Tarde tranquila no parque Binney
Sally Swatland (EUA, 1946)
óleo sobre tela, 63 x 80 cm
Moça lendo
Paulo Jimenez (Costa Rica, contemporâneo)
Virginia Woolf gostava de escrever de pé, não gostava de se sentar. Sua escrivaninha, feita sob medida, pode ter sido a primeira a ser feita para ser usada de pé.
Senhora lendo, década de 1950
Victor Mikhail Arnautoff (Rússia/EUA, 1896- 1979)
óleo sobre tela, 47 x 63cm
Hoje temos nossos relógios que contam passos para manter boa saúde. Esse objeto seria desnecessário para o poeta Wallace Stevens que, hiperativo, escrevia seus poemas enquanto andava próximo de dez mil passos por dia.
Retrato de Maria Roberts
Karen Kinser (EUA, 1951)
óleo sobre tela
Jack Kerouac, conhecido por livros sobre viagens, Pé na estrada, Viajante solitário, Cenas de Nova York e outras cidades, não chegou a aprender a dirigir um carro. Morando em Nova York na adolescência e mais tarde estudando na universidade de Columbia, não teve necessidade, a princípio, de usar um automóvel. Seus escritos de viagem foram todos baseados em viagens de ônibus ou como carona de seu amigo Neil Cassady, que gerenciou, por exemplo, o itinerário refletido em Pé na estrada (On the road).
Noite em família, 1920
Ipolit Strambu (Romênia, 1871-1934)
óleo sobre cartão, 70x 100cm
A escritora francesa Colette [Sidonie-Gabrielle Colette] se recusava a escrever antes de passar um bom tempo retirando (presume-se que matando também) pulgas de seu cachorrinho chamado Souci (Problema).
Cena de interior com jovem mulher lendo
Laurence Millet (Canadá (?), 1877-1962)
óleo sobre tela, 92 x 67 cm
Pausa
Carlos Ygoa (Espanha, 1963)
óleo sobre tela, 130 x 97 cm
“Somos como o narrador na terceira pessoa de um romance [ …] é ele que decide e conta, mas não é possível interpela-lo nem questioná-lo. Não tem nome nem é um personagem, ao contrário do que relata na primeira pessoa; portanto damos crédito a ele e dele não desconfiamos; não sabemos por que sabe o que sabe e por que omite o que omite e cala o que cala e por que está capacitado para determinar o destino de todas as suas criaturas, e mesmo assim não pomos em dúvida o que diz…”
Em: Berta Isla, Javier Marías, Tradução Eduardo Brandão, São Paulo, Companhia das Letras: 2020, p.123
Lendo, 1982
Tatiana Yablonskaya (Ucrânia, 1917-2005)
óleo sobre tela
Ambrose Bierce