
Moringa e legumes sobre a mesa, 1938
Roberto Burle Marx (Brasil, 1909-1994)
óleo sobre tela, 61 x 74 cm

Moringa e legumes sobre a mesa, 1938
Roberto Burle Marx (Brasil, 1909-1994)
óleo sobre tela, 61 x 74 cm
Cigana lendo a palma da mão, ilustração de Stevan Dohanos, 1950.

Hora da leitura, Vera Dobrinsky, esposa do artista
Isaac Dobrinsky (Polônia, 1891-1973)
óleo sobre tela
Henry David Threau

Piquenique no vento
Anthea Craigmyle (GB, 1933- 2016)
óleo sobre placa, 18 x 23 cm
Com atraso de quase dois anos, retomo projeto de leitura começado há algum tempo: ler o que foi listado pela BBC como as 12 melhores obras na literatura britânica neste século. Listas como essa me fascinam. Sei que são tendenciosas. Mas sou fã dos autores britânicos, então, as listas em que eles são estrelas se tornam mais ou menos um guia para a minha leitura.
Aqui estão:
01 — A fantástica vida breve de Oscar Wao, Junot Diaz (2007) — Abandonei, não gostei.
02 — O mundo conhecido, Edward P. Jones (2003) — comprado
03 — Wolf Hall, Hilary Mantel (2009) — comprado no Kindle, sem leitura
04 — Gilead, Marylinne Robinson (2004)
05 — As correções, Jonathan Franzen (2001)
06 — As incríveis aventuras de Kavalier e Clay, Michael Chabon (2000)
07 — A visita cruel do tempo, Jennifer Egan (2010)
08 — A longa caminhada de Billy Lynn, Ben Fountain (2012)
09 — Reparação, Ian McEwan (2001) — LIDO em inglês — gostei muito
10 — Meio sol amarelo, Chimmanda Ngozi Adchie (2006) — LIDO — gostei muito, muito
11 — Dentes brancos, Zadie Smith (2000) – Comprado, na prateleira
12 — Middlesex,. Jeffrey Eugenides (2002) — LIDO em inglês
Em compensação, já li muitos dos colocados logo abaixo, entre eles:
13. Chimamanda Ngozi Adichie, Americanah, LIDO, gostei
14. WG Sebald, Austerlitz
15. Elena Ferrante, My Brilliant Friend, LIDO, mais ou menos
16. Alan Hollinghurst, The Line of Beauty LIDO, gostei muito, muito
17. Cormac McCarthy, The Road
18. Zadie Smith, NW
19. Roberto Bolaño, 2666
20. Shirley Hazzard, The Great Fire
Cachorrinhos, filhotes de labrador.

Paisagem matinal
Mauro Ferreira (Brasil, 1958)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm

Leitora
Franz Wiegele (Áustria, 1887-1944)
óleo sobre tela
Footing no Central Park, 1905
William Glackens (EUA, 1870- 1938)
óleo sobre tela, 64 x 81 cm
Cleveland Art Museum
Em 2007 o Ministério da Cultura da Espanha deu a esse livro, Kafka e a boneca viajante, o Prêmio Nacional de Literatura Infantil e Juvenil. Desde então a publicação tem recebido atenção não só do público infanto-juvenil, mas sobretudo do leitor maduro, aquele que também sonha com um lado suave do escritor checo Franz Kafka, conhecido por obras angustiantes, de cunho surrealista como A metamorfose e O processo. A razão é simples não conhecemos toda a obra de Kafka, mesmo ele tendo morrido aos 40 anos em 1924.
Há ainda manuscritos de Kafka que não foram destruídos após sua morte, como o escritor havia instruído seu testamenteiro Max Brod. A ordem foi, na verdade, prontamente desobedecida. E alguns livros publicados. Mas nem todos. Estima-se que haja centenas de obras acabadas ou não, sem publicação. Hoje, são fruto de uma interminável batalha entre as atuais herdeiras e o estado de Israel. Além disso, Kafka, que era conhecido por muitos casos românticos, deixou em poder de sua última amante uma série de cadernos e cartas que foram confiscados pela Gestapo. Tudo isso suscitou através de décadas muitas teorias fantasiosas sobre o que restou. Entre elas estariam algumas cartas que Kafka escreveu de consolo a uma menina que ele encontrou chorando, num parque de Berlim. Ela estava triste com a perda de sua boneca. Essas cartas, que nunca foram encontradas, fazem parte das lendas do remanescente legado do escritor. Baseando-se neste causo romântico Jordi Sierra i Fabra escreveu a deliciosa e lírica narrativa de Kafka e a boneca viajante.

Firmemente apoiado nos relatos de Dora Diamant, última companheira de Kafka, que mencionou a existência das cartas, o autor tece uma história comovente, criativa e delicada de um “carteiro de bonecas” que recebe e lê as cartas que Brígida, a boneca fujona escreve para Elsi, a menina inconformada, de diversos lugares do mundo.
Jordi Sierra i Fabra entrelaça dados conhecidos da vida de Franz Kafka com o romance das cartas e o resultado é uma obra fina, sutil, sensível e agradável. Um relato em que o jovem leitor aprende um tantinho sobre o autor checo e pode se encantar com a história de Brígida.
A obra ganha muito com as ricas ilustrações de Pep Monserrat.
Jordi Sierra i Fabra
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.

Vaso de flores com janela ao fundo
Carlos H. Sorensen (Brasil, 1928-2008)
óleo sobre tela, 70 x 90 cm