Papai Noel se diverte com o pianinho, ilustração Lello.
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Papai Noel, por favor,
do Natal afasta os medos,
e coloca mais amor
no meio dos teus brinquedos!
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(Delcy Canalles)
Papai Noel se diverte com o pianinho, ilustração Lello.–
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Papai Noel, por favor,
do Natal afasta os medos,
e coloca mais amor
no meio dos teus brinquedos!
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(Delcy Canalles)
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Cartão de Natal da Europa Oriental, inicio do século XX.–
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É Natal — Noite de Festas,
De regozijos, de luz …
Fogem as sombras funestas:
No mundo nasceu Jesus!
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(José Lara)
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Moça diante do espelho, 1932
Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)
óleo sobre tela, 162x 130cm
Museu de Arte Moderna de Nova York
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Manuel Bandeira
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Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!
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Mas se fosses mágico,
Penetrarias até o fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em por seus chinelinhos atrás da porta.
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1939
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Em: Antologia Poética, Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, Sabiá: 1961, 5ª edição
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Ilustração dos anos 50 do século XX: Papai Noel.–
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Ciro Vieira da Cunha
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Natal… Natal… meus tempos de menino,
Tempos felizes que não voltam mais…
Missa do galo… repicar do sino…
E a casa pobre dos meus velhos pais…
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Natal … a mocidade, o desatino,
Loucos amores, ternos madrigais…
Mulheres que dobraram meu destino
Com seus beijos marcantes e fatais…
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Papai Noel! atende ao meu pedido,
Nesta noite de paz e de bonança,
Atende, pelo muito que hei sofrido.
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E em meus sapatos põe a caridade
De um pedaço bonito de esperança,
De um farrapo esquecido de saudade…
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Em: 232 poetas paulistanos – antologia — Pedro de Alcântara Worms, Rio de Janeiro, Conquista:1968
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Ciro Vieira da Cunha, nasceu em São Paulo, SP em 1897. Usou também o pseudônimo João da Ilha professor, poeta, biógrafo, cronista, jornalista e médico brasileiro. Faleceu no Rio de Janeiro em 1976.
Obras:
Pontos de Química Fisiológica (com Alberto Moreira), 1918
Contra o alcoolismo, 1920
De como se deve combater o alcoolismo no Brasil, 1922
O Dialeto Brasileiro (tese), 1933
Espera Inútil, poesia, 1933
Oração de Paraninfo, 1937
De Pé, pelo Brasil, 1941
Trovas, 1942
Alguma Poesia, poesia, 1942
Chuva de Rosas, poesia, 1947
No tempo de Paula Nei, prosa, 1959
O cadete 308, prosa, 1956
No tempo de Patrocínio (2 v.),prosa, 1960
Memórias de um médico da roça, 1965
Arte de colar, 1970
Guia de civismo (com Terezinha Saraiva), 1972
Natal em família, Pato Donald, Margarida, Huguinho, Luizinho, Zezinho e Tio Patinhas, ilustração Walt Disney.–
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Festejar é natural,
mas a cristandade anseia
por ver ceia de Natal
com mais Natal… menos ceia!
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(Arlindo Tadeu Hagen)
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É Natal… Com humildade
faço um pedido, em segredo:
que eu ganhe a felicidade
nem que seja de brinquedo!
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(J. G. de Araújo Jorge)
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Papai Noel brasileiro, ilustração Luís Saguar, 2007.–
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Papai Noel vê se faz
do Natal, um baluarte:
— Erga a Bandeira da Paz,
Gravando AMOR, no Estandarte!
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(Ivone Taglialegna Prado)
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Cartão de Natal da Polônia, década de 1960.–
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Que o bom menino Jesus
Em sua visita anual
Traga aos lares paz e luz
Pelo menos no Natal!
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(Maria Odete Souto Pereira)
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Sagrada Família sob uma palmeira, 1508, tondo
Rafael Sanzio de Urbino, (Itália, 1483-1520)
tondo, óleo
The Edinburgh National Gallery, Escócia
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[Nota: Tondo é uma palavra da Renascença Italiana, que quer dizer uma obra de arte em forma circular, quer seja uma pintura ou uma escultura. Na história da arte manteve-se esse nome em quase todas as línguas com o mesmo significado: inglês, francês, alemão, etc. No Brasil, no entanto, talvez por não termos muitas obras do período renascentista, a palavra tondo é raramente usada e uma obra de arte redonda, em geral posterior, é com frequência chamada de medalhão. ]
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Walmir Ayala
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Se não nascesses
como cerraríamos tranquilamente os olhos
no lençol do tempo?
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Se não nascesses
como entender a noite com seus fantasmas e seus doces
perfumes,
como entender a insônia?
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Se não nascesses
como aceitar o aceno ardente dos mortos,
seus olhos de saudade em nossos olhos
de espanto?
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Se não nascesses
onde encontrar ainda forças para o canto?
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Novembro de 1963
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Deus na terra… Eis o Natal!
Repicam sinos… Festanças…
Feriado nacional
no coração das crianças!
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( J. G. de Araújo Jorge)