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Aqui está este dengoso filhote de antílope recebendo a uma atenção especial. Tanto carinho parece muito justo afinal, ele nasceu no dia 27 de novembro de 2010 e é a mais nova adição ao rebanho que vive no Zoológico de Berlim, na Alemanha.
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Aqui está este dengoso filhote de antílope recebendo a uma atenção especial. Tanto carinho parece muito justo afinal, ele nasceu no dia 27 de novembro de 2010 e é a mais nova adição ao rebanho que vive no Zoológico de Berlim, na Alemanha.
Equipamentos de rastreamento via satélite lançaram luz sobre uma impressionante odisseia transatlântica realizada pela tartaruga-de-couro, uma das mais antigas espécies do mundo, que se lança em uma corrida alimentar antes de procriar, disseram cientistas esta quarta-feira.
Biólogos da Universidade de Exeter, no sudoeste da Inglaterra, instalaram minúsculos rastreadores em 25 tartarugas fêmeas em suas áreas de procriação no Gabão, centro-oeste da África, e monitoraram seus movimentos nos cinco anos seguintes.
Três rotas migratórias emergiram à medida que as tartarugas se dirigiam a águas repletas de comida no Atlântico, construindo reservas nos próximos dois a cinco anos antes de retornar ao Gabão para se reproduzir, afirmaram.
Uma das rotas levou a uma zona circular no meio do Atlântico, entre a África central e o Brasil, e outra rota foi registrada bem mais ao sul, além do Cabo da Boa Esperança. Uma terceira cruza, reto como uma flecha, o Atlântico até a costa da América do Sul, uma travessia oceânica de 7.563 km.
“Apesar de a pesquisa extensiva realizada sobre as tartarugas-de-couro, ninguém tinha certeza até agora sobre as jornadas que fazem no Atlântico sul”, disse Matthew Witt, do Centro de Ecologia e Conservação da universidade britânica.
“O que demonstramos é que há três rotas migratórias claras quando elas retornam para seus locais de alimentação, após o acasalamento no Gabão, embora o número de indivíduos que adota cada estratégia varie a cada ano. Nós não sabemos o que influencia esta escolha ainda, mas sabemos que há jornadas realmente consideráveis“, acrescentou.
As descobertas, publicadas em Proceedings B, revista da Real Sociedade britânica, demonstraram ainda que as tartarugas também cruzam rotas usadas por traineiras. Estas são embarcações que lançam no mar um rastro de anzóis para pegar peixes, mas que acabam capturando acidentalmente tartarugas e albatrozes.
“Todas as rotas que identificamos levam as tartarugas de couro por áreas sensíveis para a indústria de pesca”, disse o colega de Witt, Brendan Godley. “Conhecer as rotas também nos ajudou a identificar pelo menos 11 países que devem estar envolvidos em esforços de preservação, bem como aqueles com frotas de pesca de longa distância“, emendou.
As tartarugas-de-couro são a espécie maior, que viaja mais longe e mergulha mais fundo entre todas as espécies do planeta, alcançando 2 m de comprimento e excedendo os 900 kg. Sua população se manteve relativamente estável no Atlântico, mas declinou de forma alarmante no Pacífico, o que tem sido atribuído à captura acidental por traineiras e à perda de áreas de procriação devido à ocupação costeira.
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• A tartaruga-couro é a maior tartaruga do mar, chegando a quase dois metros de comprimento e 540 kg de peso.
• Ao contrário de outras tartarugas marinhas, a tartaruga- couro não tem uma casca dura. Sua casca é feita na parte superior de um mosaico de pequenos ossos cobertos por uma pele firme, que lembra a borracha e tem sete cristas longitudinais.
• As tartarugas couro são as tartarugas marinhas mais amplamente encontradas: podem ser encontradas nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico, particularmente nas regiões tropicais.
• As tartarugas-couro, entre todas as tartarugas marinhas, são as que mergulham nas regiões mais profundas dos oceanos. O mergulho mais profundo que se registrou foi de 1,2 km que é um pouco mais do que o mergulho mais profundo conhecido que pertence à baleia cachalote.
• Tal como acontece com outros répteis, o sexo de tartarugas é determinado pela temperatura dos ovos durante a incubação. Com as tartarugas-couro, temperaturas acima de 29º graus centígrados resultarão em filhotes do sexo feminino.
• As tartarugas-couro são fortes nadadoras e algumas já foram registradas como tendo cruzado oceanos, viajando milhares de quilômetros em busca de sua presa favorita, as águas-vivas.
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VEJA FILHOTINHOS DE TARTARUGA-COURO:
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Para outro artigo sobre essa tartaruga neste blog, clique AQUI.
Eva Heintz ( Alemanha 1900-1949)
óleo sobre madeira
Coleção Particular
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Essa foto foi retirada do catálogo de um leilão nos Estados Unidos em 2007. Não tenho mais nenhuma informação sobre a artista. Se alguém souber mais sobre a pintora, eu apreciaria mais dados.
Mural no Teatro João Caetano, 1931
[restaurado e modificado pelo próprio autor em 1964]
Emiliano Di Cavalcanti ( Brasil, 1897-1976)
óleo, 4,5m x 5,5m
Praça Tiradentes, Rio de Janeiro
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Hoje, perambulando pelos meus livros voltei a ler algumas passagens de viajantes pelo Brasil ( uma das minhas leituras prediletas, assim como biografias) e me deparei com essa interessante descrição da festa de aniversário do Imperador D. Pedro II, celebrada na Bahia. O texto é do Dr. Daniel P. Kidder, que estava na Bahia na ocasião. Ele e seu amigo James C. Fletcher escreveram O Brasil e os Brasileiros: esboço histórico e descritivo, que foi pubicado no Brasil em São Paulo, em 1941, pela Cia Editora Nacional com tradução de Elias Dolianiti. A minha fonte, no entanto, é o livro Coqueiros e Chapadões: Sergipe e Bahia, uma coletânea de textos feita por Ernani Silva Bruno, com organização de Diaulas Riedel, publicado em 1959 peloa Editora Cultrix de São Paulo, capítulo de narrativa do Reverendo norte-americano James C. Fletcher, que esteve percorrendo o Brasil como missionário, entre os anos de 1851 e 1865. O título dado a este texto é Ladeiras e Igrejas ( Na Bahia de Todos os Santos, 1855). Espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei. A meu ver já se esboçavam muito bem algumas características bem brasileiras. Numa época em que as mulheres ainda se vestiam com pesadas mantilhas, a festa de aniversário do imperador parece uma ocasião sem igual para abrir uma brecha nas pesadas regras sociais da época. Note-se a mistura de raças e de classes sociais assim como a música como traço de união entre os brasileiros.
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“A calma das noites de verão produz sempre um encantamento sobre os nossos sentidos, mas havia uma expressão especial naquele espetáculo. Não somente o observar se podia deleitar com as variadas e engenhosas exibições de luz artificial em torno dele, como também, erguendo seus olhos para o empírio, podia aí contemplar a obra do Todo Poderoso, tão gloriosamente desdobrado nas brilhantes constelações do céu austral.
A riqueza, o luxo e a beleza das baianas nunca se ostentaram com tanta felicidade como no seio da multidão que formada de milhares de pessoas assistia e tomava parte no espetáculo. Que melhor ocasião se ofereceria do que aquela para um espírito disposto a filosofar sobre as coisas humanas! Da velhice até a alegre juventude, nenhuma idade ou situação da vida deixava de estar ali representada.
O militar e o civil, o titular, o milionário e o escravo, todos se misturavam em um prazer comum. Nunca tão numerosa freqüência de elementos femininos havia sido observada, emprestando sua graça a uma festividade pública. Mães, filhas, esposas, irmãs, que raramente tinham permissão para deixar o ambiente doméstico, exceto para comparecer à missa da manhã, penduravam-se aos braços de seus cavalheiros e olhavam com indisfarçável espanto para os encantos que mais pareciam mágica, de tudo o que viam diante de seus olhos e em volta de si. As cabeleiras negras e ondeantes, os olhos mais negros ainda e faiscantes, de uma beldade brasileira, juntamente com sua face às vezes também levemente sombreada, mostravam-se com grande encanto, tanto maior porque não as escondiam as abas do chapéu da moda. As dobras graciosas de suas mantilhas, ou do rico e finíssimo véu que algumas vezes as substitui, usado de maneira indescritível, por cima do largo, alto e artístico chapéu que lhe adorna a cabeça, dificilmente pode ser imitado por uma moda estrangeira. Todavia, o forte de uma dama brasileira está no seu violão, e nas doces modinhas que ela canta acompanhando-lhe as notas.”
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Álvaro Moreyra
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Naquela noite danada
em que a formiga rogou
a praga contra a cigarra:
— Cantava, não é? Cantou?
Pois, então, agora dance! –
naquela noite danada
aconteceu que de um galho,
vizinho do bangalô
onde a formiga morava,
um passarinho escutou
essas palavras malvadas.
Mas, malvadas não achou.
Ao contrário da cigarra,
o passarinho gostou.
Gostou tanto, que em seguida,
dançou, dançou, dançou.
Nunca mais quis outra vida.
Dançou sozinho, primeiro.
Depois, com par. Afinal,
bateu na testa e acabou
formando uma companhia
de bailado brasileiro,
bem nosso, bem nacional.
Artistas disciplinados.
Formam roda nos caminhos
e repetem sempre igual,
na cadência que a embalança,
ida e volta, volta e ida,
a dança do tangará,
mais alegre do que a dança
que agente dança na vida
que se chama esperança,
ida e volta, volta e ida…
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Em: Poesia brasileira para a infância de Cassiano Nunes e Mário da Silva brito, Coleção Henriqueta, São Paulo, Saraiva: 1968
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Álvaro Maria da Soledade Pinto da Fonseca Velhinho Rodrigues Moreyra da Silva (Porto Alegre, 1888 – Rio de Janeiro, 1964) Poeta, cronista, jornalista, teatrólogo, radialista . Completou o curso de ciências e letras (1907). Em 1908, iniciou-se no jornalismo. No Rio de Janeiro (1910), entregou-se ao jornalismo na redação da revista “Fon-Fon”. Diplomou-se em direito (1912). Fundou, junto com Eugênia Moreira, o “Teatro de Brinquedo”. Eleito em 1959 para a ABL, ocupou a cadeira 21, sucedendo a Olegário Mariano.
Obras:
Degenerada, poesia, 1909
Casa desmoronada, poesia, 1909
Elegia da bruma, poesia, 1910
Legenda da luz e da vida, poesia, 1911
Um sorriso para tudo, prosa, 1915
Lenda das rosas, poesia, 1916
O outro lado da vida, prosa, 1921
A cidade mulher, prosa, 1923
Cocaína, prosa, 1924
A boneca vestida de Arlequim, prosa, 1927
Circo, poesia, 1929
Adão e Eva e outros membros da família, teatro, 1929
Caixinha dos três segredos, poesia, 1933
O Brasil continua, prosa, 1933
Tempo perdido, prosa, 1936
Teatro espanhol na Renascenç, prosa, 1946
As amargas, não…, prosa, 1954
O dia nos olhos, prosa, 1955
Havia uma oliveira no jardim, prosa, 1958
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Eliseu Visconti (1866 – 1944)
óleo sobre tela, 51 x 69 cm
Coleção Particular
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Eliseu D’Angelo Visconti (Salerno, Itália 1866 – Rio de Janeiro RJ 1944). Pintor, desenhista, professor. Vem com a família para o Rio de Janeiro, entre 1873 e 1875, e, em 1883, passa a estudar no Liceu de Artes e Ofícios, com Victor Meirelles (1832 – 1903) e Estêvão Silva (ca.1844 – 1891). No ano seguinte, sem deixar o Liceu, ingressa na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, tendo como professores Zeferino da Costa (1840 – 1915), Rodolfo Amoedo (1857 – 1941), Henrique Bernardelli (1858 – 1936), Victor Meirelles e José Maria de Medeiros (1849 – 1925). Em 1888, abandona a Aiba para integrar o Ateliê Livre, que tem por objetivo atualizar o ensino tradicional. Com as mudanças ocorridas com a Proclamação da República, a Aiba transforma-se na Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Visconti volta a freqüentá-la e recebe, em 1892, o prêmio de viagem ao exterior. Vai à Paris e ingressa na [i]École Nationale et Spéciale[/i] des Beaux-Arts [Escola Nacional e Especial de Belas Artes]; cursa arte decorativa na [i]École Guérin[/i], com Eugène Samuel Grasset (ca.1841 – 1917), um dos introdutores do Art Nouveau na França. Viaja à Madri, onde realiza cópias de Diego Velázquez (1599 – 1660), no Museo del Prado [Museu do Prado], e à Itália, onde estuda a pintura florentina. Em 1900, regressa ao Brasil e, no ano seguinte, expõe pela primeira vez na Enba. Executa o ex-libris para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e vence o concurso para selos postais e cartas-bilhetes, em 1904. Em 1905 é convidado pelo prefeito da cidade, engenheiro Pereira Passos, para realizar painéis para a decoração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre 1908 e 1913, é professor de pintura na Enba, cargo a que renuncia por descontentamento com as normas do ensino. Retorna à Europa para realizar também, entre 1913 e 1916, a decoração do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e só se fixa definitivamente no Brasil em 1920. Segundo alguns estudiosos, é considerado um praticante do Art Nouveau e do desenho industrial e gráfico no Brasil, com obras em cerâmica, tecidos e luminárias.
Céu e água, 1938
M.C. Escher ( Holanda, 1898-1972)
Xilogravura
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A pequena cidade de Beebe ( 4.500 habitantes), no estado de Arkansas, nos Estado Unidos, foi surpreendida ontem, dia 2 de janeiro, quando pássaros mortos começaram a cair do céu. Oficiais do Serviço Florestal tiveram que ir de casa em casa recolhendo os pássaros mortos dos jardins da cidade. Foram ao todo entre 4.000 a 4.500 pássaros recolhidos dos telhados, jardins, dos galhos de árvores. Não se sabe exatamente a causa deste homicídio em massa. “Pode ser relacionado ao tempo, ou talvez até mesmo ao stress”, explicou a Comissão de Pesca e Vida Selvagem do estado. Fogos de artifício detonados à meia noite do dia 31 podem ter aumentado o estress dos pássaros. Os pássaros recolhidos serão analisados.
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No entanto, há um ano atrás mais ou menos, no mesmo estado de Arkansas, na imdeiações da cidade de Franklin, pássaros também “choveram” do céu. O culpado do homicídio em massa fora um fazendeiro que colocara veneno na sua fazenda e os pássaros morreram em 24 horas.
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Mas alguma coisa muito estranha está acontecendo em Arkansas. Em 30 de dezembro, milhares de peixes apareceram mortos em Roseville, Arkansas. Morte até agora inexplicável.!
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FONTE: Reuters
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Para substituir as bolsas de plástico se propôs, entre outras atitudes, o uso de materiais biodegradáveis como o bioplástico ou recorrer às fibras naturais. Organizações ambientalistas denunciam que as bolsas de plástico têm duração em uso de 15 minutos, mas uma vez desprezadas, podem perdurar por mais de 400 anos na natureza soltando substâncias poluentes. Além disso, assinalam que as bolsas são causa de sérios problemas ambientais, já que as substâncias nocivas que são compostas se acumulam durante anos em rios e mares, contaminando os recursos naturais.
Nós aqui no Brasil, ainda estamos longe dessas medidas, no entanto, no ano passado demos um passo à frente, com incentivos aos consumidores e aos supermercados para a diminuição do uso de sacos plásticos. Precisamos no entanto acelerar essas mudanças e chegar logo a total proibição das sacolas plásticas.
FONTE: Terra.
Amadeu usa o computador, ilustração de Walt Disney.—
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Comecei este ano com uma surpresa gratificante, um email do portal WordPress mandando congratulações pelo desempenho deste blog no ano de 2010. Segue abaixo o primeiro parágrafo do email, em verde:
Feliz Ano Novo do WordPress.com! Para começar o ano em beleza, gostaríamos de partilhar alguns dados sobre o desempenho do seu blog. Aqui está um resumo de alto nível da saúde do seu blog:
![]() |
Uau |
Blog-Health-o-Meter™
Achamos que foi fantástico!
O Museu do Louvre é visitado por 8,5 milhões de pessoas todos os anos. Este blog foi visitado cerca de 1,100,000 vezes em 2010, o que quer dizer que se fosse uma exposição no Louvre, eram precisos 47 dias para que as mesmas pessoas a vissem.
Em 2010, escreveu 375 novos artigos, aumentando o arquivo total do seu blog para 1377 artigos. Fez upload de 795 imagens, ocupando um total de 201mb. Isso equivale a cerca de 2 imagens por dia.
O seu dia mais activo do ano foi 21 de setembro. O artigo mais popular desse dia foi Primavera, poema infantil de Olavo Bilac.
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E assim segue o email, com mais números e informações. Fica registrada aqui, então, a minha percepção sobre o que faço com este blog.
Foram 323.272 visitas à minha página principal. A postagem mais vista, por incrível que pareça, devo-a a Olavo Bilac, com seu poema A Primavera, que recebeu 8 comentários. A entrada com o maior número de comentários, não é a mais popular… é o poema de Cecília Meireles A Bailarina, onde, no momento, mostra ter 109 comentários. O dia mais visitado — 21 de setembro de 2010 — trouxe mais de 6.500 pessoas ao blog.
Além dos poemas para serem usados nas escolas, artigos sobre ciências e sobre o meio ambiente, com ilustrações e material sólido, que possam ser usados na sala de aula foram os itens de maior visibilidade.
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Desde o início da Peregrina Cultural tenho notado a presença regular de professores de todos os níveis, principalmente aqueles que preparam seus alunos no nível médio. A maior parte deles visita este blog regularmente e vêm do interior de outros estados: Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo são os estados de onde recebo a maior parte das visitas.
O que estes números mostram junto ao restante das estatísticas é aquilo que comecei a perceber nos primeiros meses de postagens: há uma necessidade imensa nas escolas brasileiras de fontes de apoio ao ensino. Fontes de textos que possam ser usados paralelamente ao que é dado em classe, quer de literatura quer de ciências. As minhas postagens sobre os ornitorrincos e os équidnas estão entre os textos mais populares do blog, com pedidos de alunos e de professores, através do email da peregrina: peregrinacultural@hotmail.com quase todas as semanas para que outros textos semelhantes sejam postados.
A entrada sobre o jequitibá: Você conhece o jequitibá? — está há meses entre os mais visitados do blog, o que me surpreende muito. Uma revelação! Tenho que agradecer a meu pai, professor de física e químico industrial, pelo interesse que fomentou em nós, seus filhos, pela natureza e pelo meio ambiente, numa época em que não se falava nisso. As minhas postagens sobre história têm seus fãs. Em menor número do que aqueles que procuram poemas para serem usados nas escolas. E a razão é simples: quem as lê são principalmente os professores, que escolhem a seleção colocada aqui, uma seleção baseada nas descobertas feitas pelo mundo, como fonte de iniciar um assunto ou lembrar a seus alunos de alguma faceta interessante sobre o que está sendo ensinado na sala de aula.
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Paisagem, sem data
Levino Fanzeres ( Brasil, 1884-1956)
Óleo sobre tela colado sobre madeira
8 x 11cm
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Sempre escrevi. Tenho textos que só aos pouquinhos venho colocando no blog. Em sua grande maioria são meditações, reflexões, apreciações de viagem. Os meus textos não são assim tão populares, talvez porque a descrição, a reflexão, a meditação não sejam formas populares na nossa cultura. Dos meus textos há dois lidos e repassados para outros blogs que se mostram os mais populares: o poema favorito é O flamboyant da casa ao lado; e em prosa a popularidade está com o conto: Adaptações sem limites, que faz parte de uma série de contos, baseados em memórias dos meus anos de menina, a que dei o título provisório de “Nossa vida com papai”, textos não publicados, mas já lidos e relidos pelos familiares mais próximos. Mas a visita a estes textos pessoais é modesta o suficiente para adormecer qualquer ambição que eu pudesse vir a ter no âmbito da publicação.
O meu orgulho pessoal está nas minhas resenhas de livros: muitas delas foram colocadas nos sites dos autores dos livros sobre os quais fiz minha apreciação. Mesmo sendo autores estrangeiros, minhas resenhas foram escolhidas para postagens e duas delas foram selecionadas também pelos sites das editoras dos livros. É verdade que já fiz resenhas de livros para o jornal, antes de ter voltado ao Brasil. Essa experiência há de ter ajudado. Mas, por outro lado, cada livro é um livro, um novo mundo a ser descoberto.
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As minhas Imagens de leitura continuam populares, assim como Filhotes Fofos. São divertidas maneiras de nos lembrarmos da natureza e da importância da leitura. E continuarei colocando o maior número possível de ilustrações. Sou uma pessoa que pensa com imagens. Talvez mesmo pela minha própria formação – historiadora da arte. E continuarei a dar ênfase à arte brasileira, que tão mal conhecemos.
As listas de sugestões de livros para adolescentes [ são quatro postagens através de dois anos] continuarão a aparecer no blog. Em julho e no mês de dezembro essas postagens tiveram um número enorme de visitantes.
Finalmente, aos meus leitores obrigada pelo apoio; espero poder fazer juz à confiança que me depositam, de novo neste ano que se inicia. Mais uma vez: