Trova da roubalheira

24 02 2026
Jornal até bandido lê! Ilustração de Walt Disney, Irmãos Metralha.

 

 

 

“Se um louco inventasse, um dia,
 
vacina “anticorrupção”,

alguém o condenaria:
 
crime de “contrainvenção”!”
 
 
(José Ouverney)




Trova de Carnaval

17 02 2026

 

 

O sonho que eu tive um dia

e que a minha alma alegrou,

hoje é só a fantasia

de um carnaval que passou…

 

(Luiz Rabelo)

 

 

LUIZ RABELO





Trova de Carnaval

16 02 2026

 

 

Nos teus sambas e folias,

meu carnaval feiticeiro,

a gente esquece em três dias

as mágoas de um ano inteiro!

 

(José Maria Machado de Araújo)

 





Trova do Carnaval

15 02 2026
Ilustração de Margret Boriss

 

 

Meu carnaval se repete

com a mesma Colombina:

faço dos versos confete

e da trova – serpentina.

 

(José Valeriano Rodrigues)

 





Trova do vento

9 02 2026
Ilustração de Rie Cramer. 

 

 

Rege o vento na floresta

fagotes, trompas, clarins,

enquanto a brisa, modesta,

toca flauta nos jardins…

 

 

(Orlando Brito)





Trova do caminho

26 01 2026

 

 

Estas pedras que me atiram

no decurso da jornada

embora todas me firam,

vão calçando a minha estrada.

 

(Pedro Viana Filho)





Trova do verão

23 01 2026
Capa da Revista St. Nicholas, de agosto de 1917, por H. Ayres.

Praia cheia, muita gente,

curtindo a bela estação;

suco gelado, sol quente,

tranquilidade. É verão.

 

(Argemira Fernandes Marcondes)





Verdes vozes, poesia de Maria Dinorah

20 01 2026

A floresta, 1978

Rosina Becker Do Valle (Brasil, 1914-2000)

óleo sobre tela, 65 x 46 cm

 

 

Verdes e Vozes

 

Maria Dinorah  

 

 

Escutem as vozes

Escutem os rios no meio dos ramos

os risos chegando sabiás, tico-ticos

das águas correndo pardais, gaturamos…

das pedras

cantando

 

Escutem os grilos

Escutem! Escutem! crilando serestas

Com presa e vagar! nos vãos das janelas

Há monstros

 

humanos das horas em festa!

Fazendo-os calar! E se eles calarem num frio de repente,

quem vai pintar sonhos nos sonhos da gente?

 

 

Em: Ver de  ver, Maria Dinorah, 1992. Editora FTD





Limbo, poema de Mara Senna

13 01 2026

Natureza morta com pães, 1969

Johannes Hendrick Eversen (Holanda, 1906-1995)

óleo sobre tela, 41 x 61 cm

 

 

Limbo

 

Mara Senna

 

 

Pão dormido vira pedra.

Amor também.

Se achas que não,

explica-me, então.

Deve haver algum lugar

para onde vão

as histórias de amor

sem continuação.

 

 

Em: Ensaios da tarde.  Ribeirão Preto, SP: Editora Coruja, 2012. 





Trova da margarida

9 01 2026

 

Margarida vai passando
no seu traje original.
Pensa que está abafando,
parece um pavão real…

 

(Anônima, folclore nacional, cantiga de roda)