Cuidado, quebra! Par de garrafas, século XIX

25 07 2014

 

paire_de_bouteilles_en_opaline_blanche_la_partie-227-1Par de garrafas em opalina branca com as partes superiores do bojo e pescoço esmaltadas em policromia. Ornadas por flores de muitas pétalas  em lóbulos, motivos florais estilizados, final do século XIX, com 26 cm de altura, Beykoz Turquia.





Palavras para lembrar — Jules Renard

24 07 2014

 

 

2010_10_G_tting_Peintures_Toile_1Jean-Claude GöttingSem título, 2010

Jean-Claude Götting (Paris, 1963)

 

“Quando penso em todos os livros que ainda posso ler, tenho a certeza de ainda ser feliz.”

Jules Renard





Ingenuidade, poesia de Olavo Nunes

24 07 2014

 

colheita de frutas 3

 

Ingenuidade

 

Olavo Nunes

 

Brincam alegres, faceiros,
Pelos jardins, descuidosos,
Os dois priminhos formosos,
Trocando ditos brejeiros.

Depois estacam ligeiros
A contemplar desejosos
Os belos frutos cheirosos
Dos pendentes cajueiros.

Diz ele maliciosamente,
Por entre um riso de gozo:
Trepa, priminha… e os colhe…

– E ela, ingênua, as faces ternas,
Prende o vestido entre as pernas
E diz, subindo: – Não olhe…

 

 

Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p. 315

 

 

Francisco Olavo Guimarães Nunes, pseudônimos: José-Boêmio, José do Egito, Carlos Heitor, Carlos Augusto. Promotor público e poeta. Nasceu no Pará em 1871, faleceu em 1942.

 

Obras:

Musa Vadia, poesia, 1929

Sua obra ainda se encontra esparsa pelas muitas publicações para as quais foi contribuinte.





Imagem de leitura — Vicki Shuck

24 07 2014

 

 

Vicki Shuck, RiversideCafé e notícias no mercado de Riverside, 2011

Vicki Shuck (EUA, contemporânea)

óleo sobre madeira, 35 x 45 cm

www.vickishuck.com

 





Em três dimensões — Jasper Johns

23 07 2014

 

 

aleLatas de cerveja, 1960

Jasper Johns (EUA, 1930)

Bronze pintado 14 x 20 x 12 cm

Kunstmuseum Basel





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

23 07 2014

 

 

Dirce Bona (Brasil, SC) natureza-morta, 2005, ostNatureza morta, 2005

Dirce Bona (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela





Trova da saudade

23 07 2014

 

 

 

varanda,FruitGardenAndHome1924-06Capa da revista Fruit, Garden & Home, junho de 1924 [EUA].

 

Mandei a ilusão embora.

A saudade quis entrar.

Há tanto espaço lá fora

mas ela insiste em ficar.

 

(Zeni de Barros Lana)

Salvar





Viagem ao céu de Monteiro Lobato foi seu primeiro amor literário?

22 07 2014

 

 

 

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O painel Ler, levar a ler, defender o direito de ler literatura, da Feira de Livros de Santa Teresa [FLIST] de 2014, aqui no Rio de Janeiro, foi uma fonte de pequenos testemunhos sobre o início da leitura para várias pessoas que hoje atuam no  Movimento por um Brasil Literário. Luciana Sandroni, autora de livros infantis, definiu o exato  momento em que começou a se apaixonar pela leitura, através do livro de Monteiro Lobato, Viagem ao Céu.

Sua lembrança desse momento está deliciosamente contada no artigo do link acima e aconselho você a se deleitar com a narrativa dos momentos mágicos na ilha de Itacuruçá, aqui no estado do Rio de Janeiro, em noites de férias, em um local onde não havia luz elétrica.  O texto além de mostrar o fascínio da autora pela obra de Lobato, serve para demonstrar a importância da leitura feita por um adulto para as crianças.

 

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Parte do meu gosto pelo testemunho de Luciana Sandroni vem de um paralelo pessoal sobre a importância desse livro. Quando o li, eu, que já era uma leitora assídua, estava familiarizada com pelo menos dois livros de Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo, minha apresentação ao autor e Reinações de Narizinho, leitura seguinte.  Não me lembro da ordem em que me envolvi com o resto da coleção que, nem preciso dizer, devorei na primeira, na segunda e em todas as outras leituras dos livros que mais me encantaram. História do Mundo para Crianças foi o último da série que li.  E o de que menos gostei foi A Chave do Tamanho. Mas me lembro da leitura de Viagem ao Céu porque ao terminá-la  decidi que seria astrônoma quando crescesse.

Meu pai, um cientista, não poderia ter ficado mais feliz, e acreditando nessa minha intenção, deu incentivos para que eu me aprofundasse na matéria. Ser a filha mais velha causa essa atenção toda, principalmente quando ela parece querer seguir os passos do pai.  Ganhei um pequeno mapa das estrelas e, debruçados no janelão do apartamento onde morávamos,  papai me ajudava a identificar as estrelas.  Naquela época nosso bairro tinha mais casas do que edifícios altos e pouca iluminação de rua, o que facilitava na procura por estrelas cadentes que quando achadas eram acompanhadas do inevitável recitar de um desejo, bem à moda do programa de televisão de Walt Disney.  De astrônoma, uns anos depois, passei a querer ser engenheira naval.  E não me lembro o motivo que me levou a isso, acho que não veio de nenhum livro lido. Papai ainda estava feliz com essa escolha, que todos sabemos, não vingou.

E vocês?  Algum livro de Monteiro Lobato que tenha marcado a sua infância?





Imagem de leitura — Cliff Rowe

21 07 2014

 

 

Cliff Rowe (1904-1989) «Street Scene Kentish Town » 1931Cena de rua no condado de Kent, c. 1931

Cliff Rowe (Inglaterra, 1904-1989)

óleo sobre placa, 61 x 91 cm

Tate Gallery, Londres





Celebração de S. Pedro em relato em 1855 de James C. Fletcher

21 07 2014

 

 

Calmon Barreto de Sá Carvalho (1909-1994) 2Tropeiros, 1970

Calmon Barreto de Sá Carvalho (Brasil, 1909-1994)

óleo sobre tela

Museu de Araxá, MG

 

 

“Nosso local de descanso seria a importante cidade de Campinas …,  a mais de cem milhas no interior. Quando nos aproximávamos dessa cidade, fui surpreendido pela beleza e fertilidade da região circundante. As grandes e antigas montanhas haviam sido deixadas muito para trás de nós, e em redor, até onde pude ver, estendiam-se extensas planícies, ou antes, prados ondulosos, com quase todos os acres ocupados. Havia muitas plantações de café superiormente cultivadas, entre cujo verde-escuro podia-se avistar aqui e ali as grandes residências caiadas de branco dos proprietários das terras. Foi na tarde de 28 de junho que chegamos aos arredores de Campinas. A radiosa beleza da noite tropical tornava-se ainda maior pela iluminação da cidade, pelas imensas fogueiras espalhadas pela planície, e brilhantes fogos de artifício lançados de todas as ruas e todas as plantações circundantes. Os clarões e o barulho eram tais, que sem qualquer esforço de imaginação, ter-se-ia acreditado estar perto de alguma cidade sitiada, durante um violento bombardeio. Era a “véspera de S. Pedro”; e todo homem que tinha um Pedro ligado a seu nome, sentia-se na obrigação de acender uma imensa fogueira diante de sua porta, e soltar uma porção de foguetes, além de descarregar inúmeras pistolas, mosquetes, e morteiros. Sob semelhante tormenta, entramos em Campinas.”

 

Texto de James C. Fletcher e de Daniel P. Kidder, de sua viagem ao Brasil em 1855, publicado no Brasil e em São Paulo, em 1941, com o título de O Brasil e os Brasileiros: esboço histórico e descritivo, pela Cia Editora Nacional com tradução de Elias Dolianiti, encontrado em:

 

O Planalto e os Cafezais: São Paulo, Ernani Silva Bruno, e Diaulas Riedel, São Paulo, Cultrix: 1959, pp. 91-92