Lendo: “Falem de batalhas, de reis e de elefantes”, Mathias Énard

4 03 2018

 

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Lendo:

FALEM DE BATALHAS, DE REIS E DE ELEFANTES

Mathias Énard

L&PM: 2013

 

SINOPSE

Partindo de uma passagem obscura da biografia de Michelangelo, Mathias Énard constrói uma novela brilhante. Misto de romance histórico e ficção, o autor usa a prerrogativa do escritor. Ou do “fingidor”, como dizia Fernando Pessoa referindo-se ao ofício de escrever poesia. Tudo são verdades? Onde é o limite entre os fatos e a farsa?

Pois tudo começa quando o genial artista italiano se desentende com o sinistro papa Júlio II – que era especialista em cortar cabeças de seus desafetos – e aceita o convite do sultão Bayazid para projetar uma grande ponte sobre o Corno de Ouro, no estreito de Bósforo. O sultão havia recusado o projeto do já famoso Leonardo da Vinci.

Baseado em fragmentos de verdade, Énard solta a imaginação apoiado na atmosfera mítica e mística da Istambul do século XVI. Reconstitui o ambiente de fausto e mistério, os personagens enigmáticos e a perplexidade do mestre italiano diante do mundo muçulmano, da arquitetura inebriante e sedutora com seus minaretes e abóbadas sensuais. E entre ficção e realidade o autor reconstitui o curto período da estada de Michelangelo Buonarroti em Istambul. O resultado é esta novela de leitura arrebatadora, que é contada com o mesmo fascínio das histórias nas quais se fala de batalhas, de reis e de elefantes.”





Lidos: nas duas últimas semanas!

4 03 2018

 

 

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Receita para ler muito:

Prepare-se para mudar de residência.  Precisa de uma pequena obra?  Precisa de uma ligação da Companhia elétrica? E a entrega de uma nova máquina de lavar, vai chegar quando?  Entre 12 e 18 horas?  Prepare-se para horas e mais horas de espera em um local sem móveis, sem conforto, sem ar-condicionado, sem ninguém.  Compre uma cadeira de praia como fiz, leve uma garrafa grande de água mineral e comece a ler. Na verdade, você terá tanto tempo de espera, que o passatempo LER, começa a ser enfadonho, a não ser que você se dedique a mais de um livro.  Foram 4 livros nas duas últimas semanas, e estou matando mais dois logo no início desta semana porque as coisas ainda não entraram nos eixos… E olhem só: estou me mudando para um local a menos de 4 km de onde moro.  É uma parada!  Não sei se é assim fora do Rio de Janeiro, mas é assim que as coisas funcionam: paramos para Carnaval, para enchente, para festas, para fim de semanas… ninguém dá hora de entrega ou de chegada.  Um dos meus trabalhadores, que iria colocar insufilme nas janelas, foi roubado no meio do caminho, no ônibus.  O bombeiro eletricista faltou três dias seguidos porque sua casa inundou com a chuvarada … enfim  vamos falar de leituras. Destes livros, dos 4 cujas sinopses coloco aqui, dois eu já havia lido e os reli porque fizeram parte das leituras do grupo Ao Pé da Letra.

 

LIDOS:

A LIVRARIA
Penelope Fitzgerald
Bertrand:2018

SINOPSE

O livro que deu origem ao filme estrelado por Emily Mortimer, de A ilha do medo, e Patricia Clarkson, de House of Cards Florence Green, uma viúva de meia-idade, decide abrir uma livraria — a única — na pequena Hardborough, uma cidade costeira no interior da Inglaterra. Florence não esperava, contudo, que seu projeto pudesse transformar Hardborough em um campo de batalha: enquanto a influente e ambiciosa Violet Gamart, que tinha outros planos para a centenária casa que ela escolheu como sede, faz de Florence sua inimiga, a empreendedora também conquista um aliado na figura do excêntrico Sr. Brundish. Na história de Florence Green enfrentando a cortês mas implacável oposição local, vê-se a denúncia de uma estrutura de privilégios apoiada em invejas e crueldades, e, no microcosmo de Hardborough, Penelope Fitzgerald monta um cenário repleto de detalhes precisos e personagens atemporais.

 

A MULHER NA ESCADA

Bernhard Schlink

Record: 2018

SINOPSE

Por décadas, o mundo da arte acreditou que um quadro estava perdido. Em um museu na Austrália, um homem se depara com uma tela que retrata a mulher por quem, há muito tempo, arriscou tudo e que, em seguida, desapareceu misteriosamente de sua vida. Quando era um jovem advogado, ele foi atraído para um relacionamento complicado e destrutivo, um triângulo amoroso formado por um pintor, pela mulher cujo retrato ele havia feito e pelo marido dela. Os três o envolveram em uma rede de obsessão, intriga e traição. Agora, ao se ver diante da pintura que desencadeou tudo, o advogado precisa lidar com o passado e com o que sua vida se tornou. E, quando ele consegue localizar a mulher, é forçado a enfrentar o verdadeiro significado do amor que nutria por ela e a influência que esse sentimento teve por toda a sua vida.

“A mulher na escada”, de Bernhard Schlink, autor do best-seller “O leitor” é um romance intrincado, comovente e encantador sobre criatividade e amor, sobre os efeitos da passagem do tempo e, acima de tudo, sobre os arrependimentos que nos acompanham ao longo da vida.

 

Estes dois extraordinariamente bons.  Devo a todos minhas resenhas. Aliás devo resenha dos quatro.

 

RELIDOS

MOÇA COM  BRINCO DE PÉROLA

Tracy Chevalier

Betrand: 2002

 

SINOPSE:

Em meio a sua carreira, o célebre pintor holandês Johannes Vermeer pintou uma moça de turbante e brinco de pérola.

Este famoso quadro, ´Moça com Brinco de Pérola´, tem sido chamado de a Mona Lisa holandês. Às vezes, a moça parece estar sorrindo sensualmente; outras, insuportavelmente triste…

História e ficção se misturam, imperceptíveis, neste brilhante romance sobre sensibilidade artística e despertar da sensualidade por meio dos olhos da jovem que inspirou um dos mais famosos quadros de Vermeer, considerado por muitos especialistas em arte a obra-prima do pintor.

 

Minha 4ª leitura foi

BARTLEBY, THE SCRIBNER [ No Brasil, Bartleby, o escriturário, ou o escrivão]

de Herman Melville

Que li em inglês porque tinha em casa e era projeto do grupo Ao Pé da Letra, assim como o livro de Tracy Chevalier.

SINOPSE

Publicado anonimamente em 1853, Bartleby, o escriturário: uma história de Wall Street revela o estilo bem-humorado e por vezes sombrio de Herman Melville (1819-1891). Trata-se de uma história surpreendente pela simplicidade e aterradora pelo realismo. O narrador, um bem-sucedido advogado, contrata Bartleby para trabalhar como auxiliar de escritório. Ele se mostra um prestativo funcionário até que um dia, sem razão alguma, responde a um pedido de seu chefe com um desconcertante “Prefiro não fazer”. Esse desacato, essa insubordinação ultrapassa a compreensão humana: é como se rompesse com a organização moral do mundo, desafiando verdades até então universais.

 

Então, recomendo os quatro.  Resenhas seguirão quando eu encontrar tempo para pensar, no momento só posso ler mesmo.





Lendo: “A livraria”, Penelope Fitzgerald

18 02 2018

 

 

 

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LENDO

A LIVRARIA
Penelope Fitzgerald
Bertrand:2018, 160 páginas

SINOPSE

O livro que deu origem ao filme estrelado por Emily Mortimer, de A ilha do medo, e Patricia Clarkson, de House of Cards Florence Green, uma viúva de meia-idade, decide abrir uma livraria — a única — na pequena Hardborough, uma cidade costeira no interior da Inglaterra. Florence não esperava, contudo, que seu projeto pudesse transformar Hardborough em um campo de batalha: enquanto a influente e ambiciosa Violet Gamart, que tinha outros planos para a centenária casa que ela escolheu como sede, faz de Florence sua inimiga, a empreendedora também conquista um aliado na figura do excêntrico Sr. Brundish. Na história de Florence Green enfrentando a cortês mas implacável oposição local, vê-se a denúncia de uma estrutura de privilégios apoiada em invejas e crueldades, e, no microcosmo de Hardborough, Penelope Fitzgerald monta um cenário repleto de detalhes precisos e personagens atemporais.





Lendo: “Amantes modernos”, Emma Straub

10 02 2018

 

 

 

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Emma Straub

Rocco: 2018: 384 páginas

 

SINOPSE

Autora, entre outros, de Os Veranistas, também publicado no Brasil pela Rocco, e colaboradora de veículos como Vogue e The New York Times, Emma Straub coleciona elogios pela forma sensível e bem-humorada com que esquadrinha o cotidiano e as relações amorosas e familiares no mundo atual. Em Amantes modernos, Andrew, Elizabeth e Zoe se conhecem desde a faculdade, época em que tinham uma banda e muitos sonhos. De lá pra cá, eles se casaram – Elizabeth com Andrew, Zoe com Jane – e deram início a negócios e famílias, sempre fazendo de tudo para agarrar-se à identidade da juventude. Mas é no verão em que seus filhos estão prestes a entrar na faculdade e decidem ir para a cama juntos que estes amigos de longa data colocam seus próprios passados em perspectiva e se dão conta de que a idade finalmente chegou, e é preciso passar o bastão para a geração seguinte





Lendo: “O círculo dos Mahé” de Georges Simenon

27 01 2018

 

 

 

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LENDO:

O círculo dos Mahé
George Simenon
Cia das Letras: 2017, 128 páginas

SINOPSE

Aos trinta e cinco anos, casado e com dois filhos, o dr. François Mahé ainda mora com a mãe e leva uma típica vida pequeno-burguesa. Certo verão ele decide ir com a família à ilha de Porquerolles, no sul da França. No entanto, um constante mal-estar o impede de desfrutar o paraíso mediterrâneo. Ao ser chamado para examinar uma mulher no leito de morte, o médico se vê entre uma família humilde e fica fascinado pela mais velha dos três filhos, uma jovem muito magra que usava um vestido vermelho. Começa então uma história de obsessão e crise profunda, e somos levados pela jornada sombria da alma do protagonista. A morte da mãe também abalará as estruturas do dr. Mahé e, com o passar do tempo, ele será impelido a retornar à ilha mediterrânea ano após ano, como que hipnotizado pela garota. Com sua prosa enxuta e fluente, Simenon faz um retrato soturno da psique de um homem medíocre que vislumbra uma alternativa à banalidade, mas sofre para conseguir alcançá-la.





Lendo: “Um velho que lia romances de amor”, Luís Sepúlveda

18 01 2018

 

 

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LENDO:

Um velho que lia romances de amor
Luís Sepúlveda
Ática: 1995, 94 páginas

SINOPSE:

O primeiro e mais premiado romance do chileno Luis Sepúlveda está de volta, após ser traduzido em inúmeros países. O autor baseia-se em sua experiência na Amazônia para contar a história de Antônio Bolívar, um homem que vai viver com a mulher na maior floresta tropical do mundo e aprende que a vida na selva não é para qualquer um. Ao sentir necessidade de se transportar para um universo idílico, longe da cruel realidade da vida, Antônio passa a se interessar por romances de amor.





Lendo: “Romancista como vocação”, Haruki Murakami

13 01 2018

 

 

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Haruki Murakami

Alfagura: 2017, 168 páginas

 

SINOPSE

“Haruki Murakami é um dos mais conhecidos autores contemporâneos do Japão. Quando seus livros são lançados, a imprensa noticia filas enormes nas livrarias de Tóquio e traduções para mais de quarenta idiomas. Ícone da escrita fluida, Murakami transita bem em diversos estilos narrativos: ficção, ensaio, reportagem, nada parece estar fora de seu talento literário. Para abarcar toda essa multiplicidade, chega agora Romancista como vocação, uma série de proposições sobre a escrita, a literatura e a vida pessoal do recluso escritor. Escrito na linguagem acessível típica de Murakami, este livro é um convite a todos que desejam habitar o mundo dos romancistas, bem como uma declaração de amor ao ato da escrita.”





Lendo: “Entre cabras e ovelhas” de Joanna Cannon

1 01 2018

 

 

 

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ENTRE CABRAS E OVELHAS

Joanna Cannon

Editora Morro Branco:2017, 472 páginas

 

Inglaterra, verão de 1976. A sra. Creasy está desaparecida e a Vila borbulha com fofocas. Os vizinhos culpam a sufocante onda de calor por seu repentino sumiço, mas as pequenas Grace e Tilly não estão convencidas disso.

Com o sol brilhando incansável no céu, as meninas decidem tomar o assunto em suas próprias mãos e, batendo de porta em porta atrás de pistas, percebem que todos na Vila têm algo a esconder. Enquanto a rua começa a revelar seus segredos, as pequenas detetives vão perceber que nem tudo é o que parece.





Imagens de leitura “natalinas”

5 12 2017

 

 

 

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Rio de Janeiro, cidade olímpica!

14 10 2016

 

 

virgilio-dias-largo-santa-ritaLargo de Santa Rita

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm

www.virgiliodias.com.br