Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

16 10 2015

 

 

Felisberto Ranzini - Rio de Janeiro - Óleo sobre cartão - 11 x 16 cm ...Paisagem carioca com o Corcovado ao fundo

Felisberto Ranzini (Brasil, 1881-1976)

óleo sobre cartão, 11 x 16 cm





Domingo, um passeio no campo!

11 10 2015

 

 

FRANCISCO AURELIO DE FIQUEREDO E MELO (Areia, 1856 - Rio de Janeiro, 1916) - Paisagem.ost, 88 x 67 cm.Paisagem

Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo (Brasil, 1856-1916)

óleo sobre tela, 88 x 67 cm





Domingo, um passeio no campo!

27 09 2015

 

José Pancetti, Beira do lago, 1944, ost, 54x65Beira do lago, 1944

José Pancetti (Brasil, 1902-1958)

óleo sobre tela, 54 x 65 cm





Domingo, um passeio no campo!

20 09 2015

 

João Baptista da Costa (Brasil,1865-1926)Sapucaieiras, ost,Sapucaieiras

João Batista da Costa (Brasil, 1865-1926)

óleo sobre tela





Domingo, um passeio no campo!

30 08 2015

 

 

FUNCHAL GARCIA - Paisagem Interior de Floresta, pintura a óleo sobre tela, med. 55 x 66cmPaisagem no interior da floresta

Funchal Garcia (Brasil, 1889-1979)

óleo sobre tela, 55 x 66 cm





Domingo, um passeio no campo!

16 08 2015

 

 

DELLA MONICA - Paisagem rural Óleo sobre madeira ,31,10 x 37,30Paisagem rural, s.d.

Virgílio Della Monica (Brasil, 1889-1956)

óleo sobre madeira, 31 x 37 cm





Domingo, um passeio no campo!

2 08 2015

 

 

DI CAVALCANTI, Emiliano (1897-1976) - Paisagem de Petrópolis, o.s.t. - 35 x 28 cm. Assinado cie e verso, datado 1963 e localizado Petrópolis.Paisagem de Petrópolis, 1963

Emiliano Di Cavalcanti ( Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 35 x 28 cm





Domingo, um passeio no campo!

26 07 2015

 

 

BENJAMIM PARLAGRECO (1856-1902). Remanso em Trecho do Rio Piabanha - Petrópolis, óleo s tela, 51 X 70. Assinado no c.i.d.Remanso em trecho do Rio Piabanha, Petrópolis

Benjamin Parlagreco (Itália/Brasil, 1856-1902)

óleo sobre tela, 51 x 70 cm





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

24 07 2015

 

 

CLARA CAVENDISH - Pão de Açúcar tinta acrílica sobre papel, 56 x 73 cm.Pão de Açúcar, 1993

Clara Cavendish (Brasil, 1963)

acrílica sobre papel, 56 x 73 cm





A volta, texto de Pedro Nava

22 07 2015

 

 

MANOEL SANTIAGO Paisagem com ferrovia Teresópolis O.S.T. 53 x 69 cm 1945 a.c.i.e.Paisagem com ferrovia, Teresópolis, 1945

Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)

óleo sobre tela, 53 x 69 cm

 

 

“COMO NO DIA DA MINHA CHEGADA, cinco anos antes, no meu embarque para Belo Horizonte, tive a assistência do Modesto. Levou-me à estação. Eu ia galgar o nosso Caminho Novo de noturno. Vi desfilarem os subúrbios, depois a baixada com seu ar de fogo, comecei a subir a Serra do Mar. Eu estava num momento de grande euforia. Vencera uma página da vida, flutuava dentro dum ar azul entre duas etapas. Pensava que tudo continuaria em Belo Horizonte e na Faculdade, fácil e doce como tinha sido naqueles anos de Pedro II entrecortados de férias paradisíacas.  Mal sabia eu o que ia sofrer na Rua da Bahia, no Bar-do-Ponto, na Praça da Liberdade, na Rua Guaicurus, na Rua Niquelina, na Lagoinha, Quartel e Serra: o martírio, paixão, morte e ressurreição do moço mineiro Pedro da Silva Nava ainda descuidado das lambadas, dos escárnios, das quedas e das sete chagas de sua Via Dolorosa. Eu ia aprender aos poucos, à minha custa, os búfalos nadantes e os crocodilos; as panteras e toda a casta de bestas-feras. O noturno subia para Minas Gerais. Passou estações. Parou muito tempo em Juiz de Fora e fiquei na janela do carro apreciando o Cristo Redentor todo iluminado. Foi quando dormi na madrugada mineira. Vi amanhecer no meu Estado cortado instante a instante pelas curvas do Paraopeba. A máquina puxava cada vez mais. De repente Brumadinho surgiu dentro de moitas cheias de gotas d’água dum sereno que o sol ainda não secara. Se o futuro iluminasse eu compreenderia que estava chegando ao campo de concentração e aos fornos crematórios dos meus sonhos de adolescente. As estações se sucediam. Fecho do Funil. Treblinka. Birkenau. Sarzedo. Ibirité. Ibirité. Bergen-Belsen. Auschwitz. Barreiros. Gameleira, Calafate, Belsen-Belo, Belo Belo Belo Belo. A máquina agora ia devagar, batendo sino, atravessando a cidade sob um céu rival do céu da Úmbria. Belo Horizonte, Belorizonte, Belorizonte. Desci na estação. Minha Mãe. Fomos juntos para a Serra. Pisei novamente minha Serra. Sua terra de ricos pardos começou a me penetrar. Dela respirei. Dela sujei meus sapatos. Seu colorido era tão polpa que enganava não parecia mineral, antes vegetal. Variava de cores. Tinha do castanheiro, do tojo, do ulmo, da nogueira, da tília clara e da tuia escura. Entretanto era ferro. Chão de Ferro.”

 

 

 

Em: Chão de Ferro: memórias 3, Pedro Nava, Rio de Janeiro, José Olympio:1976, 2ª edição, p. 273-4