Ilustração Leyendecker.
Procurei a felicidade
por este mundo sem fim,
sem saber que na verdade
estava dentro de mim.
(José Carlos Dutra do Carmo)
Procurei a felicidade
por este mundo sem fim,
sem saber que na verdade
estava dentro de mim.
(José Carlos Dutra do Carmo)
Arca de Noé, 1978
Adelson do Prado (Brasil, 1944)
óleo sobre tela, 29 x 33 cm
Defendei, meu São Francisco,
os cachorrinhos e os gatos.
Protegei-os contra o risco
do abandono e dos maus-tratos.
(A. A. de Assis)
Luiz Infante
Era uma vez um grilo
que morava numa gaiola
em grande estilo.
De cri-cri em cri-cri
Foi vivendo tranquilo
A comer alface ao quilo,
Quase tão voraz
Como qualquer esquilo.
Respondendo ao protesto
Sobre o ruído que fazia,
Disse com ironia
“Se era silêncio que queria
Era só pedi-lo,
Que um grilo não é
Uma telefonia”
Em: Poemas Pequeninos para Meninas e Meninos, Luiz Infante, V. N. de Gaia: Gailivro: 2003, p 40
Rosas e jasmins em vaso de Delft, 1881
Auguste Renoir (França,1841-1919)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Hermitage, São Petersburgo
“O que pesa? a areia da praia e a tristeza.
O que é breve? o hoje e o amanhã.
O que é frágil? flores da primavera e a juventude
O que é profundo? o oceano e a verdade”
Christina Rossetti (1830-1894)
{Tradução: Ladyce West]
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Forsítia, 2020
Louise Baker (Canadá, contemporânea)
acrílica sobre tela, 61 x 61 cm
Ladyce West
A cor da esperança é o amarelo
que chega cedo nas flores da forsítia.
Singelos sinos em rebeldes galhos —
borboletas pousadas e vistosas —
brotam nas varas despidas do inverno.
Vence o frio, fura a neve e o solo congelado
traz consigo o aviso do destino
lembra sol, renovação e alegria
aponta radiante o porvir
encarna o sinal da primavera
que celebra só, altaneira e modesta.
Em: À meia voz, Ladyce West, Rio de Janeiro, Autografia: 2020, p. 35
Ricardo Kubrusly
há uma lua em são paulo outra no rio
duas iguais, mesma substância
uma no mar, outra entre rios
refletida na lama das marginais
uma se espreita nos arcos, se alonga
devora o passeio, se atira
nas águas. duas iguais criaturas
escalam o horizonte, eu: voo entreluas
Em: Acordanoite, Ricardo Kubrusly, Rio de Janeiro, Editora Seis: 1993, p.48

Depois que publiquei meu primeiro livro de poesias, todo mundo quer saber que poetas eu li, de quem eu gosto. A lista é grande. Mas aos poucos vou contando…. Obrigada pelo interesse.

Campo de trigo com corvos, 1890
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela, 101 x 50 cm
Van Gogh Museum, Amsterdã
Van Gogh III
Marialzira Perestrello
« Van Gogh le plus peintre de tous les peintres »
A. Artaud
Vincent-Antonin
Artaud-Van Gogh
Gênios, loucos?
Loucos geniais?
Eles queriam sua verdade
verdades vitais
mortais verdades
além de Tudo
aquém do Nada.
Não queriam a Morte
lutaram pela Vida
(Insanamente?)
Oh! Deus
como eram negros
aqueles corvos!
1990
Em: A música persiste, Marialzira Perestrello, Rio de Janeiro, Imago: 1995, p. 34
Festival de outono, 1915
Willard Leroy Metcalf (EUA, 1858-1925)
óleo sobre tela
“Lágrimas, inúteis lágrimas, não sei o que exprimem,
Lágrimas das profundezas de algum divino desalento
brotam no coração, e se acumulam nos olhos,
observando os radiantes campos do outono,
pensando nos dias que já se foram.“
Lord Alfred Tennyson (1809-1892), do poema conhecido como Tears, idle tears
Tradução: Ladyce West
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