Leitura, c. 1913
Lasar Segall (Lituânia-Brasil, 1889-1957)
óleo sobre papelão, 66 x 56 cm
Museu Lasar Segall, SP
Leitura, c. 1913
Lasar Segall (Lituânia-Brasil, 1889-1957)
óleo sobre papelão, 66 x 56 cm
Museu Lasar Segall, SP
Mulher com Gato, 1953
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 65 x 81 cm
Malmequer
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)
óleo sobre tela, 70 x 59 cm
Figura feminina
Henrique Bernardelli (Chile-Brasil, 1857-1936)
pastel sobre papel, 70 x 103 cm
Moça com flores
Irene França (Brasil, 1883 – 1949)
óleo sobre tela
Mulher e flores
Oswaldo Teixeira (Brasil, 1904-1975)
óleo sobre tela, 73 x 60 cm
O laço roxo, 1892
Rodolfo Amoedo (Brasil, 1857-1941)
Óleo sobre tela, 41 x 61 cm
MNBA, RJ
Figura feminina
Georges Wambach (Bélgica – Brasil, 1901 – 1965)
óleo sobre tela, 72 x 53cm
Retrato de senhora, 1965
Yoshia Takaoka (Japão-Brasil, 1909 – 1978)
óleo sobre tela, 55 x 47 cm
Jovem com pote, 1949
Wega Nery (Brasil, 1912-2007)
óleo sobre tela, 85 x 65 cm
Carolina à mesa, 2005
Virgílio Dias (Brasil, 1956)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Mercedita, um-sonho para viver, 2020
Valci Spínola (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 40 x 30 cm
Figura Feminina
Humberto da Costa (Brasil, 1941)
óleo sobre tela, 27 x 35 cm
Mulher com Flores
Tony Lima (Brasil, 1964)
óleo sobre tela 90 x 70 cm
Cigana, 1910
Arthur Timotheo da Costa (Brasil, 1882-1922)
óleo sobre tela, 53 x 36 cm
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Tropical, 1917
Anita Malfatti (Brasil, 1889-1964)
óleo sobre tela, 71 x 102 cm
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Figura feminina, 1964
Augusto Rodrigues (Brasil, 1903-1993)
óleo sobre tela, 64 x 80 cm
Jenny, 1945
Aurélio d’Alincourt (Brasil, 1919-1990)
óleo sobre tela, 65 x 54 cm
Figura de mulher, 1945
Enrico Bianco (Itália-Brasil, 1918-2013)
óleo sobre tela, 100 x 73 cm
Retrato de Lolita Alcântara Machado, 1934
Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)
óleo sobre tela, 41 x 33 cm
Mulher, década de 1960
Cícero Dias (Brasil, 1907- 2003)
óleo sobre tela, 65 x 54 cm
Brígida,1954
Gastão Worms (Brasil,1905-1967)
óleo sobre tela, 67x 58 cm
O enigma do espelho e a rosa, 1981
Grover Chapman (EUA-Brasil,1924-2000)
óleo sobre eucatex, 40 x 30cm
Encantamento
Maria Alcina (Brasil, 1944)
óleo sobre tela, 100 x 81 cm
Sem título, década de 1930
Roberto Burle Marx (Brasil, 1909-1994)
óleo sobre tela colada em madeira, 67 x 55 cm
MASP
Retrato de Baby de Almeida, c. 1927
[Esposa de Guilherme de Almeida)
Lasar Segall (Lituânia-Brasil, 1891-1957)
óleo sobre tela, 61 x 54 cm
Casa Guilherme de Almeida, SP
Retrato de Margot, 1938
Samson Flexor (Rússia-Brasil, 1907-1971)
óleo sobre tela colada em placa. 65 x 64 cm
Retrato de minha mãe Marli Okada
Douglas Okada (Brasil, 1984)
óleo sobre linho, 50 x 70 cm
Auto-retrato, Retratando o cotidiano em Vina-Lituânia, s/d
Lasar Segall (Lituânia/Brasil, 1889 – 1957)
óleo sobre papelão, 67 x 47 cm
Ladyce West
Na indolência de um domingo de verão,
quando o sol cerceia o movimento e o calor detém a brisa,
Quando o bafo quente das calçadas se ergue lento,
envolve o corpo e reprime pensamentos,
Quando a inércia paralisa insetos,
cala pássaros, esconde peixes,
No meio da tarde indiferente,
preguiçosa, frouxa e incandescente,
Um solitário acordeon se faz ouvir.
É gemido desditoso, lamento sofrido.
Queixume penoso.
No ar estagnado do bairro,
por entre casas sonolentas e mudas torres de igrejas,
por cima do asfalto amolecido das ruas,
mascarando o borbulhar do riacho,
vibram notas saudosas, melodias sofridas,
canções de outras eras, de outras terras.
Gemidas.
A nostalgia se espalha.
Manta transparente, que envolve.
Aderente.
Libação sonora, suadouro enlutado,
carpindo na tarde.
Canto solitário de imigrante europeu,
Chora a terra, a distância,
a perda do lugar em que nasceu.
©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2019.
Navio de emigrantes, 1939-1941
Lasar Segall (Lituânia/Brasil, 1891-1957)
óleo com areia sobre tela, 230 x 275 cm
Museu Lasar Segall, São Paulo
“Pessoas deslocadas” era o nome que nos davam, desde 1945, e isso era o que éramos, verdadeiramente. Quando você vê bombas caindo em alguns antigos documentários, seja um exército avançando contra outro, aldeias e cidades consumidas por fogo e fumaça, você esquece dos grupos de pessoas no celeiro. Sr. e Sra. Inocente pagaram alto neste século só por estarem ali. Condenados pela história, como os marxistas gostavam de dizer, talvez pertencendo a uma classe social incorreta, um grupo incorreto ou uma religião incorreta – o que seja – eles eram e continuam a ser uma lembrança desagradável de todas as utopias filosóficas e nacionalistas que não deram certo. Com seus trapos e trouxas e seu ar de miséria e desespero, eles vieram em massa do Leste, fugindo do mal sem ideia de para onde estavam indo. Ninguém tinha muito para comer na Europa e aqui estavam os refugiados famintos, centenas de milhares em trens, campos e prisões, molhando pão dormido em sopa aguada, procurando por piolho nas cabeças de seus filhos e grasnando em dúzias de línguas sobre seu horrível destino.
Minha família, como tantas outras, pode ver o mundo graças às guerras de Hitler e a chegada ao poder de Stalin na Europa Oriental. Não éramos colaboradores alemães ou membros da aristocracia, nem éramos precisamente exilados políticos. Peixes pequenos, não decidíamos por nós mesmos. Tudo foi arranjado por nós pelos líderes do nosso tempo. Como tantos outros que estavam deslocados, não tínhamos nenhuma ambição de sair do nosso bairro em Belgrado. Nós gostávamos de lá. Negociações foram feitas sobre esferas de influência, fronteiras foram redesenhadas, a chamada Cortina de Ferro foi baixada, e nós ficamos à deriva com nossos poucos bens. Historiadores ainda estão documentando todas as traições e horrores que nos atingiram como resultado da Yalta e de outras tantas conferências, e o assunto ainda não chegou a seu ponto final.
Como sempre, houve diferentes graus do mal e da tragédia. Minha família não se deu tão mal quanto outras. Milhares de russos que os alemães haviam forçado a trabalhar para eles nas indústrias e fazendas foram devolvidos a Stalin contra a vontade deles pelos Aliados. Alguns foram assassinados, outros mandados para os ‘gulags’ para que não contaminassem o resto da população com novas ideias adquiridas pelo capitalismo decadente. Nossas perspectivas foram melhores. Tínhamos a esperança de acabar nos Estados Unidos, Canadá ou Austrália. Não que isso fosse garantia. Entrar nos Estados Unidos era particularmente difícil. A maioria dos países da Europa Oriental tinha cotas muito pequenas, diferente da Europa Ocidental. Aos olhos dos especialistas em genética e dos políticos da imigração, eslavos do sul não era material étnico altamente desejável.”
Em: “Refugees”, Charles Simic, Letters of Transit: Reflexions on Exile, Identity, Language and Loss, ed. André Aciman, New York, The New Press: 1990, pp. 120-121
Tradução Ladyce West.
Sérgio Berber (Brasil, 1941)
óleo sobre tela, 70 x 50 cm
Estevão Silva (Brasil, 1845-1891)
óleo sobre tela
PESP – Pinacoteca do Estado de São Paulo
Retrato de Laura Pinheiro de Machado Pinto, 1941
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)
óleo sobre madeira, 56 x 39 cm
Lasar Segall (Lituânia/Brasil, 1891-1957)
óleo sobre tela, 98 x 61 cm
Museu Lasar Segall, São Paulo
Enrico Bianco (Itália/Brasil, 1918- 2013)
óleo sobre madeira, 55 x 38 cm
Canato (Brasil, 1965)
óleo sobre tela, 100x 120 cm
Aurélio d’Alincourt (Brasil, 1919-1990)
óleo sobre tela, 32 x 24 cm
Guerino Grosso (Brasil, 1907-1988)
óleo sobre tela, 54 x 46 cm
João Werner (Brasil, 1962)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Antonio Rocco (Itália/Brasil, 1880-1944)
óleo sobre tela, 110 x 124 cm
PESP – Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP
Anita Malfatti (Brasil, 1889-1964)
óleo sobre tela colada em cartão, 31 x 23 cm
Bigio Gerardenghi (Itália 1876-Brasil, 1957)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
Avgvstvs [Augusto Mendes da Silva] (Brasil, 1917-2008)
óleo sobre tela
Harry Elzas (Brasil, 1925-1994)
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Elon Brasil (Brasil, 1957)
óleo sobre tela, 100 x 130 cm
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 65 x50 cm
Manabu Mabe (Japão 1924-Brasil 1999)
óleo sobre tela, 100 x 73 cm
icaMater, 1985
Sérgio Martinolli (Itália, 1938, radicado no Brasil)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Orlando Teruz (Brasil, 1902 – 1984)
óleo sobre tela, 81 x 100 cm
José Pancetti (Brasil, 1902-1958)
óleo sobre tela
Lasar Segall (Lituânia, 1891- Brasil, 1957)
aquarela e grafite sobre papel
Carmo Soá (Brasil, 1962)
óleo sobre tela, 56 x 46 cm
Haydéa Santiago (Brasil, 1896-1980)
óleo sobre tela, 21 x 15 cm
Eliseu Visconti (Itália 1866-Brasil 1944)
óleo sobre tela, 62 x 76 cm
Coleção Particular
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
Gravura, 65 x 50 cm