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Ilustração Tibor Gergely.
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Trinam pássaros nos galhos…
a brisa é leve e sombria;
a aurora sobre os orvalhos
abre as cortinas do dia.
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(Manoel Cavalcante))
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Ilustração Tibor Gergely.–
Trinam pássaros nos galhos…
a brisa é leve e sombria;
a aurora sobre os orvalhos
abre as cortinas do dia.
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(Manoel Cavalcante))
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Cleonice Rainho
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Lá vai o navio,
cortando o mar.
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Lá vai o avião,
furando o ar.
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É azul o céu
e verde o mar.
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E eu fico pensando
na cor da saudade
que os viajantes levam
da terra e do lar.
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Cleonice Rainho Thomaz Ribeiro, (Angustura, MG, 15/3/1919), mudando-se para Juiz de Fora. Premiada poetisa e trovadora conhecida, professora de Letras Portuguesas, formada pela PUC Rio de Janeiro. Fundadora da Associação de cultura Luso-brasileira de Juiz de Fora.
Obras:
Poesias, 1956
Sombras e sonhos, 1956
O chalé verde, 1964
Ternura páginas maternais, 1965
Terra Corpo sem Nome, 1970
Varinha de condão: poesia infantil, 1973
O Galinho azul; A minhoca mágica, 1976
Vôo Branco, 1979
Parabéns a você, 1982
João Mineral, 1983
O castelo da rainha Ba, 1983
Torta de maçã, 1983
Uma sombra nas ruas, 1984
Intuições da Tarde, 1990
Verde Vida; poesia, 1993
O Palácio dos Peixes, 1996
O Linho do Tempo, 1997
Poemas Chineses, 1997
Liberdade para as Estrelas, 1998
3 km a picos, s/d
La cucaracha, s/d
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Tua modista, senhora,
mostrou ter grande talento,
prendendo um chapéu de plumas
numa cabeça de vento.
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(Djalma Andrade)
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Auguste Toulmouche (França, 1829-1890)
óleo sobre tela, 63 x 47 cm
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Vinícius de Moraes
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Por seres quem me foste, grave e pura
Em tão doce surpresa conquistada
Por seres uma branca criatura
De uma brancura de manhã raiada
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Por seres de uma rara formosura
Malgrado a vida dura e atormentada
Por seres mais que a simples aventura
E menos que a constante namorada
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Porque te vi nascer de mim sozinha
Como a noturna flor desabrochada
A fala de amor, talvez perjura
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Por não te possuir, tendo-te minha
Por só quereres tudo, e eu dar-te nada
Hei de lembrar-te sempre com ternura.
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Edna Wolf Henner Mashgan (EUA 1907-2001)
óleo sobre tela
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Além do café com leite,
Manteiga, ovos e pão,
Coma também uma fruta
Na primeira refeição.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Cisnes, ilustração de R. Bruce Horsfall, para a revista American Girl, agosto de 1936.–
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Manoel Moreyra
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No cristal azul do lago,
a mancha branca de um cisne,
airoso, altivo, elegante,
parecendo feito a giz,
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vai deslizando, ao afago
suavíssimo da brisa,
numa indolência tranquila
que a paz da vida bendiz.
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Nos lagos azuis do Sonho,
quem vive assim — é feliz…
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Em: Poesia brasileira para a infância, coletadas por Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1968 — Coleção Henriqueta.
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Manoel Moreyra nasceu em Arouca, Portugal em 23 de setembro de 1904, tendo vindo muito criança para o Brasil. Considerava-se braisleiro. Sua mãe, viúva,, trabalhadora infatigável , não pode, infelizmente financiar-lhe os estudos. Menino ainda Moreyra ingressou na Inglêsa, (S.P.R.) em Santos, como empregado. Publicou seu primeiro livro de versos, Rosas do meu sonho, na década de 1920. Sua poesia é simples, clara, natural. Sempre exigiu seu nome soletrado com Y. Viveu em Santos, colaborando para o tradicional jornal santista, A Tribuna. [ Informações do livro mencionado acima]
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Lula Cardoso Ayres (Brasil, 1910-1987)
Nanquim e aquarela sobre papel, 27 x 21cm
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Os teus olhos (quem diria?)
São ladrões de profissão;
me roubaram noutro dia,
num olhar, meu coração…
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(Josué Silva)
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Amigos, pintura de Mark Arian (EUA).–
Amigo é uma conquista
fruto da interação.
Colega é só um turista,
que passa no coração.
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(Heliodoro Morais)
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Ilustração de Clive Upton, 1971.–
Quando a safra é recolhida,
quem planta o bem não se espanta;
na agricultura e na vida
a gente colhe o que planta!
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(Pedro Ornellas)
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Ilustração Ethel Betts, 1908.–
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Hélio Pellegrino
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Colho a sombra das coisas
sob o sol
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Como quem colhe frutas
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Rio, 24/2/80
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Em: Minérios Domados, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco:1993.