomme e as viúvas da rue Montagnard, que quase nunca recebiam a visita de filhos e netos e já definhavam diante da televisão. Elas amavam livros, mas, além disso, a literatura era uma desculpa para a saírem de casa e se dedicarem à degustação de licores adocicados.

A maioria das senhoras escolhia obras eróticas. Perdu lhes entregava os livros disfarçados com sobrecapas de títulos mais discretos: Flora dos alpes, para A vida sexual de Catherine M., padrões de tricô provençal para O amante, de Duras, receitas de geleia de York para Delta de Vênus de Anaïs Nin. As degustadoras de licores eram gratas pelo disfarce — no fim das contas, as viúvas conheciam seus parentes, que viam a leitura como um hobby excêntrico de pessoas esnobes demais para ver televisão, e a literatura erótica como algo bizarro para senhoras com mais de sessenta.

No entanto, nenhum andador bloqueou seu caminho.”

 

Em: A livraria mágica de Paris, Nina George, Rio de Janeiro, Record: 2016, tradução de Petê Rissatti, página 45.





Imagem de leitura — George Agnew Reid

7 05 2017

 

 

George Agnew Reid - In the Cellar Window,ost,1914, 76 x 101cm

Na janela do celeiro, 1914

George Agnew Reid (Canadá, 1860-1947)

óleo sobre tela, 76 x 101 cm





Domingo, um passeio no campo!

7 05 2017

 

 

Hipólito Boaventura Caron (Brasil, 1862–1892)Paisagem com casa em vilarejo,1891, ost,47 x 72 cm, Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora, BRPaisagem com casas em vilarejo, 1891

Hipólito Boaventura Caron (Brasil, 1862 -1892)

óleo sobre tela, 47 x 72 cm

Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora





Palavras para lembrar — Ziraldo

7 05 2017

 

 

 

Glatz Oszkar, 1872-1958, Capuz azul, ou a lição, 1945, ost, 62 x 46 cmCapuz azul, ou a lição, 1945

Oszkar Glatz, (Hungria, 1872-1958)

óleo  sobre tela,  62 x 46 cm

 

 

“Ler é mais importante do que estudar.”

 

Ziraldo