Palavras para lembrar — Walt Disney

7 12 2012

Anoro, Manuel, (Espanha, 1943)  Mulher na Praia, 1992, oleo e acrílica s. tela, 79 x 99 cm

Mulher na praia, 1992

Manuel Anoro (Espanha, 1943)

óleo e acrílica sobre tela, 79 x 99 cm

Manuel Anoro

“Há mais tesouros nos livros do que nas pilhas saqueadas pelos piratas na Ilha do Tesouro”.

Walt Disney





Rodrigo Gurgel libera o Prêmio Jabuti e nos dá esperanças!

6 12 2012

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Ghislaine Gagna dans un jardim florentin

Em um jardim florentino, 2008

Ghislaine Gagna (França)

óleo e pastel sobre tela

80 x 100 cm

Ghislaine Gagna

Confesso que andei muito curiosa a respeito do crítico literário Rodrigo Gurgel.  Não o conhecia.  Só ouvi falar nele depois da controvérsia sobre sua participação na seleção do Prêmio Jabuti.  Depois disso, procurei por ele, passei no blog Rodrigo Gurgel algumas vezes, simpatizei bastante com suas opiniões.  No início desta semana, li a entrevista que ele deu a Márcia Abos, do jornal O GLOBO [ 3/12/2012] e me enfureci.  Não com Rodrigo Gurgel – esse sobrenome anda muito famoso hoje em dia e sempre do lado certo — mas com a arrogância das questões colocadas pela jornalista, inconformada com a diferença de opinião do crítico literário em comparação com a dos demais membros do juri.

As perguntas começaram  pedindo que ele enunciasse os critérios que usou para dar notas na segunda etapa do prêmio.   [É importante notar, no entanto, que a pergunta não foi feita aos  outros integrantes do júri].  E continuou:  “Mas você avaliou o romance de Ana Maria Machado”?  e depois,  em ordem, a entrevistadora pergunta: Você ao dar nota zero, definiu sozinho a categoria. Esperava que isso acontecesse?Decepcionou-se com “Infâmia”, de Ana Maria Machado; Fez uma espécie de leitura às cegas? E finalmente, a joia de toda a entrevista: Depois da polêmica, arrepende-se de suas notas?

Mas o que quer a jornalista Márcia Abos? Pelas perguntas  fica a sensação de que Ana Maria Machado já era considerada a vencedora,com o livro Infâmia,  mesmo antes dos votos terem sido contados.  Rodrigo Gurgel  foi, então,  o estraga-prazeres, um lunático, um jurado que não sabia o que fazia?   Mas por que?  Por que ele não gostou do livro de Ana Maria Machado? Por que não se submeteu à corrente que precisava premiar a autora?

Escritores têm bons e maus momentos.  Têm livros bons e ruins.  Será que Ana Maria Machado está acima desse patamar?  Por que a opinião de um crítico, conceituado o suficiente para fazer parte do júri do Jabuti, tem que concordar com a opinião dos outros?  Neste prêmio ninguém é para ser premiado pela obra passada.  E tampouco pela obra ainda não produzida.  O que teoricamente está em julgamento é aquele livro, específico.  Este ano eram Infâmia de Ana Maria Machado, Ninhonjin  e outros.  Mas nessa entrevista não houve a pergunta mais important de todas, ao entrevistar Rodrigo Gurgel:  Quais as características do romance de Oscar Nakasato,  Ninhonjin, que agradaram ao critico Rodrigo Gurgel, que levaram este escritor a ganhar o prêmio?  Mas esta pergunta, a única realmente válida nesse caso, não foi feita.  E ainda, Ninhonjin, o vencedor do prêmio, não foi mencionado durante a entrevista publicada, exceto na introdução da seguinte maneira:  “O crítico literário Rodrigo Gurgel, o polêmico jurado C da categoria romance do mais antigo e tradicional prêmio de literatura no Brasil, explica em entrevista ao GLOBO por que [sic] distribuiu notas zero para romances de autores consagrados, como Ana Maria Machado, e notas dez para obras de estreantes, como Oskar Nakamoto”.  Como assim?  O premiado não mereceu uma única menção?  Afinal o que teria esse livro para receber nota 10? E Rodrigo Gurgel polêmico? Por que não gostou de certos livros? Aos olhos de quem?

A entrevista acabou aí.  Acusatória.  Não deveria haver uma opinião divergente; o resultado eram favas contadas. Foi uma cobrança pública de um voto. Como se para ser jurado no Prêmio Jabuti  o crítico tivesse a obrigação não de votar no que acreditasse ser o melhor, mas no que outros imaginavam ser o romance que deveria ganhar. “Há algo de podre no Reino da Dinamarca”, no mundo literário, nos prêmios, quando se espera que só certos autores, abençoados pelas igrejinhas, pelas coronéis editoriais, pela moldes políticos ou críticos da moda sejam os premiados.

O Prêmio Jabuti anda por demais nas manchetes dos jornais.  Recentemente sofreu grande pressão quando premiou Chico Buarque de Holanda.  Talvez, se mais críticos como o independente Rodrigo Gurgel fizessem parte do júri, o prêmio deixasse as manchetes de escândalo nos jornais para realmente abrir caminhos para uma verdadeira literatura brasileira, tão estagnada hoje pelos espartilhos das versões críticas da moda.





Palavras para lembrar – Louisa May Alcott

5 12 2012

Felix Vallotton, (Suiça 1864-1925) Voltando do mar, 1924,ost, 81 x 100cm

Voltando do mar, 1924

Félix Vallotton (Suiça, 1865 – 1925)

óleo sobre tela,  80 x  100 cm

Musée d’Art et d’Histoire, Genebra, Suíça

“ Quero fazer algo esplêndido…

Algo heroico e maravilhoso que não será esquecido depois da minha morte…

Acho que escreverei livros”.

Louisa May Alcott





Imagem de leitura — Henrique Nande

3 12 2012

ESTUDANTE, 2007, henrique Nande, Portugal, oleo sobre tela

Estudante no Jardim Gulbenkian, 2007

Henrique Nande (Portugal, 1960)

óleo sobre tela , 50 x 50 cm

Coleção Particular

Henrique Nande

Henrique Nande nasceu em Lisboa em 1960. Fez seus primeiros estudos em Moçambique. É pintor, desenhista de história em quadrinhos, designer.   Inquisitivo já trabalhou com publicidade, desenho animado sem deixar a pintura de lado. Trabalha e reside em Lisboa.





Palavras para lembrar — Arthur Schopenhauer

2 12 2012

Karl Harald Alfred Broge( 1870-1955, Danish)A Young Girl Seated Reading Before The Window

Menina lendo sentada frente à janela, 1914

Karl Harold Alfred Broge( Dinamarca, 1870-1955)

Óleo sobre tela, 54 x 43 cm

Christie’s Auction House

“Comprar livros seria ótimo se também pudéssemos comprar o tempo para os ler”.

Arthur Schopenhauer





Palavras para lembrar — Isaac Asimov

27 11 2012

Hora da leitura no Central Park, 1986

Harold Altman (EUA, 1924-2003)

Litografia

 

“Não acredito na imortalidade; a única maneira que posso esperar ter uma versão disso é através dos meus livros”.

Isaac Asimov

Salvar





Como comecei a amar os livros: Pedro Nava

24 11 2012

Mulher lendo, 2009

Ana Flor Castro Perez (Cuba, contemporânea)

óleo sobre tela

“Minha tia voltava do Sacré-Coeur pelas quatro horas e passava o resto do dia ao piano ou agarrada aos livros. Eu gostava de admirá-la entregue a esses misteres e fascinava-me a capa de uma de suas coleções de romances, parece-me que chamada Horas de Leitura, onde havia uma dorida figura de senhora lendo e destacando seu perfil agudo e o luto de sua roupa,  contra a claridade de uma janela ao fundo. Parecia minha tia e comecei a amar os livros”.

Em: Baú de Ossos: memórias, Pedro Nava, Rio de Janeiro, Sabiá: 1972, pág. 336.





Imagem de leitura — Charles Bibbs

20 11 2012

Leitora, 1992

Charles Bibbs (EUA, contemporâneo)

técnica mista, 36 x 45 cm

Charles Bibbs nasceu em Harbor City,  na região de Los Angeles, na Califórnia, um de dez irmãos.  Formou-se em administração depois de estudar  na Faculdade Long Beach City e na Universidade do Estado da Califórnia. No entanto sempre se sentiu próximo das artes tendo procurado diversos cursos de arte enquanto se formava em administração.  Inicialmente, trabalhou com imagens em preto e branco, mostrando as influências dos artistas Frank Howell e John Biggers, cujos trabalhos apreciava.  Depois, amadurecendo o estilo, voltou-se para um vocabulário visual que combina as tradições americanas com africanas.  Reside e trabalha em Moreno Valley, na Califórnia.





Palavras para lembrar — Ursula K. Le Guin

19 11 2012

A hora do descanso, 1913

Albert Chealier Tayler (Inglaterra, 1862-1925)

óleo sobre tela

Alfred East Gallery, Kettering Burough County

“Uma história não lida, não é uma história; são pequenas marcas negras na polpa de madeira.  O leitor faz ela ter vida: uma coisa viva, a história”.

Ursula K. Le Guin





Imagem de leitura — Katherine Brown

17 11 2012

Lendo, s/d

Katherine Brown (EUA, 1948)

www.katherinebrownportraits.com

Katherine Brown nasceu em Menphis no estado de Tennessee, em 1948.  Começou os estudos de arte sob a direção do pintor austríaco Paul Penczner, conhecido retratista trabalhando em Menphis, com quem aprendeu desenho, perspectiva e pintura clássica. Mais tarde, aprimorou seus estudos na Academy School of Fine Arts em Nova York, onde estudou com Daniel Greene e Robert Phillips.  Para mais informações clique no link acima.