Moça lendo jornal
Alexandra Djokic (Sérvia, 1970)
Desenho, tinta sobre papel, 30 x 42 cm
Jovem lendo
Pietro Scoppetta (Itália,1863-1920)
óleo sobre tela , 75 x 38 cm
Não conhecia Júlia Cortines. Fiquei encantada. Sou leitora assídua de poesia brasileira e de outros países em língua portuguesa. Júlia Cortines me surpreendeu. Tive vontade de decorar todos os seus sonetos! De grande sensibilidade. Vale a pena conhecer. Li e baixei da internet. A introdução de Lucio Miranda também vale a pena ler.
Tive vontade de ter escrito alguns de seus poemas, ainda que usem de palavras mais século XIX do que usamos hoje. Suas poesias sobre a natureza e sobre o amor perdido, valem a leitura e se quisermos até mesmo uma olhadinha no dicionário, ainda que não seja essencial.
Livro: Versos e Vibrações, (1894) Júlia Cortines, com prólogo de Lucio de Mendonça, Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, 2010
Jovem lendo com suéter roxa
Rick Beerhorst (EUA, 1960)
óleo sobre tela, 76 x 76 cm
“Meu pai era um oficial da Marinha cheio de restrições com respeito à nossa criação, mas a pior delas era o fato de que não podíamos sair do perímetro de nossa casa. Até para irmos à varanda tínhamos que ter permissão e supervisão. Passeios de escola, nem pensar! Viagens para nós eram, simplesmente, algo impensável.
A saída que encontramos foi a nossa imaginação, com ela íamos a todos os lugares. Uma árvore era uma nave espacial, na qual visitávamos outras galáxias; com um giz desenhávamos circuitos no chão de terra do nosso quintal, que nos levavam a outros mundos; com cadernos e lápis construíamos escolas e, se olhássemos bem dentro de uma bolinha de gude, podíamos ver universos repletos de vias lácteas. Nos dias de chuva, construíamos labirintos com as almofadas ou imaginávamos teatros de terror, que no final nos davam tanto medo, que a brincadeira logo acabava. Nosso mundo era cheio de mundos, um dentro do outro como aquela bonequinha russa. E tínhamos também outra chave mágica: os livros.”
Em: Aventuras e Desventuras de Benjamin James, Nancy de Souza, Campo Grande, MS, Editorial Eirele: 2019, p.103
No cabeleireiro,1958
Bela de Kristo (Hungria, 1920-2006)
guache sobre madeira, 70 x 51cm
Thomas A. Kempis
(1380-1471)
Sem título, Olinda, 2011
Joãi Câmara (Brasil, 1944)
óleo sobre madeira, 170 x120 cm
“Acho sinceramente que, mesmo quando nos esforçamos para criar uma personagem original que não se pareça com nenhuma outra da vida real ou da literatura, não nos conseguimos livrar das influências principalmente das de nossa vivência. E o perigo dessas influências é tanto maior quando se sabe que no mais das vezes elas não estão no consciente, mas no inconsciente, de onde misteriosamente ditam nossos pensamentos e guiam a mão que escreve. Enquanto isso, nós nos deixamos embriagar pela orgulhosa ideia de que personagens e histórias vão brotando de nosso cérebro, novas como o primeiro homem na manhã da criação, frutos exclusivos de nossa ‘capacidade criadora’, de nosso ‘talento inventivo’.
A verdade, porém, é que ninguém se livra de suas próprias lembranças, nem de velhas idiossincrasias, malquerenças e desejos recalcados. E, quando se trata dum romancista, essas impurezas mais tarde ou mais cedo acabam aparecendo na face ou na alma de suas personagens.”
Citação encontrada em: Galeria Fosca. Pesq. e Org. Cristina Penz. Rio de Janeiro: Globo, 1987
Na janela, 1977
Gennady Myznikov (Rússia, 1933
óleo sobre papelão, 110 x 70 cm
Oscar Wilde
“‘Gad,’ said Heseltine to Peril, ‘If the doctor can only keep me going long enough,'”, 1923
Dean Cornwell (American, 1892-1960)
Ilustração para o conto The Garden of Peril , Cosmopolitan Magazine, Abril, 1923
óleo sobre tela, 91 x 76 cm
Coleção Particular
Mo Lagbara (Sou forte)
Vanessa Endeley (Nigéria/Inglaterra, contemporânea)
Fotografia sobre papel, série limitada a 20, 40 x 61 cm