Ilustração, Maurício de Sousa.
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Se um dia necessitares
Uma árvore derrubar,
Tu deves, no mesmo instante,
Plantar outra em seu lugar
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(Walter Nieble de Freitas)
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Se um dia necessitares
Uma árvore derrubar,
Tu deves, no mesmo instante,
Plantar outra em seu lugar
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(Walter Nieble de Freitas)
Ilustração Maurício de Sousa.—
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Maria Eugênia Celso
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Brancas, verdes, rajadinhas,
Amarelas,
As bolinhas
Vão rolando,
Vão dançando
Seja liso ou seja rude
O chão onde vão rolando
Lá vão elas, lá vão elas…
As bolinhas de gude.
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Brincam os meninos com elas,
Estão jogando
No jardim ou nas calçadas,
As bolinhas vão correndo
Azuis pardas, amarelas,
Rajadinhas,
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E tão vivas, tão ligeira, tão alegres e estouvadas
Que até fica parecendo
Que são elas
As bolinhas
Que com eles estão brincando.
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Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1968.
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Maria Eugênia Celso
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Maria Eugênia Celso Carneiro de Mendonça (São João Del Rey, Minas Gerais, 1886 – 1963), usou também o pseudônimo Baby-flirt. Jornalista, escritora, poeta, teatróloga e sufragista. Funcionária de carreira do Ministério da Educação e Cultura. Veio de Minas Gerais para Petrópolis, ainda criança, onde cursou o Colégio Sion. Em 1920 começou sua carreira jornalística no Jornal do Brasil. Participou ativamente do “Movimento Feminista”, em favor da emancipação política e social da mulher, dedicou-se ao assistencialismo junto às “Damas da Cruz Verde”, aparecendo como uma das lideranças que criaram a maternidade “Pro-Matre” do Rio de Janeiro. Batalhou pelo direito das mulheres ao voto. Faleceu em 1963.
Obra:
Em Pleno Sonho, poesia, 1920
Vicentinho, 1925
Fantasias e Matutadas, poesia, 1925
Desdobramento, poesia, 1926
Alma Vária, poesia
Jeunesse, poesia
O Solar Perdido, poesia, 1945
Poemas Completos, 1955
Diário de Ana Lúcia, prosa,
De Relance, crônicas
Ruflos de Asas, teatro
Síntese Biográfica da Princesa Isabel, biografia
Ilustração, Mark Arian—
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Zalina Rolim
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RAUL não sabe ler;
É um traquinas, que vive toda a hora
Pela campina em fora
A correr, a correr…
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Desde pela manhã,
Salta do leito em fraldas de camisa,
E por tudo desliza
Numa alegria sã.
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Nada de livros, não;
Para ele a campina, os passarinhos,
Os assaltos aos ninhos,
A pesca ao ribeirão
—
—
E as corridas em pós
Dos bezerros e cabras e novilhas,…
Rasgando ásperas trilhas,
Veloz, veloz, veloz!
—
—
Mas, um dia, ele viu
A irmãzita no livro debruçada,
E o som de uma risada
O ouvido lhe feriu.
—
—
Que teria, meu Deus!
Aquele grande livro tão pesado,
Ali dentro guardado,
Longe dos olhos seus?
—
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E aproximou-se mais.
Ceci, toda entretida na leitura,
Mostrava, rindo, a alvura
Dos dentinhos iguais.
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E o pequenito a olhar,
Mas debalde; no livro, aberto em frente,
Letras, letras, somente…
Raul pôs-se a chorar.
—
—
Pois não estava ali
Um livro injusto e mau, que até escondia
A causa da alegria
Da risonha Ceci?
—
—
Mas a irmã, tal e qual
Uma bondosa mãe ao filho amado,
Fê-lo assentar-se ao lado
E explicou-lhe o seu mal.
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—
E com tanta razão
Que, abrindo atento o livro misterioso,
Raul pediu, ansioso,
A primeira lição.
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Maria Zalina Rolim Xavier de Toledo — nasceu em Botucatu (SP), em 20 de julho de 1869.
Professora alfabetizadora transferiu-se com a família para São Paulo em 1893.
Educadora, entre 1896 e 1897, exerceu o cargo de vice-inspetora, do Jardim da Infância anexo à Escola Normal Caetano de Campos, em São Paulo.
Escreveu para diversas revistas femininas e jornais como A Mensageira, O Itapetininga, Correio Paulistano e A Província de São Paulo.
Faleceu em São Paulo, em 24 de junho de 1961.
Obras:
1893 – O coração
1897 – Livro das Crianças
1903 – Livro da saudade (organizado nesta data para publicação póstuma)
Do sucesso na subida
nunca te orgulhes demais
muito difícil na vida
é conservar o cartaz.
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(Gilka Machado)
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Teus olhos, duas continhas,
douradas, suavemente;
duas pérolas, miudinhas,
neste rostinho luzente.
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(Antônio Bispo dos Santos)
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Ora é canto, ora é lamento,
canção de amor em surdina,
esse sussurro de vento
nas ramas da casuarina.
—
( José Lucas Filho)
Ilustração, Walt Disney.
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Se tens à frente uma estrada,
não passes por um atalho,
que a vida só é gozada
à custa de muito trabalho.
—
(Luiz Evandro Innocêncio)
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A teia se expande e estica
porque a aranha o fio tece.
O milagre não se explica
e simplesmente acontece.
—
(José Augusto Fernandes)
Canato ( SP, Brasil, 1985)
Óleo sobre tela, 80 x 100 cm
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A cantiga da mucama,
que embalava o sinhozinho,
tinha mimo de quem ama,
de quem sofre tinha espinho.
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(Margarida Ottoni)
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Não creio ser necessário
explicar meu ideal…
— Por que é que canta o canário?
— Por que é que voa o pardal?
—
( Moysés Augusto Torres)