Curiosidade sobre George Bernard Shaw

4 03 2017

 

 

The Bibliophilist's Haunt (Creech's Bookshop)

O bibliófilo Haunt ou a Livraria Creech

William Fettes Douglas (Escócia, 1822-1891)

óleo

Câmara de Vereadores da Cidade de Edinburgh

 

 

Um dia, o escritor e dramaturgo irlandês George Bernard Shaw, nas suas inúmeras perambulações pela cidade, encontrou nas prateleiras de um sebo um de seus próprios livros que ele havia dedicado a uma pessoa de grande estima.  Shaw não teve dúvidas: comprou o livro e o devolveu ao dono original com a seguinte dedicatória: “Com estima renovada, George Bernard Shaw.

 

 

Em: Ex Libris: confessions of common reader, Anne Fadiman, Nova York, Farrar, Straus e Giroux: 2000.

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Imagem de leitura — Anna Marzotta

3 03 2017

 

 

Anna Mazzotta

Sem título, 2014

Anna Marzotta (GB, 1970)

óleo sobre tela, 120 x 150cm





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

3 03 2017

 

 

 

malagoli-ado-1906-1994-vista-para-o-corcovado-o-s-m-25-x-36-cm-assinadoVista para o Corcovado

Ado Malagoli (Brasil, 1906-1994)

óleo sobre madeira, 25 x 36 cm





Teia de aranha, poesia de Olegário Mariano

3 03 2017

 

 

gao-qipei-finger-painting-of-a-spider-on-a-web-china-1684Teia de aranha,  1684

Gao Qipei (China, 1660-1734)

Pintura a dedo, sobre o papel

 

 

 

Teia de aranha

 

Olegário Mariano

 

Dizem que traz felicidade a teia

De aranha. Surge um dia, malha a malha.

E a aranha infatigável que trabalha,

Mata os insetos quanto mais se alteia.

 

Sobe ao beiral. É um berço e balanceia

Ao vento que os filetes de oiro espalha.

E ao sol iluminado, que a amortalha,

A trama iluminada se incendeia.

 

Voa a primeira borboleta ebriada.

Vem louca, primavera de ansiedade,

Mas de repente, a asa despedaçada,

 

Rola… É o fim… A tortura da grilheta…

Maldita seja essa felicidade

Que vem da morte de uma borboleta!

 

 

Em: Toda uma vida de poesia — poesias completas, Olegário Mariano, Rio de Janeiro, José Olympio: 1957, volume 1 (1911-1931), p. 117.

 

 





Imagem de leitura — Anatoly Purlik

3 03 2017

 

 

 

anatoly-purlik-noite-clara-2007-ost-80-%d1%85-100-cm

Noite Clara, 2007

Anatoly Purlik (Rússia, 1956)

óleo sobre tela, 80 х 100 cm





Trova do que passa

2 03 2017

 

 

 

comboios-aCartão postal.

 

 

Tudo muda, tudo passa,

neste mundo de ilusão:

vai para o céu a fumaça,

fica na terra o carvão.

 

 

 

(Guilherme de Almeida)

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Eu,pintora: Rose Adélaide Ducreux

2 03 2017

 

 

 

1selfporAutorretrato com harpa, 1791

Rose-Adélaide Ducreux (França, 1791-1802)

óleo sobre tela, 193 x 129 cm

Metropolitan Museum of Art, NY





Resenha: “Deserto” de Luís S. Krausz

1 03 2017

 

 

 

sera-knight-regentstreet_zpsc7f525ceRegent Street, por Sera Knight, aquarela sobre papel.

 

 

 

Amin Maalouf  é minha referência toda vez que penso em questões de memória e identidade, um assunto que me fascina há anos.  Com ele aprendi que o desenvolvimento da memória familiar é um importante passo para pessoas que perderam pátria, família, pontos de referência cultural.  A memória coletiva acaba fornecendo eixo sólido para  identidade.  Há muito, a comunidade judaica conhece e pratica a lembrança do passado por maneira oral ou literária, como meio de fidelidade cultural. Enraizado nessa tradição, Luís Sérgio Krausz nos premia com uma deliciosa memória de adolescência e amadurecimento, no livro Deserto, seu segundo, onde acompanhamos o relato de um rapazinho de dezesseis anos que saiu do Brasil na década de 1970, para a experiência de viver temporariamente numa escola agrícola em Kfar Silver, uma aldeia de jovens, fundada em 1957, pelo educador Aryeh Kotzer. Essas memórias começam com o nosso adolescente prestes a desfrutar de uma aventura ainda mais excitante do que a estadia em Israel:  uma viagem à Inglaterra, com um gostinho de transgressão.

Israel é um país de vinte e poucos anos quando nosso herói o visita. Sua estadia, seis semanas ajudando na colheita de grapefruit, contava também com aprendizado sobre a história do país, mas vinha com ressalva da instituição organizadora: nenhuma viagem à Europa deveria ser feita por qualquer participante, na semana livre, a última, antes do retorno ao Brasil. No entanto, os próprios familiares do nosso adolescente, vindos de uma família que abraçara o judaísmo reformista, mais liberal,  organizara a desobediência do jovem, providenciando uma visita a Londres, onde conheceria membros distantes da família com quem iria se alojar; teria uma visão cidade e da vida europeia; e trataria de encomendas feitas pela família para trazer de volta a São Paulo.

 

 

deserto__1366070413b

 

 

É cativante a aventura do nosso jovem, rapaz observador, curioso e sonhador.  Acho que me encantei com ele assim que descobri sua preocupação com a bolsinha de crochê, feita pela avó, presa com alfinetes à cueca, onde guarda dinheiro, passaporte e passagens. Adolescente típico, de família cuidadosa e unida, rememora a aventura britânica em detalhe, notando bibelôs, verificando o gosto musical,  examinando a biblioteca, admirando os laços de amizade que encontra junto aos seus anfitriões. Educado por imigrantes ele conhece os valores europeus que os unem e consegue manter distância suficiente para gozar da companhia que eles lhe oferecem, assim como observá-los mantendo devida imparcialidade.

A narrativa de Luís Krausz é impecável.  Ao descrever o que o jovem viajante imagina, observa e conclui, usa de tom encantatório, detalhado, inteligente, com observações pertinentes que descrevem não só a experiência como a atmosfera do ambiente; não só as expectativas como os desapontamentos.  Além disso, a narrativa é riquíssima em alusões culturais, literárias e musicais que aparecem no texto naturalmente, sem interferência de fluxo ou de simpatia.  Gostei até das expressões em hebraico ou iídiche, com respectivas notas de rodapé.  Por minha experiência com o inglês americano, repleto de expressões nessas línguas, que expressam conceitos nem sempre encontrados na América, sei que só temos a ganhar com a inclusão dessas palavras.

 

 

luis-sergio-krauszLuís Sérgio Krausz

 

 

Encantada com a voz narrativa de Krausz, li em voz alta para meu marido muitas passagens.  Parei em ocasiões, interrompendo o que ele fazia, com um “olhe só, que maravilha”, e lá vinha uma passagem sobre alfaiates em Londres ou uma visita ao Victoria and Albert Museum.  Devo ter lido mais de trinta páginas para ele, de um total de cento e cinquenta.  É um livro riquíssimo em história, em visões europeias e em cultura ocidental.  É uma memória que deleita o leitor e o enfeitiça. Pouca ação.  Muita reflexão.  Lindo!  Absolutamente cativante.  Tornou-se um dos meus livros favoritos logo após sua leitura.  Recomendadíssimo!

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.Salvar

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Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

1 03 2017

 

 

 

evilasio-lopes-brasil-1917-2013-oleo-s-tela-datado-1983-18-cm-x-27-cm

Natureza morta com cumbuca chinesa, 1983

Evilásio Lopes (Brasil, 1917-2013)

óleo sobre tela, 18 x 27 cm





Parabéns, Rio de Janeiro, 452 anos!

1 03 2017

 

 

 

antonio-orleans-e-bragancajardim-botanico2-rio-de-janeiro46-x-61-cm-aquarelaass-cid-e-dat-2008

Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2008

Antônio de Orléans e Bragança (Brasil, 1950)

aquarela sobre papel, 46 x 61 cm

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