Palavras para lembrar — Douglas Jerrold

12 03 2012

Josefina lendo, 1953

Antonio López Garcia (Espanha, 1936)

“Um livro é um companheiro abençoado, — um livro que, propriamente escolhido, é um amigo para a vida inteira, … um livro que, ao primeiro contato, derrama seu coração no nosso”. 

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Douglas Jerrold





Palavras para lembrar — Cervantes

11 03 2012

O vestido azul, 2006

Helena De Groot (Holanda, contemporânea)

óleo sobre madeira, 65 x 45 cm

www.helenadegroot.com

“Ver muito e ler muito aviva o engenho do homem.”

Cervantes





Palavras para lembrar — provérbio chinês

10 03 2012

Nu lendo, s/d

Theodor Pallady ( Romênia, 1871-1956)

óleo sobre tela

“Ler um livro pela primeira vez é fazer um novo amigo, ler um livro pela segunda vez é se encontrar com um velho amigo”.

Provérbio chinês





Palavras para lembrar — Jeremy Collier

9 03 2012

A pequena lua amarela, s/d

Denis Chiasson (Canadá, contemporâneo)

óleo sobre tela, 60 x 30 cm

“Os livros nos dão apoio na nossa solidão e nos livram de sermos um peso para nós mesmos”.

Jeremy Collier





Imagem de leitura — Emanuel Phillips Fox

8 03 2012

O caramanchão, 1910

Emanuel Phillips Fox ( Austrália, 1865-1915)

óleo sobre tela

Emanuel Phillips Fox nasceu em Melbourne, Austrália em 1865. Estudou arte na National Gallery School em Melbourne de 1878 a 1886 com o pintor G. F. Folingsby.  Em 1886 viajou para Paris onde se inscreveu como aluno na Académie Julian. Estudou também na École des Beaux-Arts de 1887a 1890 em Parus onde foi aluno de dois dos maiores pintores clássicos da época:com William-Adolphe Bouguereau e Jean-Léon Gérôme. Adotou, depois disso,  o impressionismo e quando retornou à Austrália em 1892 abriu a Melbourne Art School com Tudor St George Tucker, onde ensinou as idéias e tecnicas que havia aprendido na Europa.  Tornou-se um dos mais influentes pintores australianos do início do século XX.  Faleceu em outubro de 1915.





Palavras para lembrar — Rose Macaulay

8 03 2012

Susie em Chicago, 1993

Carlos Aldana (Guatemala, 1938)

Aquarela, 17 x 25 cm

“Muita gente lê e gosta de ficção.  Não sobrecarrega a inteligência e a inteligência da maioria de nós já está tão sobrecarregada que qualquer material que evite essa imposição é bem-vindo”.

Rose Macaulay





Imagem de leitura — Gustave Claude Etiènne Courtois

7 03 2012

A máscara japonesa, 1884

Gustave Claude Etienne Courtois (França, 1852-1923)

óleo sobre tela, 63 x 58 cm

Gustave Claude Etiènne Courtois nasceu em 1852.  Logo na infância já demonstrava gosto pelo desenho.  Estudou então na Escola Municipal de Desenho em Vesoul. Encorajado por Gerôme, Courtais entrou para a Escola de Belas Artes em Paris. Ganhou seu lugar nas artes visuais como um pintor realista, especializado em retratos e pintura histórica.  Faleceu em 1923.





Palavras para lembrar — Anna Quindlen

7 03 2012

O abade Prévost lendo Manon Lescaut, 1856

Joseph Caraud ( França, 1821-1905)

óleo sobre tela

“Eu seria feliz se os meus filhos crescessem para ser do tipo de pessoas que pensam que decorar um cômodo consiste em construir mais estantes”.

Anna Quindlen





Imagem de leitura — Thomas Waterman Wood

6 03 2012

Negligenciando o trabalho, 1883

Thomas Waterman Wood (EUA, 1823-1903)

óleo sobre tela

Thomas Waterman Wood nasceu em Montpelier, no estado de Vermont, em 1823.  Morando numa pequeníssima comunidade, foi só já adulto, quando pode ir para Boston, que começou a estudar pintura, com o pintor retratista Chester Harding.  Já na década de 1850 conseguiu fundos suficientes para ir à Europa estudar os trabalhos dos grandes pintores europeus em Londres, Paris, Roma e Florença.  No seu retorno aos EUA, estabeleceu-se na cidade de Nova York.  Obteve bastante sucesso como pintor retratista e de gênero. Ficou conhecido pelos retratos de figuras na rua, tratando dos seus afazeres como o que aparece na foto acima. Faleceu em 1903.





Uma boa ação do Presidente Nilo Peçanha, texto escolar

6 03 2012

No tempo das diligências, 1971

Haydéa Santiago (Brasil, 1896 –1980)

óleo sobre tela, 48 x 55 cm

Uma boa ação do Presidente Nilo Peçanha

Seja sempre patriota

Nilo Peçanha foi um dos grandes vultos fluminenses. Natural de Campos, sua vida foi um exemplo de amor ao trabalho e de dedicação ao serviço da Pátria. De origem humilde, atingiu aos mais altos postos da política e da administração, pois foi deputado, senador, ministro, presidente do Estado do Rio, vice-presidente e presidente da República. E morreu pobre, mas cercado da admiração de seus conterrâneos.

Nilo Peçanha era um homem simples e bondoso. Vou contar-lhes um episódio, relatado por Assis Cintra, que bem exprime o quanto era generoso o seu coração.

“Indo ele, certa vez, presidir a uma solenidade, a sua carruagem atropelou um garoto imprudente, filho de uma lavadeira.

O presidente mandou parar a carruagem, desceu dela, apanhou o garoto nos braços, e deu ordens ao condutor que rumasse para uma casa de saúde. Lá chegando, entregou o pequeno ao gerente do Hospital e ordenou-lhe que chamasse com urgência um operador para cuidar da criança. Não poupassem despesas. E mandassem ao Palácio, diariamente, notícias do doente. Todas as despesas por sua conta.

Depois de curado, o menino foi com a mãe ao Catete.  Nilo Peçanha recebeu a lavadeira e o garoto:

— Este menino está na escola senhora?

— Não, Sr. Presidente.

—  E por que? É um garoto inteligente.  Deve ir para a escola.

— Sr. Presidente, o meu filho é que carrega a roupa que lavo, entregando-a aos fregueses.  Não o pus na escola por esse motivo.

— Pois o seu filho fica por minha conta.  O menino é vivo e aproveitável.

Assim, o Presidente pôs no Colégio Pedro II o garoto que muito prometia. Quando deixou a presidência da República, Nilo Peçanha continuou a custear a educação do filho da lavadeira. Terminados os preparatórios, já moço, o protegido de Nilo Peçanha procurou-o, pedindo que lhe indicasse uma escola superior: Direito, Medicina, Engenharia…

Nilo respondeu:

— Você escolha a carreira que quiser.  Não me deve nada.  Quis aproveitar a sua inteligência em favor da Pátria. Se me é grato, seja sempre patriota.”

Em: Vamos estudar? Theobaldo Miranda Santos, para a 3ª série do curso primário,Rio de Janeiro, Agir:1957.

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O texto acima vem acompanhado dos seguintes ítens, para uso na sala de aula:

Vocabulário:

Humilde = modesto

Postos = cargos, posições

Conterrâneos = pessoas que residem na mesma terra ou estado.

Episódio = fato, acontecimento

Relatado = narrado, contado

Solenidade = cerimônia

Vivo = esperto, inteligente

Em favor = em benefício

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QUESTIONÁRIO

Quem foi Nilo Peçanha? Que aconteceu quando ele ia presidir a uma solenidade? Que fez Nilo Peçanha?  Que aconteceu depois?  Que respondeu Nilo Peçanha ao seu protegido?

Retrato de Nilo Peçanha, 7º Presidente do Brasil

Auguste Petit (França, 1844 — Brasil, 1927)

óleo sobre tela, 65 x 54 cm

Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, Niterói.