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Mapa antigo, Janssonius, América do Sul.
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O cartógrafo
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José Paulo Moreira da Fonseca
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No azul desse mar distante
Porei uma nau feito as que de lá me trouxeram novas
De serpentes entre as algas
Que à sombra dos mastros igualmente vou desenhando
E ainda uma diurna costa com verdes palmas,
Flores rubras, pássaros e lagartos
Que sejam ornamento e nos fale da estranheza.
E porei, além, uma póvoa de aborígenes
E mais além, porque tudo ignoramos,
Cumpre-me deixar a carta em branco,
Sem palavras nem contornos,
Tão-só indagação, casta e silenciosa,
Como a do papel em que escrevo.
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Em: Antologia Poética, José Paulo M. F., Rio de Janeiro, Leitura: 1968