Ilustração de Maurício de Sousa.
Para ter com quem falar
a velhinha sem ninguém
vai ao padre confessar
os pecados que não tem…
(José Carlos de L. G.)
Ilustração de Maurício de Sousa.
Para ter com quem falar
a velhinha sem ninguém
vai ao padre confessar
os pecados que não tem…
(José Carlos de L. G.)
Ilustração de John Millar Watt.
No portão os namorados
são como barcos no cais,
pelos beijos amarrados,
querem ir e ficam mais.
(Cleonice Rainho)
Noite no campo, ilustração de Sylvie Daigneault.
Orvalha, e da flor molhada
brota uma lágrima, e corre.
— Silêncio!, que a madrugada
pranteia a noite que morre…
(Elton Carvalho)
Olívia Palito está ansiosa pelo que pode acontecer com Popeye, © E. C. Segar.
Dia dos mortos? Balela!
Finados? Tontos assuntos!…
Nem flor, nem cinza, nem vela,
nós todos estamos juntos.
(Cornélio Pires)
Ilustração de Marie Lawson, Revista Child Life, Outubro de 1935.
Minha sogra, aquela bruxa,
Num fusca mandando brasa,
E eu fico pensando – puxa!
Com tanta vassoura em casa!
(Magdalena Léa)
Cartão postal, início do século XX.
Ironia caprichosa
do tempo ao traçar caminhos:
transforma o botão em rosa
e enche a roseira de espinhos!
(Pedro Ornellas)
Cartão postal, Agnes Richardson (Inglaterra, 1885-1951)
No desejo de pescar
um pouquinho de esperança,
eu espero conquistar
um beijinho de lembrança…
(Olivaldo Júnior)
Ilustração de Anne Anderson.
Lá vai a vida, girando.
Então, giremos também,
que a vida gira, levando
os sonhos que a gente tem.
(Jesy Barbosa)
Cartão postal, Margret Boriss.
Guardada como fragrância,
a verdadeira amizade
não se perde na distância,
adormece na saudade.
(Ângela Togeiro)
Tintin e Milou estão na Lua, ilustração Hergé.
Se o homem conquista o espaço,
por que é que, lutando a esmo,
é incapaz de dar um passo
para dentro de si mesmo?!…
(Izo Goldman)
