Palavras para lembrar — Arthur Schopenhauer

2 12 2012

Karl Harald Alfred Broge( 1870-1955, Danish)A Young Girl Seated Reading Before The Window

Menina lendo sentada frente à janela, 1914

Karl Harold Alfred Broge( Dinamarca, 1870-1955)

Óleo sobre tela, 54 x 43 cm

Christie’s Auction House

“Comprar livros seria ótimo se também pudéssemos comprar o tempo para os ler”.

Arthur Schopenhauer





Palavras para lembrar — Angela Carter

29 09 2012

Sem título, s/d

Ned Bittinger (EUA, 1951)

óleo sobre tela

Ned Bittinger

“Ler um livro é como se você o reescrevesse.   Você traz para o romance, qualquer um que leia, toda sua experiência de vida.  Você traz a sua história e o lê nos seus termos”.

Angela Carter

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Em resposta às dúvidas sobre alguns textos antigos postados aqui: Marisa Lajolo fala sobre a obra de Monteiro Lobato

14 09 2012



Desde que tenho postado alguns contos antigos que fazem parte da nossa herança cultural tenho recebido questionamentos sobre a necessidade de se reformular os contos para ajustarmos essas tradições à cultura moderna.

Sou contra.

Hoje foi uma indagação, bem educada, — elas nem sempre são —  sobre Os três companheiros, conto da tradição oral coletado por Luiz da Câmara Cascudo.  Mas já tive comentarios e até pedidos de retirada  sobre outras postagens.   Sou contra a modificação de qualquer dessas tradições folclóricas para que  se ajustem aos modos do momento.  Sou inclusive contra  a modificação da música infantil Atirei um pau no gato.  Acho que estamos sistematicamente assumindo que as pessoas de hoje não têm a habilidade de distinguir o que é certo do que é errado.  Isso é de um reducionismo colossal.  E acredito que muitas vezes essa tentativa de censura reflita no fundo um medo sobre as massas serem educadas, as massas que “não sabem distinguir o certo do errado.”  Posto hoje o comentário da Profa Maria Lajolo como resposta.

E antes de alguém vir falar sobre direitos dos animais, sugiro que vejam a postagem que tenho sobre a fotógrafa Ellen van Deelen.





Palavras para lembrar — Dr. SunWolf

25 06 2012

Mãe do pintor na hora do chá, 1945

Frank Mason (EUA, 1921)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm

www.frankmason.org

“Uma das vantagens de se ler um livro é que você pode brincar com os amigos imaginários de outra pessoa, a qualquer hora da noite”.

Dr. SunWolf





A vida em Piratininga, texto de Otoniel Mota

22 06 2012

Roça, s/d

Rui de Paula (Brasil, 1961)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm

A vida em Piratininga

Otoniel Mota

Pelo arraial vagam em promiscuidade bois, cavalos, porcos e ovelhas, a se roçarem nas paredes frágeis dos casebres de pau-a-pique. As paredes da Cadeia e da Casa de Conselho vivem por eles maltratadas, pois lhes servem de tábuas de arrebentar carrapatos.

Galinhas cocoricam, grasnam patos, grugulejam bandos de perus.  Ladram cães meio selvagens, que, às vezes, estraçalham rebanhos de ovelhas e não poupam bezerros. O Conselho vota leis severas contra eles e seus donos, pena de morte para os cães e degredo para os donos, em caso de reincidência.

Partem reclamações de todos os lados, por parte de roceiros, contra o gado solto que lhes vai estragar as plantações. Pedem-se editais para que esse gado se feche ou venha pastoreado. Vacas e bois ameaçam as vidas dos que vão para a lavoura.

Pela manhã o sino tange para a missa. Depois, a escola para os pequenos e a roça para os adultos. À tarde o sino da recolhida.

Ao morrer do dia, os macucos, empoleirados, soltam seus pios merencórios, como gemidos de saudade. Os urus e os intans na capoeira, os chororós à beira do capo respondem-se por todos os recantos. Bandos de pássaros verdes – araras, papagaios, maitacas, maracanãs, araguaris, tirivas, jandaias, periquitos e tuins – numa algazarra infernal, revoam de capões em capões, baixam aos milharais e afinal recolhem-se às matas e capoeiras.

Silvam flechas e estalam pelotadas.

De raro em raro, o som plangente de uma vila. Mais ao longe, a dança, o canto monótono dos selvagens, composto apenas de três ou quatro notas.

É evidente que, a princípio, não havia iluminação alguma a não ser a da lua e das estrelas. Só mais tarde é que se cuidou de lampiões alimentados com óleo de peixe e presos às paredes das habitações.

Em: Terra Bandeirante: 4º ano, Theobaldo Miranda Santos,  Rio de Janeiro, Agir:1954

Vocabulário:

Vagam — andam sem destino

Em promiscuidades — misturados, unidos desordenadamente.

Severas — rigorosas.

Degredo — pena de desterro ou exílio.

Reincidência — repetição.

Editais — avisos oficiais, ordens escritas do governo.

Tange — toca, bate.

Merencórios — tristes, melancólicos.

Plangente — que chora, triste

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O texto acima, de um livro usado nas escolas do Estado de São Paulo na década de 1950, é acompanhado do seguinte questionário para ser respondido pelos estudantes:

Que vagam pelo arraial?

Que fazem com as paredes da Cadeia?

Que fazem os outros animais?

Que vota o Conselho?

De onde partem as reclamações?

Que se pedem e que se fazem?

Que há ela manhã?

E à tarde?

Que acontece ao morrer do dia?

A princípio havia iluminação?

E mais tarde?





Palavras para lembrar — Dawn Adams

29 05 2012

Berna lendo, 1997

Frank Leenhouts (Holanda, 1955)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm

www.frankleenhouts.net

“Mostre-me os livros de que ele gosta e eu conhecerei o homem bem melhor do que através de seus amigos mortais”.

Dawn Adams





Palavras para lembrar — E.P. Whipple

24 05 2012

Praga, s/d, ilustração de Maria Cardelli (Itália, 1966).

www.mariacardelli.com

“Livros são faróis construídos no imenso mar do tempo.”

E.P. Whipple





Palavras para lembrar — William Osler

23 05 2012

Hora da leitura

Vlaho Bukovac (Croácia, 1855-1922)

óleo sobre tela

Galeria Umjetnina, em  Split

“É muito mais fácil comprar livros do que lê-los e mais fácil ainda lê-los do que absorver seus conteúdos.”

William Osler





Imagem de leitura — Angelica Zubiran

22 05 2012

Leitura com gato, 2006

Angelica Zubiran (Colombia, contemporânea)

Óleo sobre cartão, 40 x 50 cm

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Angelica Zubiran





Palavras para lembrar — Emilie Buchwald

21 05 2012

Momentos especiais

Diane Leonard (EUA, 1949)

Gravura Glicee

“As crianças se tornam leitoras no colo de seus pais.”

Emilie Buchwald