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Magali comendo melancia, ilustração Maurício de Sousa.
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Nunca se esqueçam que as frutas
Matam a sede e a fome
E somente fazem mal
Quando a gente não as come.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Nunca se esqueçam que as frutas
Matam a sede e a fome
E somente fazem mal
Quando a gente não as come.
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(Walter Nieble de Freitas)
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O teu segredo famoso
eu bem sei, direitinho…
chegou depressa, ditoso,
nas asas de um passarinho! …
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(Luiz Pereira de Faro)
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Helena Pinto Vieira
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Eu hoje acordei feliz,
e ninguém sabe por quê;
como isto é um segredo,
vou dizer só a você,
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menino que ora me escuta:
você não fica, também,
contente, muito contente,
quando o vento sopra, além?
–
É este, pois, meu segredo;
vou sair, vou lá pra fora,
vou soltar meu papagaio.
Que bom vento sopra agora!
–
No barbante, que é bem forte,
um recado vou mandar
às andorinhas que voam,
lá no alto, sem cansar.
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O vento que está soprando,
menino, meu companheiro,
parece estar convidando
a brincar o dia inteiro.
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Em: O mundo da crianças, poemas e rimas, Rio de Janeiro, Editora Delta: 1975, volume 1, p. 143
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Agora quero lembrar
Um dever da honestidade;
Nunca deixe que a mentira
Tome o lugar da verdade.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Mário Quintana
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=
Não te movas, dorme, dorme
O teu soninho tranquilo.
Não te movas (diz-lhe a Noite)
Que ainda está cantando um grilo…
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Abre os teus olhinhos de ouro
(O Dia lhe diz baixinho).
É tempo de levantares
Que já canta um passarinho…
–
Sozinho, que pode um grilo
Quando já tudo é revoada?
E o Dia rouba o menino
No manto da madrugada…
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Nunca te esqueças, criança,
Que a água é a melhor bebida,
Mas precisa ser tomada
Sempre filtrada ou fervida.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Para ter sempre verduras,
No almoço e no jantar,
No quintal da minha casa
Uma horta eu vou plantar.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Desconheço a autoria dessa ilustração.–
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Cassiano Ricardo
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E começa a longa história
do navio que ia e vinha
pela estrada azul do Atlântico:
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Ia, levando pau-brasil
e homens cor da manhã, filhos do mato,
cheios de sol e de inocência;
vinha trazendo delegados…
–
Ia, levando uma esperança;
vinha trazendo foragidos de outras pátrias
para a ilha da Bem-aventurança.
–
Ia levando um grito de surpresa;
————- da terra criança;
e vinha abarrotado de saudade
————–portuguesa…
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Em: Martim Cererê de Cassiano Ricardo, Rio de Janeiro, José Olympio: 1974
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Cassiano Ricardo Leite (São José dos Campos, 26 de julho de 1895 — Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 1974) foi um jornalista, poeta e ensaísta brasileiro.
Obras:
Dentro da noite, poesia, 1915
A flauta de Pã, poesia, 1917
Jardim das Hespérides, poesia, 1920
Atalanta, poesia, 1923
A mentirosa de olhos verdes, poesia, 1924
Borrões de verde e amarelo, poesia, 1925
Vamos caçar papagaios, 1926
Martim Cererê, poesia, 1928
Canções da minha ternura, poesia, 1930
Deixa estar, jacaré, poesia, 1931
O Brasil no original, crítica, teoria e história literárias, 1937
O Negro na Bandeira, crítica, teoria e história literárias, 1938
Pedro Luís: visto pelos modernos, crítica, teoria e história literárias, 1939
Academia e a poesia moderna, crítica, teoria e história literárias, 1939
Marcha para Oeste, crítica, teoria e história literárias, 1942
O sangue das horas, poesia, 1943
Paulo Setúbal, o poeta, crítica, teoria e história literárias, 1943
A academia e a língua brasileira, crítica, teoria e história literárias, 1943
Um dia depois do outro (1944-1946), poesia 1947
Poemas murais, 1947-1948, poesia, 1950
A face perdida, poesia, 1950
Vinte e cinco sonetos, poesia, 1952
Poesia na técnica do romance, crítica, teoria e história literárias, 1953
O Tratado de Petrópolis, crítica, teoria e história literárias, 1954
Meu caminho até ontem, poesia, 1955
O arranha-céu de vidro, poesia, 1956
João Torto e a fábula : 1951-1953, poesia 1956
Pequeno Ensaio de Bandeirologia, crítica, teoria e história literárias, 1956
Poesias completas, poesias, 1957
Poesia, poesia, 1959
Martins Fontes, 1959
Homem Cordial, crítica, teoria e história literárias, 1959
Montanha russa, poesia, 1960
A difícil manhã, poesia, 1960
O Indianismo de Gonçalves Dias, 1964
A floresta e a agricultura, crítica, teoria e história literárias, 1964
Algumas Reflexôes Sobre Poética de Vanguarda, 1964
Poesia praxis e 22, crítica, teoria e história literárias, 1966
Jeremias sem-chorar (1964)
Viagem no tempo e no espaço (Memórias) poesia, 1970
Serenata sintética, poesia XX
Sobreviventes, mais um poema Circunstancial , poesia, 1971
Seleta em Prosa e Verso, miscelânea, 1972
Sabiá e sintaxe, crítica, teoria e história literárias, 1974
Invenção de Orfeu (e outros pequenos estudos sobre poesia), poesia, 1974
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Minie e Clarbela atravessam a rua, ilustração de Walt Disney.–
A segurança no trânsito,
Sabem todos muito bem,
Não só cabe aos motoristas,
Cabe aos pedestres também.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Pássaros e figura, 2005
Waldomiro de Deus (Brasil, contemporâneo)
acrílica sobre papel, 44 x34 cm
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J. G. de Araújo Jorge
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Há uma companhia que não aceito:
a dos pássaros engaiolados.
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Gosto do rumor que fazem nos galhos
ao entardecer,
de seus cantos isolados que nunca podemos saber
se são reproduzidos
ou se partirão para sempre, com o voo ignorado.
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Em: A outra face, J. G. de Araújo Jorge, Rio de Janeiro, Editora Vecchi:1957.