Vittorio Gobbis (Itália, 1894- Brasil,1968)
óleo sobre tela, 45 x 55 cm
Barcos ancorados junto ao Aterro do Flamengo, 2010
Mauro Ferreira (Brasil, 1958)
óleo sobre tela, 70 x 100 cm
Gato com bola
Vicente Do Rego Monteiro (Brasil, 1899-1970)
óleo sobre tela, 65 X 80 cm
Marina Colasanti
No alto do muro
pulando no escuro
miando no mato
entrando em apuro
é o gato, seguro.
De antigo passado
e jeito futuro
movimento puro
ar sofisticado
é o gato, de fato.
Só pode ser gato
esse bicho exato
acrobata nato
que só cai de quatro.
Maria Sherbinina(Rússia, 1965)
óleo sobre tela, 72 x 80 cm
Francis Carco
Arie Azene (Israel, 1934)
óleo sobre tela
Nagai Kafu
Nagai Kafu (1879-1959)
Bia Betancourt (Brasil, 1963)
acrílica sobre tela, 70 x 180 cm
“Uma das coisas da África de que mais sinto saudade é meu golfe com Dr. Kwaku no campo mirrado de Ikiri. Sinto falta do golfe e da cerveja na ladeira do clube, assistindo ao por do sol.Por que será que gosto de golfe? Não é um esporte estrênuo o que é uma vantagem. O grande benefício é que, ainda que o sujeito não seja um exímio jogador, é ainda possível que realize jogadas no mesmo nível daquelas dos grandes jogadores mundiais. Lembro que um dia eu tinha levado um fragmentário sete à paridade quatro no oitavo buraco em Ikiri e me posicionei para o curto nono, uma paridade três, com um seis-ferro. Morrendo de calor, suado e irritado, balancei, golpeei, a bola planou, quicou uma vez no marrom e caiu no buraco. Um buraco em um. Foi a tacada perfeita — não dava para ninguém fazer melhor, nem mesmo o campeão mundial. Não consigo pensar em nenhum outro esporte que dê ao amador a chance da perfeição. Aquela jogada me deixou feliz por um ano, todas as vezes que eu me lembrava dela….”
Em: As aventuras de um coração humano, William Boyd, Rio de Janeiro, Rocco: 2008, tradução de Antônio E. de Moura Filho, p. 421-22.
Virgílio Dias (Brasil, 1956)
óleo sobre tela, 70 x 100 cm