Na boca do povo: escolha de provérbio popular!

5 05 2016

 

 

superstition plein airMontanhas, pintura de Mick McGinty (EUA, contemporâneo).

 

 

“A pedra grande faz sombra e a sombra não pesa nada.”




Trova da espera

5 04 2016

 

moça com passarinho, Jocelyne Pache, 1969Moça com passarinho, de Jocelyne Pache, 1969.

 

 

Não mais te quero esperar,

Que esperar é sofrimento…

Vou, desde já, começar

A esperar o esquecimento!…

 

 

(Maria Thereza de Andrade Cunha)

 





Trova do aprendizado

19 02 2016
moça chapéu de palha Harrison Fisher (1875 - 1934)Moça com chapéu de palha, Ilustração de Harrison Fisher.

 

 

Na vida que vou vivendo,

Muitas coisas aprendi;

E, afinal, fiquei sabendo:

Não posso passar sem ti.

 

 

(Maria Thereza de Andrade Cunha)





Trova do esquecimento

8 02 2016

 

moça com chapéu sentada, buda,Fabius LorenziIlustração de Fabius Lorenzi.

 

 

Existem coisas na vida

Que não posso compreender:

— Como é que sendo esquecida,

Não te consigo esquecer!

 

 

(Maria Thereza de Andrade Cunha)





“Cavalhadas”, texto de Eduardo Frieiro

2 02 2016

 

 

Cavalhada, Antonio Poteiro, 1980. Acrílica sobre tela, 90 x 140 cmCavalhada, 1980

Antônio Poteiro (Brasil, 1925)

acrílica sobre tela, 990 x 140 cm

 

 

Cavalhadas

 

Eduardo Frieiro

 

 

“Chegara o dia dezesseis de julho. Nesse dia realizavam-se no Carmo grandes festividades religiosas e profanas em honra da padroeira da Vila. Salvas de arcabusaria e roqueiras anunciaram o alvorecer. Às nove horas, missa oficiada a dois coros de música. Depois, procissão. Logo era esperar pelo melhor da festa: as cavalhadas, em que se imitavam torneios entre Cristãos e Mouros, com o sabor das histórias de Carlos Magno e os doze pares da Princesa Floripes.

Numa larga praia do ribeirão, construíra-se a praça para as cavalhadas, rodeada de palanques de pau roliço, enfeitados de colchas, bandeirolas e folhagens. Às duas da tarde já todos os lugares estavam tomados pelos moradores da vila e pela muita gente que viera dos arredores convidada pela fama dos festejos. O Governador, que presidia à justas figurando o Imperador Carlos Magno, com seus doze pares de França, ocupava o palanque principal, ornamentado com especial aparato, como convinha à pessoa de tão grande senhor. No lado oposto, erguia-se o palácio do Almirante Balão, encarnado na pessoa de José Gomes Vilarinho. Violante era a bela Floripes, destinada a ser raptada por um paladino cristão.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

As cavalhadas começavam pelo jogo das canas, exercício cavalheiresco em que se usavam adargas e lanças sem ponta, de pau frágil, que nos embates se partiam facilmente. Dezesseis cavaleiros, entre Cristãos e Mouros, vestidos os primeiros de azul e os outros de vermelhos, formavam as quadrilhas que participavam do combate simulado. Entravam às duas de cada vez, a um sinal de lenço dos padrinhos. Depois de correrem em parelhas encontradas, os cavaleiros divertiam-se a brandir as espadas, caracoleando e fazendo caprichosas evoluções com suas montarias vistosamente ajaezadas.  Agrupados depois em dois bandos, um em cada metade da praça, frente a frente, tomavam as canas e disparavam a galope, tomavam as canas e disparavam a galope atirando-as ao ar um para o outro. Faziam a volta da arena e retomavam seus lugares. Ao passar o bando que galopava pelo outro, este carregava a rédea solta e atirava as canas, que se deviam esquivar sempre com a adarga.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Dava remate às cavalhadas o rapto da Princesa Floripes. Simulado um breve recontro entre os soldados do Almirante Balão e os paladinos de Carlos Magno, invadiam estes o alcácer do infiel e traziam de lá a peregrina donzela que achara graça aos olhos dum bravo par de França.”

 

 

Em: O mameluco Boaventura, de Eduardo Frieiro, São Paulo, Edições Saraiva, s/d, Coleção Saraiva, volume 166, 3ª edição, páginas 98- 102.

 

 





Na boca do povo: escolha de provérbio popular!

6 01 2016

 

 

dinheiro, loteria, o que fazer, opções, DonaldPato Donald sonha em como gastar o dinheiro da loteria, ilustração Walt Disney.

 

 

“A economia é a base da prosperidade.”





A evolução da casa no Rio de Janeiro … texto de Pedro Nava

3 11 2015

 

CAROLLO, Edy Gomes (1921) Solar, o.s.t. - 73 x 60Solar, s.d.

Edy Gomes Carollo (Brasil, 1921-2000)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

 

 

“A casa era uma dessas belas construções do fim do século passado, com jarrões na cimalha, florões, monograma, cinco janelaços de fachada, com gradis prateados  onde dragões simétricos ficavam frente a frente, ladeando o ornamento central; jardim de gramado liso, duas palmeiras imperiais e a fonte de pedra que escorria seu fio de prata sobre limos e peixes vermelhos; portão com pilastras de granito; o clássico caramanchão de cimento imitando bambu e o colmo de palha e todo trançado de trepadeiras. O prédio de D. Adelaide era de porão habitável (cujo pé-direito era mais alto que os dos apartamentos de hoje) e de andar superior luxuoso, cheio de ornatos esculpidos nos tetos, vidraças biseautées, vastos salões, lustres com pingentes de cristal; um sem-número de quartos; portas almofadadas com maçanetas lapidadas; pias, bidês e latrinas de louça ramalhetada; vastas banheiras de mármore onde a água chegava pelo bico aberto de dois cisnes de pescoço encurvado e feitos de metal amarelo sempre reluzentes do sapólio. Bela casa, na segunda etapa de sua existência. Porque a primeira e inaugural era sempre a residência de grande do Império ou figurão da República. A segunda, pensão familiar. A terceira, casa de cômodos. Depois cabeça-de-porco — substituída pelos arranha-céus de hoje. Lá está o atual, com os apartamentos que encimam a Casa Cabanas e a Papelaria Dery. Mesmo número: 252.”

 

Em: Balão Cativo:memórias/2, Pedro Nava, Rio de Janeiro, José Olympio: 1973, p. 188.





Na boca do povo: escolha de provérbio popular!

30 10 2015

 

coelhinho Lino e a borboleta, M W IlustraçõesCoelhinho Lino e a borboleta, ilustração MWEditores.

 

 

“Depois de fugir o coelho, toma o vilão o conselho.”




Na boca do povo: escolha de provérbio popular!

23 10 2015

 

amigosCebolinha em apuros, ilustração de Maurício de Sousa.

 

 

“Amigo diligente é melhor que parente.”




Na boca do povo: escolha de provérbio popular!

14 10 2015

 

dia_de_los_muertos_by_nadiezda-d4exaghDia dos mortos, ilustração de Nadiezda.

 

 

“A morte faz todos iguais.”