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Magali tem ciúmes, ilustração de Maurício Sousa.
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Eu morro por Filomena,
Filomena por Joaquim,
Joaquim por Madalena
e Madalena por mim.
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(Belmiro Braga)
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Eu morro por Filomena,
Filomena por Joaquim,
Joaquim por Madalena
e Madalena por mim.
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(Belmiro Braga)
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Leitura, 2005
Igor Zhuk (Ucrânia, 1971)
óleo sobre tela, 50 x 70cm
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Oprah Winfrey
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Um dos telhados verdes mais impressionantes é o da Escola de Design, Arte e Mídia da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura. O edifício com uma forma orgânica não deixa que se perceba a altura de cinco andares do edifício. A vegetação se mistura à paisagem. Natureza e alta tecnologia se encontram para solucionar de maneira criativa o impacto do edifício na área à sua volta.
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Não parece haver uma separação distinta entre o jardim e o edifício: formas e espaços são fluidos, e o jardim parece abraçar o imóvel, cuja fachada é inteiramente de vidro. Esse telhado de vegetação permite temperaturas mais estáveis, tanto no inverno quanto no verão, evitando os extremos. A luz é abundante vindo através das paredes de vidro que dão para a praça interna. Dentro das salas ela é difusa e filtrada através da folhagem no entorno do prédio.
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As paredes de vidro proporcionam uma troca visual entre o espaço interior e o exterior permitindo que os usuários experimentem simultaneamente o edifício, a paisagem à sua volta e a praça interior como espaços fluidos.
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Os telhados verdes fazem as curvas do edifício se sobressaírem. Além de estabilizarem a temperatura: isolando o edifício, resfriando o ar à sua volta e colhendo chuva para a irrigação dos jardins, eles servem também como espaços de encontro informais.
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Os acabamentos são intencionalmente despojados para atuar como um pano de fundo para a arte, mídia e projetos de design. Paredes de concreto e colunas, cimento, areia, pisos, grades de madeira, tudo numa paleta neutra que ajuda a definir os espaços interiores que variam em forma e tamanho.
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Tradução e adaptação do artigo em INHABITAT.
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Domingos Pellegrini Jr.
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1
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A carne-de-sol na sombra
das barracas de alvaiade
Quarenta cachorros magros
Ninguém pode ter piedade
C’uma costela de vaca
a fome toca rabeca
no coração da cidade.
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A feira dura três dias
não deixa sobra nenhuma
Cada velho cada menino
é doutor de economia.
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Um cego vendendo um bode
garante que produz leite
coalhada até requeijão
— Mas, cego, como é que pode?
O cego apenas responde:
— Hoje quem faz propaganda
não aceita discussão.
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2
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Mas cadê aquela feira
que irmão abraçava irmão
Fateira entregava a concha
pra mexer no caldeirão
Feirante botava a fruta
na boca do cidadão
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Se não gostou, não comprava
Se azedou, devolvia
Se não vendia, era dado
Freguês pagava outro dia
Morria, era perdoado
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Hoje são outros 500
São outros tempos, meu mano
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O cego vendeu o bode
— Vendi, e sem garantia
Tinha mais de 30 anos
não vive mais 30 dias
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Negócio tipo moderno.
Hoje aqui ninguém mais fia.
Quem pode, financia.
Quem não pode, vá pro inferno.
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Em: Poesia viva 2: a diversidade de nosso tempo na visão de cada poeta, coord. e sel. Moacyr Félix, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira:1979
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Sophie Herrmann lendo
Curt Herrmann (Alemanha, 1854-1929)
óleo sobre tela
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Hugo Curt Herrmann nasceu em Merseburg, em Saale, em 1854. Deixou a escola secundária em 1873 e foi estudar arte no ateliê de Carl Steffeck, onde foi colega de outros pintores alemães que viriam a ser conhecidos: Max Liebermann e Hans von Marée. depois de terminar seus estudos na Academia de Belas Artes de Munique passou a ser principalmente retratista. Em 1893, mudando-se para Berlim, abriu uma escola de desenho para moças, que manteve por dez anos. Aos poucos foi se interessando pela pintura decorativa e através do pintor Henry van de Velde, acabou entrando para o círculo de pintores neo-impressionistas. Teve um papel importante nas artes visuais de Berlim. Grande retrospectiva de seu trabalho foi feita quando completou 70 anos e hoje ainda há um museu dedicado às suas obras. Faleceu em 1929.
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Murilo Araújo
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Chove; chove e choveu a noite inteira.
A vidraça está cheia de pinguinhos;
a água chora cantando na goteira…
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Que dó dos passarinhos!
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Quanto vento! Que frio! Chove tanto…
As roseiras estão que é só espinhos.
As florinhas deviam ter um manto:
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Que pena dos raminhos!
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E agora, quando a chuvarada arrasa,
passam meninos pobres nos caminhos.
E agasalha tão bem a nossa casa…
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Façam entrar depressa os pobrezinhos!
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Em: Poemas completos de Murilo Araújo, Rio de Janeiro, Irmãos Pongetti:1960
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O livro de recordações, 1899
Frank Dadd (Inglaterra, 1851- 1929)
óleo sobre tela
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Gilbert K. Chesterton
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Em março deste ano uma fazenda de 11.100 m² começou a ser construída no último piso de um edifício no burgo de Brooklyn, na cidade de Nova York: Sunset Brooklyn Park. Essa será a maior fazenda suspensa – no telhado – do mundo. Trata-se de uma estufa hidropônica, projeto das companhias Bright Farms, e Salmar Properties L.L.C. Os planos são para a produção de 500.000 quilos de produtos locais por ano: tomates, alfaces, ervas e condimentos.
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O edifício com as estufas hidropônicas projetadas.–
A fazenda ocupa o último piso do Edifício Federal , rebatizado de Liberdade, que tem oito andares e um total de 123.000 m² construídos. O design visionário faz parte do plano da administração Bloomberg para revitalizar a zona portuária-industrial de Brooklyn.
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A fazenda-telhado vai ajudar a revitalizar o edifício e revolucionar a produção de produtos alimentícios local. Nela serão plantados o suficiente para satisfazer as necessidades de consumo de legumes frescos para aproximadamente 5.000 nova-iorquinos, além de criar empregos.
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Também evitará que sete milhões e meio de litros de água da chuva de entrar no sistema de água da cidade sem ter trazido qualquer benefício ao publico em geral. Ao eliminar a extensão e complexidade da cadeia de abastecimento produto, esta quinta vai crescer e produzir o que há de mais fresco, mais saboroso e mais sustentável, para consumo local ao invés de trazer de outros locais do país produtos para o consumo diário.
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Floresta, ilustração de Sérgio Bastos.–
Busque enfrentar desafios,
preserve a mãe natureza:
— Nossa flora, fauna e rios,
fontes de nossa pureza.
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Crianças no palco, autoria desconhecida.–
No teatro iluminado,
o bom ator se angustia,
ao ver entre o cortinado
uma platéia vazia.
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(Antônio V. Ruffato)