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Capa da revista Fruit & Garden, década 1910.
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Um pássaro engaiolado
qualquer maldade suplanta.
Pois ele foi condenado,
simplesmente porque canta!
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(Hildemar de Araújo Costa)
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Capa da revista Fruit & Garden, década 1910.–
Um pássaro engaiolado
qualquer maldade suplanta.
Pois ele foi condenado,
simplesmente porque canta!
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(Hildemar de Araújo Costa)
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Dia dos Pais, eu desejo
que seja um dia de brilhos,
que a brisa leve o meu beijo
a cada pai e seus filhos!
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(Delcy Canalles)
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Monica faz justiça, ilustração de Maurício de Sousa.–
Neste mundo de cobiça,
o criminoso se esquece
que embora falhe a justiça,
sempre a verdade aparece.
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(Simeão Cohen)
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Aurélio d’Alincourt (Brasil, 1919-1990)
óleo sobre madeira, 46 x 38 cm
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Stella Leonardos
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Penugem de ave pequena.
No corpo fruta macia.
Na pele fresca açucena.
Na vida raiar do dia.
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Raio de luz, ilumina.
E sendo pássaro e planta
É inocência que germina,
É madrugada que canta.
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Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.11
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Ilustração Elizabeth Shippen Green.–
Plantei num vaso a esperança,
reguei de amor e carinho,
em vez da flor confiança,
nasceram dores do espinho.
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(Luiz Pereira de Faro)
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Dia das Mães…esse dia
já não tem o mesmo brilho.
Calou-se a voz que dizia
— Que Deus te abençoe, meu filho!
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(Hegel Pontes)
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Rio pedregoso, ilustração de Hergé.–
Já repararam que o rio,
quando vai a caminhar,
é nas pedras do caminho
que mais parece cantar?
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(Albercyr Camargo)
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Mãe e filho, ilustração de Jessie Willcox Smith.–
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Ribeiro Couto
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Cantando e ninando
A mãe adormece.
Que regaço brando!
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A sombra parece
Tutu marambaia
Com uma boca enorme.
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Que regaço brando!
O menino esquece
Que tem medo e dorme.
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Mas o anjo da guarda,
Que à noite não dorme,
No quarto não tarda.
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Anjo ou capitão?
Espada na cinta,
Ginete na mão.
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Põe junto da saia
Da mãe do menino
A espada a brilhar.
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Que espada medonha!
É para matar
Tutu marambaia?
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O menino sonha.
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Em: Antologia de poemas para a infância, vários autores, Rio de Janeiro, Ediouro:2004
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Ilustração de Christina Rossetti.–
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Fazenda Torrão de Ouro, 1990
Ferenc Kiss (Hungria/Brasil, 1944)
Óleo sobre madeira, 24 x 33 cm
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Cedo, na roça, estática, à janela,
Gozo destas manhãs a graça imensa;
E o sol, que é generoso, entra por ela
A dar topázios, sem pedir licença.
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A luz se expande e a vida se revela
No cafezal e na campina extensa;
Ouço mugirem bois junto à cancela
E o gorjeio das aves que se adensa.
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No fio além do telefone, em linha
Como rosários, cantam andorinhas,
Saudando o sol na fímbria do levante.
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E pelo branco laranjal em flor
Semeia o vento o pólen fecundante
Sobre corolas sôfregas de amor…
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Em: 232 Poetas Paulistas:antologia, ed. e col. Pedro de Alcântara Worms, São Paulo, Conquista: 1968, p. 143
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Irene Ferreira de Sousa Pinto (Brasil, SP, 1887- RJ, 1944) Nasceu em Amparo, no estado de São Paulo em 1887. Poetisa e escritora.
Obras:
Primeiros vôos, 1917
Rosa-maria, 1920