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Cena de interior, s/d
Edilson Elio Barbosa ( Brasil, 1965)
óleo sobre tela
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Edilson Elio Barbosa nasceu no Brasil em 1965. Pinta desde os 12 anos de idade.
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Cena de interior, s/d
Edilson Elio Barbosa ( Brasil, 1965)
óleo sobre tela
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Edilson Elio Barbosa nasceu no Brasil em 1965. Pinta desde os 12 anos de idade.
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Chico Bento prepara o terreno, ilustração Maurício de Sousa.–
Cabe ao nosso agricultor
A obrigação de saber
Que deve reflorestar,
Se quiser sobreviver.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Kim Roberti (EUA, contemporânea)
óleo
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Anônimo
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Natureza morta com tinteiro, s/d
José Ferraz de Almeida Júnior (Brasil, 1850-1899)
óleo sobre tela, 38 x 51 cm
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Lindolfo Gomes
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Amo-te, ó minha Língua Portuguesa,
Doce, maviosa, rica e feiticeira,
De todas do universo és a primeira,
Que nenhuma haverá de mais beleza.
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Do carme expressional da Natureza
Em ti ressoa a sinfonia inteira…
E, transplantada à terra brasileira,
Mais formosa ficaste com certeza.
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Vingaram de teu tronco outros renovos,
Do esplendor destas matas no conchego…
És Bíblia de três raças e dois povos…
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Resumes num vocábulo um poema:
Saudade, flor das plagas do Mondego,
Mais saudosa na pátria de Iracema!
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Em: 232 Poetas Paulistas: antologia, ed. e seleção Pedro de Alcântara Worms, Rio de Janeiro, Conquista:1968.
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Lindolfo Eduardo Gomes (SP 1875 – RJ 1953) Poeta, Jornalista, contista, ensaísta, folclorista, professor e teatrólogo. Passou sua juventudo em Resende, no estado do RJ, mudando-se mais tarde para Juiz de Fora, MG, onde passou grande parte da sua vida profissional tendo redigido para os jornais O Pharol, Jornal do Commercio, Diário do Povo, Diário Mercantil, revista Marília, entre outros.
Obras:
Folclore e Tradições do Brasil, 1915
Contos Populares Brasileiros, 1918
Nihil novi, 1927
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Raymond Leech ( Grã-Bretranha, 1949)
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Raymond Leech nasceu em Great Yarmouth, na East Anglia, em 1949. Passou sua infância à beira-mar. Ele foi influenciado para assumir uma carreira artística por seu pai, que lhe ensinou a desenhar. Apesar de ter feito um curso de artes gráficas numa faculdade local, Raymond Leech considera-se um artista autodidata. Começou trabalhando em design gráfico, mas a demanda por sua arte original, cópias e cartazes ficou tão grande que ele acabou por tomar a decisão de ocupar todo o seu tempo com a pintura. Trabalha em óleo, aquarela e pastel e dedica-se principalmente à pintura de gênero.
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São tantas encruzilhadas!…
Por isso eu me perco assim,
ao trafegar nas estradas
que existem…dentro de mim!…
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(Newton Vieira)
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Um bom livro, s/d
Mona Hopton Bell ( Inglaterra, período de atividade 1903-1920)
Óleo sobre tela
Bonham’s Auction House
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Joe Ryan
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Para firmar o comércio
Das Índias e Portugal,
Uma esquadra foi entregue
A Pedro Álvares Cabral.
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Eram treze embarcações
Com brancas velas de pano
Que iriam concretizar
Velho sonho lusitano.
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Ao chegar às costas da África,
Cabral ordenou que a frota
Desviasse das calmarias
Que estavam em sua rota.
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Assim procedeu a esquadra,
Para a Vinte e Dois de Abril
Chegar nesta linda terra
Hoje chamada Brasil.
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Esse fato aconteceu
No ano de mil e quinhentos:
Um grande feito na História
Dos grandes descobrimentos.
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Walter Nieble de Freitas
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Em: 1000 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Editora Difusora Cultural: 1965.
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A Arlesiana, 1888
[Retrato de Mme Ginoux]
Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )
óleo sobre tela, 92 x 73 cm
Metropolitan Museum of Art, Nova York
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Nos últimos anos tivemos uma verdadeira onda de descobertas de novos quadros de Vincent Van Gogh. Em 2010, um quadro que se suspeitava falso, provou ser verdadeiro: uma pequena paisagem, de 1886, retratando o moinho Le Blute-fin em Paris. A história curiosa, ainda que comum, do colecionador apaixonado que acredita ter em mãos um verdadeiro Van Gogh, defendendo-a mesmo quando muitos estudiosos não acreditavam, deu a Dirk Hannema (1895-1984), dono da pintura e fundador de um pequeno museu na cidade de Zwolle, uma grande vitória sobre seus contemporâneos descrentes, quando o quadro foi considerado um verdadeiro Van Gogh sem qualquer suspeita de dúvida, pelo Museu Van Gogh de Amsterdam… Pena que tenha sido uma vitória posterior à morte de Hannema. Uma vitória póstuma!
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O moinho Le Blute-fin em Paris, 1886
Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )
óleo sobre tela
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Quando, ainda em 2008, outro quadro de Van Gogh – dessa vez : o rosto de uma camponesa — foi descoberto adormecido sob outra pintura dele mesmo, uma tela com de um terreno com capim, foram poucas manchetes a respeito. Mas o incidente lembrou outro, de 2007, ano anterior, quando especialistas em Van Gogh descobriram também debaixo da tela A Ravina, 1889, outra tela retratando uma vegetação nativa. É fato conhecido que muitos pintores, e Van Gogh está incluído entre esses, re-utilizaram telas quando o trabalho inicial não se mostrou satisfatório para o próprio pintor. Preferindo não abandonar uma tela, que pode ser dispendiosa para tantos, o pintor simplesmente pinta por cima de um quadro ou inacabado ou que ele considera fraco.
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A ravina, 1889
Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )
óleo sobre tela
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No caso de A Ravina houve motivo para grande alegria com a descoberta, já que a existência de um quadro retratando uma vegetação selvagem já havia sido preconizado por um desenho de vegetação selvagem, bem conhecido dos especialistas.
Hoje, os jornais estão cheios de notícias sobre a “novas telas” de Van Gogh. As novas telas são duas: uma, a Natureza morta com flores do campo e rosas cuja autoria estava em debate, e a outra, a tela de dois lutadores, sobre a qual Van Gogh pintou a natureza morta. Sabia-se da existência da tela com lutadores pois ela havia sido mencionada por Vincent em carta ao seu irmão Theo. Mas sabê-la sob a natureza morta, ajuda a autenticação desta.
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Natureza morta com flores do campo e rosas
Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )
óleo sobre tela
Museu Kröller-Müller em Otterloo, Holanda.
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Realmente é excitante termos a clara autenticação de algum quadro cuja autoria possa estar em debate. Também é bom sabermos da localização de um quadro que o pintor menciona em suas cartas ao irmão. Mas tenho muitas dúvidas quanto à divulgação dessas imagens que estão sob as pinturas conhecidas. A pergunta que preciso levantar é sobre a ética de fazermos públicas imagens que o próprio pintor escolheu deletar de seu acervo. Não será o mesmo que ir na lata de lixo de um escritor examinar os trechos de um romance que ele desistiu de escrever? De que serve isso além de satisfazer o nosso voyeurismo, a nossa curiosidade?
Quando Vincent Van Gogh decidiu cobrir com uma natureza morta a tela dos lutadores, e não outra das dezenas de telas que ele tinha em seu quarto, é porque de todas aquelas essa era a que menos o satisfazia. Ele, assim como dezenas e dezenas de outros pintores escolheu “apagar” aquele trabalho. Que direito temos nós de revelarmos o que ele escolhera descartar?
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A Arlesiana com luvas e guarda-chuva, 1888
[Retrato de Mme Ginoux]
Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )
óleo sobre tela, 92 x 73 cm
Museu d’Orsay, Paris
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Assim como respeitamos o direito a que ele se deu de manter à vista de todos os diversos retratos de Mme Ginoux, conhecidos com A Arlesiana, sem considerar tapá-los com uma nova pintura, apesar de serem, muito parecidos, variações sobre o mesmo tema, pergunto se não é um invasão de seus desejos fazer com que essas imagens — com as quais ele não estava satisfeito o suficiente para mantê-las “vivas” ao alcance do olhar alheio — sejam feitas públicas.
Acredito que os especialistas, os curadores dos museus e os donos dessas telas tenham o direito de saber o que está por trás. Mas fica aquele sentimento de que eles são mais ou menos como médicos que têm um paciente nas mãos e o dever de não divulgar dados publicamente das doenças que o aflige. É como se estivéssemos olhando Van Gogh se despir pelo buraco da fechadura. É voyeurismo. Há uma discrição que se faz necessária. Ou não? Após a morte vale tudo?
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Louis le Brocquy (Irlanda, 1916)
óleo sobre tela, 93 x 93 cm
Hull Museums & Art Gallery
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W.E. Channing