Pastor, 1912
Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867-1939)
óleo sobre madeira, 24 x 35 cm
Paisagem, 1931
Antonio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Pastor, 1912
Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867-1939)
óleo sobre madeira, 24 x 35 cm
Paisagem, 1931
Antonio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Marinha, 1967
Alice Brill (Alemanha-Brasil, 1920-2013)
óleo sobre tela colada em placa, 23 x 27 cm
Barcos a vela, 1958
Arcangelo Ianelli (Brasil, 1922-2009)
óleo sobre tela
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Tecnicamente essas telas não são paisagens. Seriam colocadas na categoria de marinhas. Mas já há anos coloco marinhas na mesma classificação de paisagens. É uma escolha minha, para simplificar.
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Dois artistas contemporâneos que exploram as formas geométricas da natureza e daquilo que veem. A tela de Alice Brill mostra menos barcos a vela, mas as montanhas ao fundo replicam a forma triangular. Arcangelo Ianelli por outro lado, cobre toda a superfície da tela com os triângulos das velas e suas montanhas ao fundo, arredondadas, dão um respiro ao espaço, trazem um equilíbrio entre a rigidez dos triângulos e a repetição suave das montanhas ao fundo. Ambos têm outra maneira de se expressar: Alice era fotógrafa também e Arcangelo era escultor. Talvez tenha sido mais fácil para ambos enfatizar a geometria das formas, por causa desses enfoques. Mas também o geometrismo já havia se instalado na pintura desde Cézanne. Gosto de ambos, ainda que haja falta de espaço visual e com isso um ar asfixiante em ambas as obras.
Paisagem com igreja, 1935
Paulo Gagarin (Rússia-Brasil, 1885-1980)
óleo sobre tela, 74 x 92 cm
Paisagem com Igreja
Carlos Gomes (Brasil, 1934-1990)
óleo sobre tela, 60 x 73 cm
Vista de Itanhaém, 1911
Emídio de Souza (Brasil, 1868-1949)
óleo sobre tela colado em eucatex, 29 x 49 cm
Paisagem, 1932
Tarsila do Amraral (Brasil, 1886-1973)
óleo sobre tela, 40 x 46 cm
Trem, 1987
Agostinho Batista de Freitas (Brasil,1927 – 1997)
óleo sobre tela, 48 x 68 cm
Laranjal, 1986
Armando Romanelli (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 35 x 70 cm
Colheita de laranjas, 1978
Enrico Bianco (Itália-Brasil, 1918-2013)
óleo sobre placa de madeira industrializada, 38 x 48 cm
Fazenda com gado, 1916
Pedro Weingartner (Brasil, 1853-1929)
óleo sobre tela, 30 x 48 cm
Paisagem com bois
João Batista da Costa (Brasil, 1865- 1926)
óleo sobre tela, 40 x 54 cm
Casario
Yolanda Mohaly (Romênia-Brasil, 1909-1978)
óleo sobre tela, 46 x 61 cm
Casario
Rodolfo Weigl (Brasil, 1907-1987)
óleo sobre tela, 33 x 41cm
Paisagem com casario
Inos Corradin (Itália-Brasil, 1929)
óleo sobre tela, 60 x 50 cm
Voltando da escola
Alexandre Reider (Brasil, 1973)
óleo sobre tela
Sem título
Francisco Rebolo (Brasil, 1902-1980)
óleo sobre tela
Paisagem com Casario e Ponte em Minas Gerais, 1978
Inimá de Paula ( Brasil,1918-1999)
óleo sobre tela, 65 X 81 cm
Paisagem
Carlos Sorensen (Brasil,1928 – 2008)
óleo sobre tela, 52 x 82 cm
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Um dia ainda vou escrever sobre paisagens e as brasileiras em particular. Hoje temos dois pintores brasileiros expressionistas. Sou parcial a todo o expressionismo, desde Henri de Matisse até os que trabalham nos dias de hoje. Tenho que me policiar para não colocar sempre obras expressionistas no blog, porque esse não é o objetivo deste espaço.
Temos aqui duas obras com o mesmo assunto: vegetação densa, rio e casas. Pequenas cidades. Vilarejos. Ambas as telas trazem ao espectador variadas emoções. Apesar de quase caótica, a cena da tela de Inimá de Paula nos traz equilíbrio pelo uso abundante das tonalidades de azul e verde, cores calmas, ainda que intensas em seu volume. Enquanto a tela de Carlos Sörensen com grande variedade de cores explosivas, concentradas no leque dos tons avermelhados, encontra equilíbrio nas ‘quase monótonas’ horizontais. Vejam que elas também são linhas rebeldes que quase não querem ser horizontais. Mas, cortando a tela em fatias visuais elas baixam a excitação visual de todos os vermelhos, laranjas, lilás e demais cores que excitam o nosso olhar.
Temos grandes expressionistas no país. Vale a pena procurá-los.