Emilia Dukszyńska-Dukszta(Polônia, 1847-1898)
óleo sobre tela, 72 x 55 cm
Museu Narodowe, Varsóvia
“Um romance não é um argumento, mas uma impressão.”
Thomas Hardy
Emilia Dukszyńska-Dukszta(Polônia, 1847-1898)
óleo sobre tela, 72 x 55 cm
Museu Narodowe, Varsóvia
Thomas Hardy
Salvar
Bertold Piotr Oczko, (Polônia, 1910 – 1943)
óleo sobre madeira, 87 x 66 cm
Salvar
Jovem leitora, 1930
Anônimo polonês
óleo sobre placa, 63 x 87 cm
Salvar
John Duncan Fergusson (Escócia, 1874-1961)
óleo sobre papelão, 11 x 14 cm.
O museu Orange,, Vichy, França, 1951
Dimitrie Berea (Romênia, 1908-1975)
óleo sobre tela, 53 x 63 cm
Greg Olsen (EUA, 1958)
litografia
Salvar
Tymon Niesiolowski (Polônia, 1882-1965)
óleo sobre tela, 56 x 62 cm
A longa jornada da noite, ilustração de Christie Henry.
Nasci no Bailundo, você não conhece, o Bailundo é um segredo no mapa da nação. O céu: clara imensidade! O azul de um azul que não existe em mais lugar nenhum. O azul do céu no Bailundo — costumava dizer-nos o padre Cotovia — é o mesmo do princípio do mundo. Às vezes sonho com o céu do Bailundo, brilhante e molhado, e então me transformo em pássaro e voo. Acordo e canto como um pássaro. Fico igual a Pintada. Nessas alturas consigo falar com ela em passarês do mato. Tem muito verde lá, paus de toda a espécie, os nomes eu nem sei, mas sempre sons bem doces porque o umbundo é a língua que os anjos usam para namorar — também era o padre Cotovia quem falava isso, deve ser verdade. Luanda, mal comparada com o Bailundo, é tipo um peixe seco junto a um peixe vivo. No Bailundo a vida é muito cheia de brilhos, veste roupa de carnaval, espelhinhos, miçangas ao pescoço, chocalhos no calcanhar, e sempre seja noite ou dia, sempre a dançar. Mas eu não tive sorte. A mamã pisou uma mina, não dessas de explodir e mutilar, arranca pé, arranca perna, não, paizinho, não dessas, uma mina de feitiço, ouviu falar?, nunca?!, são uma arte nossa, armas tradicionais, a mamã pisou a mina quando estava grávida, e a mina me atingiu foi a mim no silêncio macio da barriga dela. Não sou feiticeira, espero que você entenda, sou enfeitiçada, mas isso só soubemos depois, quando eu não cresci. Você duvida? Lá em Portugal não tem feitiço? Em todo o lado tem. …”
Em: As mulheres do meu pai, de José Eduardo Agualusa, Rio de Janeiro, Língua Geral: 2012, p.273.
Salvar
Salvar
Joel Oliveira (Brasil, contemporâneo)
acrílica sobre eucatex, 20 x 25 cm
Paul Barthel (Alemanha, 1862-1933)
óleo sobre tela
Salvar







