Imagem de leitura — Denise Findlay

5 03 2016

 

 

Denise-Findlay-Read-all-about-itLeia tudo

Denise Findlay (Escócia, 1973)

óleo sobre tela, 30 x 18 cm





Flores para um sábado perfeito!

5 03 2016

 

 

Márcia Brener, Vaso de Flores, 2007, 70 x 50 cm - OSTVaso de flores, 2007

Márcia Brenner (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 70 x 50 cm





Viajando com Albrecht Dürer

4 03 2016

Religious procession at Saragossa, Royal 16 G VI, f. 32v, Chroniques de France ou de St Denis, Paris, after c. 1332Procissão religiosa em Saragossa, c. 1332-1350

Chroniques de France ou de St. Denis, Paris

Royal 16 G VI, f. 32v

British Library

 

Notas do Diário de Viagem de Albrecht Dürer, em 1520.

 

“No domingo depois da procissão de Nossa Sra. da Assunção vi uma grande procissão da Igreja de Nossa Senhora na Antuérpia, quando a cidade inteira de todas as classes e ofícios se aglomerou, cada qual vestido de acordo com sua posição na sociedade.  E todas as classes e guildas traziam as bandeiras, pelas quais podiam ser reconhecidos.  Em intervalos grandes e caras velas-postes eram carregadas e os longos trombones francos de prata. Ainda na tradição germânica havia muitas flautas e tambores. Todos instrumentos vivamente tocados.

Vi a procissão passar pela rua, as pessoas enfileiradas, cada homem mantendo uma certa distância de seu vizinho, mas as filas eram próximas umas das outras. Havia ourives, pintores, pedreiros, bordadores, escultores, marceneiros, carpinteiros, marinheiros, pescadores, açougueiros, curtidores, tecelões, padeiros, alfaiates, sapateiros — de fato trabalhadores de todos os naipes, e muitos artesãos e negociantes que trabalham para sua sobrevivência.  Da mesma forma, lojistas e comerciantes, e seus assistentes de todo tipo estavam lá. Depois deles vinham os atiradores com suas armas, arcos e flechas, os cavaleiros e os soldados a pé também. Seguia então um grande grupo de senhores magistrados.  Logo vinha um grupo todo em vermelho, vestido em nobre e  esplêndida maneira. Antes deles, no entanto, vieram todas as ordens religiosas e membros de algumas fundações muito devotos, todos em suas diferentes vestimentas.”

 

 

Travel Diary, Dürer, em W.M. Conway, Literary Remains of Albrecht Dürer (Cambridge; University Press, 1889): text slightly revised by J.B.R.

Encontrado em The Portable Renaissance Reader, editado por James Bruce Ross e Mary Martin McLaughlin, New York, The Viking Press: 1958, p. 232-233.

 

[Tradução é minha]





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

4 03 2016

 

 

Do Karmo Ferreira (Brasil, 1942) Este é o Rio, Mista sobre tela, 100 x 180cmEste é o Rio

Do Karmo Ferreira (Brasil, 1942)

técnica mista sobre tela, 100 x 180 cm





Na roça, soneto de Gonçalves Crespo

3 03 2016

 

 

Eliseu Visconti, OVITELOOST1889COLPARTICULARO vitelo, 1889

Eliseu Visconti (Itália/Brasil, 1866-1944)

óleo sobre tela

Coleção Particular

 

 

Na roça
ao Dr. Luiz Jardim

 

Gonçalves Crespo

 

 

Cercada de mestiças, no terreiro,

Cisma a Senhora Moça; vem descendo

A noite, e pouca a pouco escurecendo

O vale umbroso e o monte sobranceiro.

 

Brilham insetos no capim rasteiro,

Vêm das matas os negros recolhendo;

Na longa estrada ecoa esmorecendo

O monótono canto do tropeiro.

 

Atrás das grandes, pardas borboletas,

Crianças nuas lá se vão inquietas

Na varanda correndo ladrilhada.

 

Desponta a lua; o sabiá gorjeia;

Enquanto às portas do curral ondeia

A mugidora fila da boiada.

 

1869

 

 

Em: Obras Completas, Gonçalves Crespo, Livros de Portugal, s/d, Rio de Janeiro, p. 114.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

2 03 2016

 

RONALDO BONER JUNIOR,(Brasil, 1974) Natureza Morta, óleo sobre tela, medindo 50 cm x 70 cm, assinado no canto inferior esquerdoNatureza morta

Ronaldo Boner, Jr. (Brasil, 1974)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm





A Boa História, texto de Raphael Montes

1 03 2016

 

Ilia Galkin,(Russia, 1860-1915) Lendo, leituraLendo

Ilya Galkin (Rússia, 1860-1915)

óleo sobre tela

 

 

“Infelizmente na cultura brasileira, existe a noção de que contar uma boa história é algo menor, de mero “entretenimento”; o verdadeiro artista cria obras rebuscadas, de difícil compreensão, repleta de silêncios e incongruências.”

 

Em: “A Antinarrativa”, Raphael Montes, O Globo, 18/11/2015, 2º caderno, página 6.