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Monica está feliz, ilustração de Maurício de Sousa.
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Se a alegria é passageira,
a tristeza também passa;
uma é chama de fogueira,
outra é nuvem de fumaça.
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(Marília Fairbanks Maciel)
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Se a alegria é passageira,
a tristeza também passa;
uma é chama de fogueira,
outra é nuvem de fumaça.
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(Marília Fairbanks Maciel)
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Conselho, ilustração de Ruth Eger, de 1926.–
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Um conselho, quando honesto,
num momento decisivo,
vale mais que todo o resto
que se diz sem ser preciso.
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(Manoel Roda Barenco)
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Ostende, s/d
Jean Jacques René (França, 1943)
óleo sobre tela, 65 x 81 cm
Coleção Particular
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Ide Blumenschein
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Não sei como expressar o sentimento
De gratidão imensa que me invade…
Parece até um dos sonhos que eu invento
Essas provas de afeto e de amizade,
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Que de Vocês recebo. É um monumento
A sua indiscutível lealdade:
Na jornada que há tanto tempo enfrento,
Não pode haver maior felicidade.
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Que essa de ter amigos como os tenho,
E que, de conservar, tanto me empenho,
Feliz, agradecida, emocionada.
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Não sei como dizer … Mas, essas provas
De bem querer são esperanças novas,
Semeando roserais em minha estrada.
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Yde Schloenbach Blumenschein [ pseudônimos: Colombina e Paula Brasil] nasceu em São Paulo em 1882. Fez seus estudos tanto no Brasil como na Alemanha. Falava alemão, francês, inglês, espanhol e italiano. Poeta, cronista teve seus poemas publicados em A Tribuna, de Santos. Colaborou em revistas e jornais como O Malho, Fon-Fon, Careta e Jornal das Moças. Faleceu em 1963.
Obras:
Sândalo, poesia, 1941
Distância, poesia, 1947
Versos em lá menor, poesia, 1949
Lampeão de gás, poesia, 1950
Gratidão, poesia, 1954
Manto de Arlequim,poesia, 1956
Inverno em flor, poesia, 1959
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Bons amigos, ilustração de Ann Anderson.–
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Amigo, bênção divina…
Mão que alivia e afaga,
voz que critica e ensina,
chama que nunca se apaga.
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(Carvalho Branco)
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Sem cobrar qualquer metragem,
pela sombra ou pelos ninhos,
a árvore dá hospedagem
aos homens e aos passarinhos…
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(Ademar Macedo)
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Dos meus tempos mais risonhos
descubro, agora, os segredos:
– cabia um mundo de sonhos
no meu mundo de brinquedos!
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(João Freire Filho)
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Caminhei por longa estrada
em busca de um pouso amigo.
Descobri na caminhada:
descanso é ter paz consigo.
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(Miguel J. Malty)
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Há nos destinos humanos
diferenças capitais.
Se muito sofre quem ama
quem não ama sofre mais.
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(Osório Dutra)
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O tropeiro na escadinha de São Chico de Baixo, década de 1980
Alberto Braga (Brasil, ?-?)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
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B. Lopes
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Recordo: um lago verde e uma igrejinha,
Um sino, um rio, um pontilhão, e um carro
De três juntas bovinas que ia e vinha
Rinchando alegre, carregando barro.
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Havia a escola, que era azul e tinha
Um mestre mau, de assustador pigarro…
(Meu Deus! que é isto? que emoção a minha
Quando essas cousas tão singelas narro?)
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Seu Alexandre um bom velhinho rico
Que hospedara a Princesa; o tico-tico
Que me acordava de manhã, e a serra…
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Com o seu nome de amor Boa Esperança,
Eis tudo quanto guardo na lembrança
Da minha pobre e pequenina terra!
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Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva:1968.
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Bernardino da Costa Lopes, pseudônimo B. Lopes (Rio Bonito, RJ, 1859 — RJ,1916) foi um poeta brasileiro de diferentes tendências literárias na passagem do século XIX ao XX. Nasceu em Boa Esperança, município de Rio Bonito, na província do Rio de Janeiro a 19 de janeiro de 1859. Vindo de família pobre, iniciou sua vida como caixeiro e após muitos sacrifícios conseguiu estudar no campo das humanidades. No Rio de Janeiro tomou a profissão de jornalista. Foi funcionário do Correio Geral. Membro da boemia intelectual carioca foi um poeta de transição do fim do romantismo. Ficou muito conhecido pelos seus sonetos parnasianos. Tem grande afinidade com os simbolistas.
Obras:
Cromos (1881) – 2ª Edição 1896
Pizzicatos – “Comédia Elegante” (1886)
D. Carmen, (1894)
Brasões (1895)
Sinhá Flor (1899)
Val de Lírios (1900)
Helenos (1901)
Plumário (1905)
Poesias Completas (1945)
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Como é belo ver a planta
que abre flores nos caminhos,
nas horas em que Deus canta
pela voz dos passarinhos!
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(José Lucas de Barros)