Nossas cidades: Lagoa Santa, MG

6 01 2026

Vista de Lagoa Santa, 1969

Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)

óleo sobre tela, 42 x 130 cm





Nossas cidades: Mariana

18 11 2025

Conversa caipira, 2015

Cassio Antunes (Brasil, 1972)

óleo sobre papel, 24 x 30 cm





Uma surpresa em Belo Horizonte

10 11 2025

 

 

 

Visitei na semana passada a cidade de Belo Horizonte, que não conhecia, apesar de já ter passado por ela a caminho de outros lugares em Minas Gerais: Ouro Preto, Grutas de Maquiné, outras cidades históricas. Fui para um encontro de amigas que se conheceram há dezenove anos, através de livros e leituras. Nosso elo de união foram sempre os livros, as leituras, o que cada uma achou, o que cada uma recomendava. Ao longo dos anos aprendemos mais sobre nós mesmas.   Nós nos encontramos em na capital de Minas Gerais.  Éramos do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, de Pernambuco e do Maranhão.  Que delícia rever amigas  de longa data, apesar de nos comunicarmos diariamente através do grupo no WhatsApp.

Para mim, o ponto alto da viagem,  além dos papos intermináveis com amigas chegadas, foi a ida à Pampulha, ver esse local que se tornou Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2016. O lugar estava cheio de turistas e eles provavelmente não perceberiam se me olhassem que havia ali uma pessoa profundamente emocionada com o que via.

 

 

 

O que me emocionou foram a leveza da arquitetura de Oscar Niemeyer —  a delicadeza  de formas é inigualável; a perfeita combinação de azulejos, um aceno possivelmente à tradição portuguesa com o desenho simples e gracioso dos traços de Cândido Portinari e a singeleza dos baixos relevos em bronze de Alfredo Ceschiatti. É um verdadeiro monumento ao que de melhor se produzia no Brasil.  As formas onduladas levaram-me a associar, instintivamente, a construção à música de excelência de Heitor Villa-Lobos que estava nessa época no processo de compor suas Bacchianas (1930-1945).  Todos os quatro artistas são o ponto alto do que produzíamos na época. Uma verdadeira sinfonia de formas.  Um deleite. 





Da minha mesa de trabalho

8 11 2025

Sobre a mesa:

Maigret e o sumiço do Sr. Charles, Simenon

O livro branco, Han Kang

Os melhores contos de cães e gatos, ed. Flávio Moreira da Costa

Cartas persas, Montesquieu

 

 

A surpresa desses últimos dias foi uma breve viagem a Belo Horizonte.  Eu havia passado pela cidade diversas vezes mas nunca havia ficado por lá.  Estava sempre a caminho das cidades históricas, das grutas de Maquiné, a caminho de algum outro projeto.  No entanto dessa vez tive o objetivo de um encontro de amigas de mais de quinze anos, todas participantes de um grupo nacional de incentivo à leitura.  

Não me lembro bem de como surgiu a ideia do encontro mas logo quatro de nós se decidiram a visitar as outras e Belo Horizonte, local de uma de nós pareceu um lugar bom para isso.  Fui eu do Rio de Janeiro e duas outras de Pernambuco e Maranhão, ao encontro da que mora em Belo Horizonte.

 

 

Capela da Pampulha, Belo Horizonte.

 

 

A cidade me encantou. Eu moraria em Belo Horizonte. Achei-a encantadora. Muito arborizada. Limpíssima. Táxis novos e não caindo aos pedaços. Trânsito que flui. Me pareceu muito organizada. Tem um bom acervo cultural e parece estar envolvida com alguns espetáculos de porte. Não vi favelas, ainda que imagine que existam. As pessoas muito gentis.

À primeira vista me pareceu uma cidade difícil de se morar sem carro. Vi ônibus no trânsito, todos muito novos e silenciosos, o que me surpreendeu em comparação com o RJ. Sei que BH tem metrô, mas não vi nenhuma estação de metrô, nem andei neles, portanto não posso julgar. Fiquei surpresa com o número maior de Uberes do que de táxis nas ruas.

Como morei muitos e muitos anos em cidades sem praia, a falta dela não me incomoda. Se estivéssemos na Europa Belo Horizonte seria do tamanho de Roma, Paris, Berlim, Barcelona…. Nos EUA, são poucas as cidades com 2,5 milhões de habitantes. A maioria das cidades americanas tem menos habitantes. Pode parecer incrível para nós brasileiros que nos EUA, só Nova York, Los Angeles, Chicago e Houston tenham mais de 2 milhões de pessoas. Isso acontece porque a distribuição de renda e de desenvolvimento é generalizada e as pessoas não correm para cidades grandes em busca de oportunidades necessariamente.

Tive visões de cidades confortáveis na Europa. Não muito grandes mas que mantêm uma vida salutar para seus moradores. Passei algum tempo, três meses, no sudoeste da França e me lembrei de Toulouse, Agen, Bordeaux que são cidades muito importantes regionalmente mas que não são grandes, e oferecem tudo que um grande centro pode e deve oferecer: universidades, comércio, vida cultural.

Portanto, eu me encantei, e quando tiver que fugir para as montanhas, já tenho endereço certo.

 

 

©Ladyce West, 2025




Nossas cidades: Diamantina

9 09 2025

Diamantina, paisagem com igreja, 1986

Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)

óleo sobre tela, 61 x 45 cm





Nossas cidades: Catas Altas, MG

8 07 2025

Santuário do Caraça, 1964

Frederico Bracher Júnior (Brasil, 1920-1984)

óleo sobre tela, 38 x 56 cm 





Nossas cidades: Ouro Branco, MG

29 04 2025

Paisagem de Ouro Branco, MG

Oldack de Freitas, (Brasil – Segunda metade do Século XX)

óleo sobre tela,  45 X 60 cm





Nossas cidades: Caxambu

11 03 2025

Paisagem com casario em Caxambu, MG, 1952

Virgílio Tenório Filho (Brasil, ?)

óleo sobre madeira, 29 x 35 cm

 

 





Nossas cidades: Lambari

25 06 2024

Igreja Matriz em Lambari, MG,1981

José Maria de Almeida (Portugal-Brasil, 1906-1995)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm





Nossas cidades: Lagoa Santa

14 05 2024

Paisagem com Verde: Lagoa Santa, 1986

Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)

óleo sobre tela, 53 x 64 cm