O mundo animal de Arthur Wardle

4 02 2018

 

 

 

ARthur wardle, fisPrimeiro banho

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 

 

Arthur Wardle foi uma dos mais conhecidos pintores ingleses de animais no início do século XX Retratou um grande número deles indo muito além dos animais domésticos e de sítios e fazendas, tema característicos dos pintores da época. Mas, foi um passo além, especializando-se também no retrato de animais selvagens, de habitats exóticos típicos de diferentes continentes. Usou com maestria tanto as aquarelas, óleos ou pasteis para retratá-los.

 

 

2011_CSK_02590_0005_000(arthur_wardle_ri_rbc_wait_and_see)Espere e veja, 1913

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleo sobre tela, 40 x 56 cm

 

 

lição de leituraLição de leitura, 1892

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleo sobre tela, 50 x 61 cm

 

 

arthur-wardle-the-green-pillowA almofada verde

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleo sobre tela, 45 x 60 cm

 

 

RECEM-CHEGADOSRecém-chegados

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleo sobre tela, 63 x 76 cm

 

 

lady,deerSenhora com corças, 1927

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleo sobre tela, 69 x 57 cm

 

 

H0442-L70890132Retrato de dois King Charles Spaniels

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleo sobre tela, 54 x 34 cm

 

 

arthur-wardle-farmyard-friendsAmigos da fazenda

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleo sobre madeira, 28 x 38 cm

 

 

pacienciaPaciência

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleo sobre madeira, 60 x 85

 

 

gansosGansos em dia de verão

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleo sobre madeira, 28 x 37 cm

 

 

do lado de fora.jpg

Do lado de fora

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleos sobre tela

 

 

H4534-L46397505Leopardos

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleos sobre tela, 66 x 96 cm

 

 

elefantesElefantes

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleos sobre tela, 66 x 96 cm

 

 

terrier e caçaTerrier orgulhoso de suas presas

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleos sobre tela, 56 x 46 cm

 

 

com espaço para correrCom espaço para correr

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleos sobre tela, 66 x 38 cm

 

 

pequinês na almofada azulUm pequinês na almofada azul

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleos sobre madeira, 29 x 29 cm

 

 

H0046-L13315851A favorita

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleos sobre tela, 51  x 61 cm

 

 

Arthur Wardle 1Uma questão de família

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleos sobre tela, 51  x 61 cm

 

 

leõsLeões no rio

Arthur Wardle (GB, 1864-1949)

óleos sobre madeira, 14  x 22 cm





Domingo, um passeio no campo!

14 01 2018

 

 

 

FUNCHAL GARCIA (1899 - 1979) - No caminho de são Thomé das Letras - MG, óleo s tela, 74 x 100No caminho de São Thomé das Letras, MG

Funchal Garcia (Brasil, 1889-1979)

óleos sobre tela, 74 x 100 cm





Imagem de leitura — Ivan Alifan

8 01 2018

 

 

 

01Você perde o que não segura

Ivan Alifan (Rússia, 1989)

óleo sobre tela





O mundo animal de Edgar Hunt

7 01 2018

 

 

 

(c) Museums Sheffield; Supplied by The Public Catalogue FoundationCão e pombos, 1898

Edgar Hunt (GB, 1876 – 1953)

óleo sobre tela, 51 x 76 cm

Museums Sheffield

 

Primeira postagem do ano da seleção de telas de pintores conhecidos por retratar animais. Aqui temos alguns dos trabalhos de Edgar Hunt, pintor inglês dos séculos XIX e XX (1876-1953). Pintou principalmente animais da fazenda, com particular interesse nos galináceos e em cenas gentis, bucólicas da vida no campo.

 

 

Edgar Hunt 1

Esperando pelo almoço, 1898

Edgar Hunt (GB, 1876 – 1953)

óleo sobre tela, 61 x 45 cm

Wolverhampton Art Gallery

 

 

Edgar Hunt, uma vista melhorUma vista melhor, 1899

Edgar Hunt (GB, 1876 – 1953)

óleo sobre tela

 

 

Tug of warCabo de guerra

Edgar Hunt (GB, 1876 – 1953)

óleo sobre madeira, 15 x 23 cm

 

 

 

Edgar Hunt5, melhores amigosMelhores amigos, 1918

Edgar Hunt (GB, 1876 – 1953)

óleo sobre madeira, 15 x 23 cm

 

 

(c) Dover Collections; Supplied by The Public Catalogue FoundationBrincando com a morte, 1945

Edgar Hunt (GB, 1876 – 1953)

óleo sobre tela, 29 x 44 cm

Dover Collection

 

 

hunt 8Burrico, pôneis e galináceos, 1934

Edgar Hunt (GB, 1876 – 1953)

óleo sobre tela,  51 x 76 cm

 

 

justtime edgar huntNa hora certa, 1903

Edgar Hunt (GB, 1876 – 1953)

óleo sobre tela,  50 x 68 cm

Sunderland Museum & Winter Gardens

 

 

edgar-hunt-the-farmers-sonO filho do fazendeiro, 1898

Edgar Hunt (GB, 1876 – 1953)

óleo sobre tela,  76 x 115 cm

 

 

 





Um encontro inesperado, W. Somerset Maugham

30 12 2017

 

 

Alfred Lyndon Grace (British, 1867-1949) After Dinner, Port and PipesDepois do jantar, porto e cachimbos

Alfred Lyndon Grace (GB, 1867-1949)

óleo sobre tela, 61 x 76 cm

 

 

“Minha segunda aventura foi do gênero humorístico. Estava sendo conduzido através da zona rural por uma mulher que muito fazia, como algumas outras inglesas e americanas caridosas, para melhorar a sorte dos infelizes refugiados; como principiasse a fazer-se tarde, eu disse que precisava tratar de arranjar um quarto em algum hotel, para passar a noite.

–Não se preocupe com isso — respondeu ela. — Tenho uns primos distantes que moram nestas redondezas e o acolherão com prazer. São provincianos, gente muito siples, mas ótima, e lhe darão um bom jantar.

— Muito gentil da parte deles — retruquei.

Minha companheira não mencionou o nome dos seus parentes e não me ocorreu perguntar-lho. Do que ela havia dito depreendi que se tratava de gente pobre que vivia muito modestamente; foi, por isso, uma surpresa para mim quando, ao anoitecer, entramos numa cidadezinha e paramos diante de uma casa que, ao lusco-fusco, tinha um aspecto assaz imponente. Fomos recebidos por um homem gordo, de estatura baixa, xom um rosto vermelho de feições comuns. Trajava uma roupa preta que não lhe sentava muito bem e tinha a aparência de um típico burguês francês. Conduziu-me a um quarto bem aquecido, confortavelmente mobilado, e notei com satisfação que havia um banheiro ao lado. Disse-me ele que o jantar era às sete e meia. Tomei um banho e, como me sentisse muito cansado, dormi um pouco. À hora marcada desci e tratei de encontrar o living, em cuja lareira ardia um belo fogo de troncos. Meu anfitrião, que ali se achava, ofereceu-me um cálice de xerez. Afundei-me numa vasta poltrona.

— Encontrou uma garrafa de conhaque no seu quarto? — perguntou-me ele.

— Não procurei — respondi.

— Sempre tenho uma garrafa de conhaque em todos os quartos de dormir da casa, até nos quartos das meninas. Elas nunca tocam nessas garrafas, mas agrada-me saber que as têm consigo.

Achei a ideia esquisita, mas não disse nada. Pouco depois o meu cicerone feminino entrou em companhia de uma senhora morena e magra, a quem fui apresentado. Era irmã do dono da casa, mas não lhe apanhei bem o nome. De algumas frases pronunciadas durante a conversa inferi que o meu anfitrião era solteiro e a irmã hospedara-se em sua casa com duas filhas pelo tempo que durasse a guerra, pois seu marido tinha sido mobilizado. Rumamos para a sala de jantar, onde já nos aguardavam duas mocinhas, respectivamente de quatorze e quinze anos presumíveis, com uma empertigada governanta. Fomos servidos por um velho mordomo e uma criada.

— Abri em sua intenção o meu último garrafão de clarete, um Château-Larose de 1874 — disse o dono da casa.

Eu nunca tinha visto ainda um garrafão de clarete. Fiquei impressionado. O vinho era delicioso. Para um parente pobre, pareceu-me que o dono da casa ia bastante bem de vida. A comida era excelente — verdadeira comida francesa do campo, copiosa, talvez um tantinho pesada e muito temperada, mas saborosíssima. Um dos pratos estava tão bom que não pude deixar de comentá-lo.

— Estimo que tenha gostado — disse o anfitrião. — Na minha casa todos os pratos são cozidos com conhaque.

Começou a parecer-me que aquela casa era realmente muito estranha e desejei, mais do que nunca, saber quem era o hospitaleiro indivíduo. Terminamos de jantar e tomamos um cafezinho, após o que o mordomo trouxe uns copos grandes e uma imensa garrafa de conhaque. Eu já tinha ingerido uma boa quantidade de clarete e, em vista de me achar entre estranhos, achei prudente não tomar mais álcool. Recusei, portanto, o conhaque.

— Como! — exclamou o meu anfitrião, caindo para trás na poltrona. — O senhor vem passar a noite em casa de Martell e enjeita um copo de conhaque!

Eu havia jantado em casa do maior negociante mundial de conhaque.

— E olhe bem! — acrescentou ele. — Este conhaque não está à venda. É um tipo que eu reservo para o meu consumo particular.

Diante disso, força me foi abandonar a minha circunspecção.  O resto do serão passou-se bem depressa, ouvindo-lhe contar o romântico episódio do descobrimento do conhaque e os dois séculos de história da sua firma. Parti no dia seguinte, com um cordial convite para voltar quando a guerra houvesse terminado.”

 

Em: Assunto pessoal, William Somerset Maugham, Globo: 1959, tradução de Leonel Vallandro, pp 93-96

 





Ontem foi dia de feira, mas não fui…

28 12 2017

 

 

 

COMIDA Georg Flegel, magd_beim_glaeserwaschenNatureza morta com serviço de gala e copeira,  c. 1597

Georg Flegel (Alemanha, 1563–1638) e Martin van Valckenborch? (Alemanha,1535–1612)

óleo sobre madeira, 91 x 120 cm

Coleção Particular

 

Pois é, era dia de feira, mas com o Natal a cozinha estava muito cheia de guloseimas.  Aproveito para mostrar o estado pós-Natal da minha cozinha, usando  os trabalhos de Georg Flegel.

 

Basket with SnailsCesto com frutas e caracóis (escargots), década de 1620

Georg Flegel (Alemanha, 1563–1638)

óleo sobre madeira, 25 x 38 cm

Museu Troppau, República Checa

 

 

Georg Flegel, Obst und Krebse - Georg Flegel / Fruit and Crabs -Natureza morta com frutas e langostinos

Georg Flegel (Alemanha, 1563-1638)

Óleo sobre chapa de carvalho, 35 x 48 cm

National Gallery, Praga

 

 

G.Flegel/Großes Schauessen/Stilleben1622 - G.Flegel / Large Food Display / 1622 -Grande vista

Georg Flegel (Alemanha, 1563-1638)

Óleo sobre folha de cobre, 78 x 67 cm

Alte Pinakothek, Munique

 

 

AKG5060534Natureza Morta, c. 1625-1630

Georg Flegel (Alemanha, 1563-1638)

Óleo sobre madeira, 27 x 34 cm

Metropolitan, Nova York

 

 

still_lifeNatureza Morta com camundongo e pássaro

Georg Flegel (Alemanha, 1563-1638)

Óleo sobre madeira, 28 x 42 cm

Coleção Particular

 

 

AKG860247Refeição com morangos, nozes, pão, manteiga e vinho

Georg Flegel (Alemanha, 1563-1638)

Óleo sobre madeira, 22 x 37 cm

Coleção Particular

 

Flegel_-_Stilleben_mit_Käse_und_KirschenNatureza morta com queijo, cerejas e libélula, 1635

Georg Flegel (Alemanha, 1563-1638)

Óleo sobre madeira, 18 x 25 cm

Staatsgalerie, Stuttgart

 

 

 

 

 





“Erda, a schnauzer”, W. Somerset Maugham

26 12 2017

 

 

 

ba7de7a2c670L. Riedler circa 1900Como isso acabará?, c. 1900 *

L. Riedler (Alemanha, meados do século XIX)

óleo sobre painel de madeira, 26 x 25 cm

 

 

“Havia diversos cães rasteiros na casa, nunca menos de quatro, mas quando nascia uma nova ninhada, me antes dos cachorrinhos terem bastante idade para ser dados de presente aos conhecidos, o seu número elevava-se por vezes a dez. A linhagem começara anos atrás com um elegante animalzinho de cor castanha clara, chamado Elsa, em homenagem à exasperante heroína do Lohengrin e todos os seus descendentes tinham recebido nomes wagnerianos.  Elsa era agora uma matrona de idade respeitável e deveria ter juízo; seu aspecto era, com efeito, sossegado, mas ainda ardiam nela as chamas da mocidade como, infelizmente, sucede muitas vezes com a fêmea da espécie humana depois que a idade lhe embotou de maneira por demais visível a infinita variedade, e em certas quadras do ano, era difícil fazer-lhe ver que, tendo posto no mundo uma progênie tão numerosa, convinha agora dar por terminada a sua missão. Tantos filhos e netos tivera que se tornava cada vez mais trabalhoso encontrar-lhes nomes adequados, e Erda recebera o seu porque não pudemos imaginar outro.  Era preta e bege, pequenina, com uma bela cabeça, mas com um corpo atarracado que herdara do pai, o qual pertencia a um arquidiácono e, apesar do seu pedigree inatacável, adquirira, devido a essa ligação com a igreja anglicana, uma aparência maciça e algo pomposa. Erda pertencia a uma ninhada de seis cachorros e, por motivos que só ela conhecia, adotara-me desde tenra idade como sua posse exclusiva. Indignava-se quando me via dispensar atenções aos outros dachs e, se eu insistia, cortava toda relação comigo por um ou dois dias. Teimava em dormir na minha cama, não nos pés como costuma fazer todo dachs bem comportado, mas no meio, com grande inconveniente para mim, e todas as reclamações que eu fazia eram inúteis. Estava convencida de que aquele lugar era seu de direito. Seguia-me como uma sombra. Quando tinha três meses, acompanhara-me uma vez em que fui tomar banho de mar. Mergulhei do alto de uma pedra e, pensando que eu me afogaria, infalivelmente, ela saltou na água para me salvar. Mas o elemento lhe era completamente estranho e assustou-se. Tentou  sair, mas a pedra era íngreme e não pode trepar por ela; foi tomada de pânico e quando a agarrei, debateu-se violentamente  no seu terror. Tive alguma dificuldade de levá-la para terra firme. Desde então, acompanhava-me sempre durante parte do caminho, mas quando percebia a minha intenção parava, ladrava-me uma ou duas vezes para me advertir do perigo e abalava para casa o mais depressa que podia. Seu pensamento era claro: se esse imbecil faz questão de se afogar, eu pelo menos não quero estar presente.

Quando Erda via trazerem para baixo malas e maletas, compreendia que eu ia ausentar-me, punha-se a vaguear triste e amuada pela casa; mas quando eu regressava a sua alegria era tumultuosa. Corria como doida pelo aposento, saltava sobre mim e deitava-se de costas para que eu lhe afagasse o ventre; mas no meio dessas festas lembrava-se de que eu fora tremendamente injusto em abandoná-la e punha-se a soluçar. Isso era tocante ao extremo e fazia com que eu me sentisse em bruto egoísta. Ela nunca amou ninguém senão a mim. Nas estações apropriadas tinham-lhe sido arranjados casamentos com noivos de incomparável beleza e da mais aristocrática linhagem, mas Erda invariavelmente lhes recebia as propostas com tão violenta hostilidade que desencorajava até o mais ardoroso pretendente. Talvez pensem que os seus gostos eram vulgares e que não teria ficado indiferente às persuasões de um admirador plebeu. Seria fazer-lhe injustiça. Mastins, schnauzers, alsacianos, cães-d’água, terriers, a todos repeliu e, como a grande filha de Henrique VIII, a Rainha Virgem, optou por uma vida de celibato.”

 

Em: Assunto pessoal, William Somerset Maugham, Globo: 1959, tradução de Leonel Vallandro, pp 49-51

 

 

* um de um par

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É assim que acabará, c. 1900 *

L. Riedler (Alemanha, meados do século XIX)

óleo sobre painel de madeira, 26 x 25 cm

 





Desenvolvendo um romance, W. Somerset Maugham

18 12 2017

 

 

 

Claude Andrew CalthropVelhas cartas e folhas secas

Claude Andrew Calthrop (Inglaterra, 1845-1893)

óleo sobre tela

Christopher Wood Gallery, Londres

 

 

“Só consigo escrever algo quando disponho de amplo e sólido cabedal de informações com que trabalhar. Esperava que essa visita me permitisse dar um pouco de forma às profusas impressões que havia colhido e completar a trama que se esboçava vagamente na minha fantasia. Decidi não trabalhar enquanto não estivesse na Índia; até então, brincaria com as ideias que me acudiam ao espírito e trataria de conhecer mais intimamente as criaturas da minha imaginação que deviam tomar parte na narrativa. É esse o setor da atividade do romancista que lhe proporciona o mais puro prazer; não envolve nenhum trabalho e nenhuma responsabilidade ; o exercício fácil e espontâneo da faculdade criadora enche-o de exultação e o mundo inventado por ele é tão real que faz com que o mundo de verdade pareça um tanto vago e nebuloso, tornando-se-lhe difícil levar a sério. Esse mundo do romancista é tão importante e tão rico que ele se sente inclinado a protelar indefinidamente o dia em que, empunhando por fim a pena, terá de quebrar o encanto e permitir que o seu mundo pessoal e completo se perca no mundo comum a toda gente.”

 

 

Em: Assunto pessoal, William Somerset Maugham, Globo: 1959, tradução de Leonel Vallandro, pp 8-9





Flores para um sábado perfeito!

4 11 2017

 

 

Cassio Antunes oleo-s-tela-vaso-com-flores-40x50cmVaso com flores, 2013

Cássio Antunes (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

 

 





Ricardo Lísias sobre Nobel de Ishiguro

6 10 2017

 

 

122-Carolina-Wren-Bird-Painting-Collectible-BooksIvanhoé

Camille Engel (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela,  50 x 40 cm

 

 

“O Prêmio Nobel a Kazuo Ishiguro destaca não apenas um romancista notável, cheio de recursos e muito lúcido, mas também uma consciência que está o tempo todo nos avisando, através da forma literária, de que há algo de muito perigoso se movimentando debaixo dos nossos olhos.  Uma excelente escolha, que dá um pouco de fôlego em um tempo que parece sufocado por conservadorismos tacanhos e violentos. Ishiguro é o contrário disso: ele é excelente.”

 

Em: “Um pouco de fôlego num momento conservador“, Ricardo Lísias, O Globo, Segundo Caderno, página 2; 6 de outubro de 2017.