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Docemente equilibrada,
ia a lua pelos ares,
qual linda concha embalada
pela corrente dos mares.
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(Gonçalves Dias)
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Docemente equilibrada,
ia a lua pelos ares,
qual linda concha embalada
pela corrente dos mares.
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(Gonçalves Dias)
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Maria da Graça Almeida
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Pipipipipipoquinha…
que chuvinha mais gostosa!
Corro logo pra cozinha,
nem disfarço… sou gulosa!
Pipipipipipoquinha…
grita o milho da pipoca!
Quente é o fundo da panela,
óleo ardente o sufoca.
Esfriando na janela,
já branquinho e com sabor,
o grãozinho da panela
transformou-se numa flor!
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Maria da Graça Almeida (Pindorama, SP)– escritora, poetisa, professora, pedagoga, formada em Educação Artística. Do portal de Maria Petronilho.
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Maria Alberta Menéres
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Andava o senhor vento
um dia pelo mar
encontrou um barquinho:
– Senhor vento, que força!
Olhe que me vai afundar!
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Andava o senhor vento
correndo pelo pinhal
quando ouviu um cuco:
– Senhor vento, que força!
Não me faça mal…
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Andava o senhor vento
soprando sobre o rio
encontrou uma gaivota:
– Senhor vento, que força!
Faz-me tanto frio!
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Andava o senhor vento
a deslizar sobre a neve
quando ouviu um floco:
– Senhor vento, que força!
Sinto-me tão leve!
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Andava o senhor vento
passeando no mês de Maio
quando ouviu um menino:
– Senhor vento, que bom!
Lá vai o meu papagaio!
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Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres de Melo e Castro (Portugal, 1930) nasceu na cidade de Vila Nova de Gaia. É professora, jornalista e escritora. Sua obra inclui poesia, contos, hisstórias em quadrinhos, teatro, novelas, e adaptação de clássicos da literatura.
Obras
Ficção
O Poeta Faz-se aos 10 Anos, 1973
A canção do vento, 1975
Hoje há Palhaços , 1977
Primeira Aventura no País do João, 1977
À Beira do Lago dos Encantos, 1995
Intervalo, 1952
Cântico de Barro, 1954
A Palavra Imperceptível, 1955
Oração de Páscoa, 1958
Água – Memória, 1960
Os poemas Escolhidos, s/d
A Pegada do Yeti, 1962
Poemas Escolhidos, 1962
Os Mosquitos de Suburna, 1967
Conversas em Versos , 1968
O poema O disse ao poema, 1974
O Robot Sensível, 1978
Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa, 1982
Semana sim,semana não,semana pumbas,1998
Clarinete
Figuras Figuronas, 1969
A Pedra Azul da Imaginação, 1975
A Chave Verde ou os Meus Irmãos, 1977
Semana Sim, Semana Sim, 1979
O Que É Que aconteceu na Terra dos Procópios, 1980
Um Peixe no Ar, 1980
O Trintão Centenário, 1984
Dez Dedos Dez Segredos, 1985
À Beira do Lago dos Encantos, 1988
Quem faz hoje anos, 1988)
Colecção “1001 Detectives– 15 volumes (em colaboração com Natércia Rocha e Carlos Correia), entre 1987/92
Sigam a Borboleta, 1996
100 Histórias de Todos os Tempos, 2003
Passinhos de Mariana, Edições Asa, 2004
“Camões, o Super Herói da Língua Portuguesa” 2010
Outra vez não!
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Ilustração, Circo, 1960, de Charles Sjoholm.–
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O circo está na cidade!
Que alegria! Quanta gente!
— Ah!… Quem dera que eu pudesse
ser criança novamente!
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(Roberto Fernandes)
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Todo dia de manhã,
Na primeira refeição,
Você deve comer sempre
Uma fruta da estação.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Vem o outono as folhas caem,
sopra o vento devagar.
Ilusões nunca se esvaem
ficam no mesmo lugar.
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(Therezinha Radetic)
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Ribeiro Couto
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Sabor de antigamente, sabor de família.
Café que foi torrado em casa,
Que foi feito no fogão de casa, com lenha do mato de casa.
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Café para as visitas de cerimônia,
Café para as visitas de intimidade,
Café para os desconhecidos, para os que pedem pousada,
para toda gente.
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Café para de manhã, para de tardinha, para de noite,
Café para todas as horas do riso ou da pena,
Café para as mãos leais e os corações abertos,
Café da franqueza inefável,
Riqueza de todos os lares pobres,
Na luz hospitaleira do Brasil.
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Em: Antologia Poética para a infância e a juventude, Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro:1961.
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Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto (Santos, 12 de março de 1898 — Paris, 30 de maio de 1963), mais conhecido simplesmente como Ribeiro Couto, foi um jornalista, magistrado, diplomata, poeta, contista e romancista brasileiro. Foi membro da Academia Brasileira de Letras desde 28 de março de 1934 (ocupando a vaga de Constâncio Alves na cadeira 26), até sua morte.
Obra
Poesia
O jardim das confidências (1921)
Poemetos de ternura e de melancolia (1924)
Um homem na multidão (1926)
Canções de amor (1930)
Noroeste e alguns poemas do Brasil (1932)
Noroeste e outros poemas do Brasil (1933)
Correspondência de família (1933)
Província (1934)
Cancioneiro de Dom Afonso (1939)
Cancioneiro do ausente (1943)
Dia longo (1944)
Arc en ciel (1949)
Mal du pays (1949)
Rive etrangère (1951)
Entre mar e rio (1952)
Jeux de L’apprenti Animalier. Dessins de L’auteur. (1955)
Le jour est long, choix de poèmes traduits par l’auter (1958)
Poesias reunidas (1960)
Longe (1961)
Prosa
A casa do gato cinzento, contos (1922)
O crime do estudante Batista, contos (1922)
A cidade do vício e da graça, crônicas (1924)
Baianinha e outras mulheres, contos (1927)
Cabocla, romance (1931);
Espírito de São Paulo, crônicas (1932)
Clube das esposas enganadas, contos (1933)
Presença de Santa Teresinha, ensaio (1934)
Chão de França, viagem (1935)
Conversa inocente, crônicas (1935)
Prima Belinha, romance (1940)
Largo da matriz e outras histórias, contos (1940)
Isaura (1944)
Uma noite de chuva e outros contos (1944)
Barro do município, crônicas (1956)
Dois retratos de Manuel Bandeira (1960)
Sentimento lusitano, ensaio (1961)
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Ilustração Maurício de Sousa.–
Esperando, apaixonado,
antes que a Lua desponte,
o Sol pinta de dourado
as paredes do horizonte!!!
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(Izo Goldman)
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Lírios brancos
Chris Wilmshurst (Inglaterra, contemp.)
aquarela
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Olhai os lírios do campo,
e vede quanta brancura!…
No entanto, suas raízes
mergulham na terra escura!
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(Zulmiro Vieira)
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Nossa terra e a terra lusa,
Na doce língua que as liga,
São cordas nas mãos da musa,
Cantando a mesma cantiga.
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(Dorothy Jansson Moretti)