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Pirilampo, ilustração Jeniffer Emery, EUA.
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Brilhante de asas — o vagalume,
Dentro da noite escura e feia,
Para a beleza do negrume,
Ele a si próprio se incendeia.
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(Sabino de Campos)
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Pirilampo, ilustração Jeniffer Emery, EUA.–
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Brilhante de asas — o vagalume,
Dentro da noite escura e feia,
Para a beleza do negrume,
Ele a si próprio se incendeia.
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(Sabino de Campos)
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Ilustração Jones Holmgreen, capa da revista Homes & Garden , Setembro 1938.–
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Roseana Murray
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A arquiteta gostaria
de projetar mil casas
por dia,
aéreas, subterrâneas,
casas de vidro e de paina,
redondas, de esvoaçantes
telhados.
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Em frente à prancheta
a arquiteta sonha
o justo sonho
de todo mundo ter
onde morar.
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Em: A bailarina e outros poemas, Roseana Murray, São Paulo, Editora FTD: 2001.
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Roseana Murray nasceu no Rio de Janeiro em 1950. Graduou-se em Literatura e Língua Francesa em 1973 (Universidade de Nancy/ Aliança Francesa).
Obras:
Poesia para crianças e jovens
Fábrica de Poesia, ed. Scipionne, 2008
Poemas e Comidinhas, com o Chef André Murray, ed. Paulus, S.P, 2008
Residência no Ar, ed. Paulus, 2007
No Cais do primeiro Amor, ed. Larousse, 2007
Desertos, ed. Objetiva, 2006. ( Finalista do Prêmio Jabuti ) – Altamente Recomedável FNLIJ, 2006
O traço e a traça ed. Scpionne, 2006.
O xale azul da sereia, ed. Larrousse, 2006.
O que cabe no bolso? ed. DCL, 2006.
Paisagens, ed. Lê, 2006.
Pêra, uva ou maçã ed. Scipione, 2005. (Catálogo de Bolonha 2006 e Acervo Básico, F.N.L.I.J).
Rios da Alegria, ed. Moderna, 2005. (Altamente Recomendável, F.N.L.I.J).
Poemas de Céu ed. Miguilim, 2005. (Antigo “Lições de Astronomia”).
Maria Fumaça Cheia de Graça, ed. Larousse, 2005.
Duas Amigas, ed. Paulus, 2005 (reedição).
Lua Cheia Amarela, ed. Dimensão 2004.
Caixinha de Música, ed. Manati, 2004. (Catálogo de Bolonha 2005)
Um Gato Marinheiro, ed. DCL, 2004.
Todas as Cores Dentro do Branco, ed. Nova Fronteira, 2004.
Recados do Corpo e da Alma, ed. FTD, 2003. (Altamente Recomendável F.N.L.I.J)
Luna, Merlin e Outros Habitantes, ed. Miguilim/ Ibeppe, 2002. (Altamente Recomendável, F.N.L.I.J. )
Jardins, ed. Manati, 2001. (Prêmio Academia Brasileira de Letras de Literatura Infantil 2002. )
Caminhos da Magia, ed. DCL, 2001.
Manual da Delicadeza, ed. FTD, 2001.
O Silêncio dos Descobrimentos, com Elvira Vigna, ed. Paulus, 2000.
Receitas de Olhar, ed. F.T.D, 1997, ( Prêmio O Melhor de Poesia, F.N.L.I.J. )
Carona no Jipe, ed. Memórias Futuras, 1994 e ed. Salamandra, 2006
No final do Arco-Íris, ed. José Olímpio, 1994.
O Mar e os Sonhos, ed. Miguilim,1996, (Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J. )
Paisagens, ed. Lê, 1996.
Felicidade, ed. F.T.D, 1995, (Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J. )
De que riem os palhaços ed. Memórias Futuras, 1995. Esgotado
Tantos Medos e Outras Coragens, ed. F.T.D, 1994 ( Prêmio O Melhor de Poesia F.N.L.I.J e Lista de Honra do I.B.B.Y. ) Reedição com novas ilustrações em 2007
Qual a Palavra? ed. Nova Fronteira, 1994.
Casas, ed. Formato, 1994. Editado no México, ed. Alfaguara
Dia e Noite, ed. Memórias Futuras, 1994. Esgotado
Artes e Ofícios, ed. F.T.D, 1990, (Prêmio A.P.C.A. e Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J. ) Reedição com novas ilustrações em 2007
Falando de Pássaros e Gatos, editora Paulus, 1987.
Fruta no Ponto, ed. F.T.D, 1986. (Prêmio O Melhor de Poesia. F.N.L.I.J.
Fardo de Carinho, ed. Murinho, 1980 e ed. Lê, 1985.
O Circo, ed. Miguilim/ Ibeppe, 1985.
Lições de Astronomia, ed. Memórias Futuras, 1985. Esgotado
Classificados Poéticos, ed. Miguilim/ Ibeppe, 1984, (Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J, e finalista do Prêmio Bienal. )
No Mundo da Lua, ed. Miguilim/ Ibeppe, 1983.
Contos para crianças e jovens
Território de Sonhos, ed. Rocco, Altamente Recomendável FNLIJ, 2006.
Sete Sonhos e um Amigo, ed. FTD, 2004.
Pequenos Contos de Leves Assombros, ed. Quinteto, 2003.
Um Avô e seu Neto, ed. Moderna, 2000.
Terremoto Furacão ed. Paulus, 2000.
Um cachorro para Maya, ed Salamandra, 2000.
Uma História de Fadas e Elfos, ed. Miguilim / Ibeppe, 1998, (Acervo Básico da F.N.L.I.J – criança ).
Três Velhinhas tão velhinhas, ed. Miguilim / Ibeppe, 1996
O Fio da Meada, ed. Memórias Futuras, 1994. Ed. Paulus, 2002
Retratos, ed. Miguilim/ Ibeppe, 1990, Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J. )
O Buraco no Céu ed. Memórias Futuras, 1989.
Poesia
Variações sobre Silêncio e Cordas, com desenhos de Elvira Vigna. E-BOOK, edição artesanal Maurício Rosa, Visconde de Mauá, maio de 2008.
Poesia essencial, ed. Manati, 2002.
15 poemas no livro Um Deus para Dois Mil, de Juan Arias, ed. Vozes (em seis línguas) 1999.
Caravana, inédito, vencedor do Concurso Cidade de Belo Horizonte, 1994.
Pássaros do Absurdo, ed. Tchê ,1990, vencedor do Concurso da Associação Gaúcha de Escritores.
Paredes Vazadas, ed. Memórias Futuras, 1988. Esgotado
Viagens , ed. memórias Futuras, 1984.
Revista Poesia Sempre.
Revista Microfisuras, Espanha
Correspondência
Porta a porta, com Suzana Vargas, ed. Saraiva, 1998, ?Acervo Básico da F.N.L.I.J – jovem).
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Não te enganes com carinhos,
que a natureza é ardilosa,
pois não foi dotar de espinhos
a frágil e meiga rosa?
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(Hélio Nunes da Costa)
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A colheita da estação,
junto aos vastos parreirais,
traz a marca e o coração
dos mais nobres ancestrais.
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(Amália Marie Gerda Bornhein)
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Guglielmo Zocchi (Itália, século XIX)
óleo sobre tela
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Luiz Peixoto
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Um sarau
na rua Itapiru,
em casa das Novais.
O calor
está abrasador
e tem gente demais
mas, tome polca!
No sofá
a Dona Jacintinha
faz bolas de papel
e na janela
de papelotes,
a Berenice namorica o furriel.
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A reclamar silêncio
surge o seu Fulgêncio,
um rotundo e bom comendador.
Sim, porque nessa altura
chega o padre-cura
com o corregedor.
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— Senhorita,
a honra desta dança
acaso quer me dar?
— Cavalheiro,
a honra é toda minha,
porém, já tenho par…
e tome polca!
–
Dança o Souza,
que vai pisando em ovos
com as botas de verniz,
enquantoa esposa,
de olhos em alvo,
fica torcendo os cabelinhos do nariz.
–
Por trás de uma cortina
vê-se a Minervina
que é mais preta que um tição,
e diz entre risadas:
— Quebra Dona Alice!
— Quebra seu Beltrão!
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— Atenção! — acordes da “Dalila”,
seu Gil vai recitar!
Fazem roda
e o moço encalistrado
começa a gaguejar…
–
Vem o chá
Biscoitos de polvilho
e outros triviais
— São onze horas, apague o gás!
E assim termina o bailarico das Novais.
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Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva:1968; coleção Henriqueta.
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Luiz Carlos Peixoto de Castro, ( Niterói, RJ 2/2/1889 – RJ, RJ 14/11/ 1973). Foi poeta, letrista, cenógrafo, teatrólogo, diretor de teatro, pintor, caricaturista e escultor.
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Ilustração Margret Boriss.–
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Elias José
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Banana-prata,
banana-ouro,
banana-d’água,
banana-baiana
banana-nanica
banana-são-tomé.
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O menino bananeiro
e os seus melhores amigos,
dois burrinhos vagarosos,
vão chegando à cidade.
–
Queria vender bananas
muitas bananas,
gostosas e diferentes,
para todas as casas
da velha cidadezinha.
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Queria voltar pra casa
com os cestos vazios
e os bolsos bem cheios
de notas e moedas.
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Coisa melhor do mundo
é poder ajudar à mãe…
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Só que na cidade tão pequena,
há tantas bananeiras nos quintais!…
–
Os cestos não vão se esvaziar.
e nos bolsos haverá poucas moedas…
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— Melhor assim do que nada! –
diz o menino bananeiro
aos seus burrinhos magricelas.
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Em: Mágica terra brasileira, Elias José, São Paulo, Saraiva:2006
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Elias José – (MG 1936 – MG 2008 ) escritor de literatura infantil e juvenil, contista, poeta, romancista e professor.
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Ilustração Blanche Wright.–
Não tenho medo de homem
Nem do ronco que ele tem;
O besouro também ronca,
Vai se ver não é ninguém
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(Clevane Pessoa de Araújo Lopes)
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Antonio Rocco ( Itália, 1880- Brasil, 1944)
óleo sobre tela, 76 x 50 cm
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Onestaldo de Pennafort
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Quando murmuro teu nome,
a minha voz se consome
em ternura e adoração.
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Quando teus olhos me olham,
parece eu se desfolham
as rosas de algum jardim
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Ó meu amor, se é preciso
eu direi que o teu sorriso
é doce como um olhar.
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Mas é preciso que eu diga,
ó minha suave amiga,
isso que sinto e tu vês,
–
mas é preciso que eu diga?
–
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Onestaldo de Pennafort Caldas (RJ-1902- 1987) jornalista, ensaísta, tradutor e funcionário público. Escreveu para diversos periódicos brasileiros, tais como Fon-Fon, Careta, Autores e Livros, Para Todos e O Malho. Faleceu no Rio de Janeiro, sua cidade natal, em 1987.
Obras
Escombros Floridos, 1921, poesia
Perfume e outros poemas, 1924, poesia
Interior e outros poemas, 1927, poesia
Espelho d’ Água: Jogos da Noite, 1931, poesia
Nuvens da tarde, 1954, poesia
Um rei da valsa, 1958, música
O festim, a dança e a degolação, 1960, crítica literária
Romanceiro, 1981, poesia
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Além de traduções do inglês e do francês.
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Jogou, perdeu, e hoje sabe,
passando um Natal sombrio,
que a consciência não cabe
num sapatinho vazio.
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(Hegel Pontes)
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Fuga para o Egito, s/d
Bartolomé Esteban Murillo (Espanha, 1618-1682)
Óleo sobre tela, 210 x 166 cm
Instituto de Arte de Detroit, EUA
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Jair Amorim
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E ainda hoje nascerás mais uma vez…
Sobre os reis Magos
a estrela-guia
os deixará ofuscados e perplexos
pela emoção
da santíssima aparição
E Tu nascerás neste e em outros anos
enquanto homens de porre
e mulheres quase nuas, ao sol,
tostadas e maquiladas
esperarão a hora mágica da noite
para exibir seus corpos luzidios
tomando chopes e comendo rabanadas.
E Tu, Senhor, nascerás mais uma vez à meia noite
pequenino e lindo
com Tua mensagem incompreendida
para os inúteis amanhãs
do dia nosso de cada vida.
E em Teu nome, Tuas palavras vãs,
nós nos empanturraremos
de vinhos
tâmaras
e avelãs…
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—-
Em: Canto Magro de Jair Amorim, Vitória, UFES: 1995
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Jair Pedrinha de Carvalho Amorim (ES 1915 – SP 1993) poeta, compositor e jornalista.