Curiosidade literária

27 02 2023

Menina lendo, 1907

Arie Boers (Holanda, 1867-1947)

 

 

Olavo Bilac (1867-1918) e José do Patrocínio (1853-1905) eram bons amigos.   Depois de adquirir um automóvel, assim que esses veículos apareceram no Brasil, Patrocínio convidou Bilac para um passeio.  Entusiasmado ofereceu o carro a Bilac para que este o dirigisse.  Bilac nunca havia feito isso e prontamente, no caminho, encarando um curva na estrada, perdeu o controle e bateu com o carro de encontro a uma árvore.  Perda total, apesar da pouca velocidade a que se movia: 4 km por hora.  Isso  mesmo, quatro quilômetros por hora.  Por sorte, os dois passageiros não sofreram nenhum arranhão.

 

 





Curiosidade literária

20 02 2023

Verão, 1563

Giuseppe Arcimboldo (Itália, 1526-1593)

óleo sobre madeira, 67 x 51 cm

Kunsthistorisches Museum,  Viena

 

   Um dos mais importantes poetas ingleses do período romântico, Shelley, [Percy Bysshe Shelley], (1792-1822) foi o mais conhecido personagem da literatura a primeiro abraçar a dieta vegana.  Sob influência das obras de William Lambe (1765-1847), médico, e um dos primeiros defensores da dieta vegana  e do escritor ativista da dieta limitada às plantas, John Frank Newton (1767-1837), Shelley adotou o veganismo e pôs-se  a escrever panfletos advogando a favor da dieta vegana.

 





Curiosidade literária

13 02 2023

Última página

Mate Ferge (Hungria, radicado na Áustria,  1979)

óleo sobre tela

 

 

 

O escritor inglês, da época da rainha Vitória, Thomas Carlyle (1795-1881) emprestou, em 1835, a primeira versão do livro que escrevera, A revolução  francesa, para seu conterrâneo, amigo e filósofo John Stuart Mill (1806 -1873).  Quando Carlyle voltou a Londres para pegar o manuscrito com o amigo, soube que o documento havia sido queimado acidentalmente.  Por incrível que  possa parecer, Carlyle voltou para casa e imediatamente de pôs a escrever todas as 800 páginas de novo e publicou o livro, de grande sucesso, em 1837.

 





Curiosidade literária

30 01 2023

No hospital em 1861, c. 1900

William Ludwell Sheppard (EUA, 1833-1912)

Aquarela

Museu da Confederação

 

 

 

O romance Les Misérables, de Victor Hugo, publicado em 1862, obteve grande sucesso na França, apesar de ser obra gigantesca de 1500 páginas em cinco volumes.  Mesmo assim foi abraçada pelo público parisiense, de imediato.  Surpreendentemente, Les Misérables, que em inglês teve1900 páginas, foi também um romance lido avidamente e foi a leitura favorita dos soldados participantes da Guerra Civil nos EUA (1861-1865).

 





Curiosidade literária

28 11 2022

Felicia, 1947

Henry Lamb (Inglaterra, 1883-1960)

óleo sobre tela

Bradford Museums & Galleries

 

 

A escritora inglesa Elizabeth Gaskell, (1810-1865) uma das grandes romancistas da era vitoriana, autora de Norte e Sul, Cranford, Margaret Hale, O chalé de Moorland, Esposas e filhas, contos diversos e biografias, era definitivamente uma mulher independente, muito à frente de seu tempo. Comprou uma casa em Hampshire sem que seu marido soubesse. Infelizmente Gaskell teve um infarto do miocárdio fulminante enquanto tomava chá com as filhas e morreu nesta casa em novembro de 1865.  Foram, portanto, dois choques para o marido de Gaskell: primeiro saber-se viúvo; depois saber que sua esposa era proprietária da casa em que falecera.





Curiosidade literária

21 11 2022

Orvalho da manhã

Henry Lee Battle (EUA, contemporâneo)

O escritor americano Nathaniel Hawthorne (1804-1864),  autor de A Letra Escarlate, fundou uma comunidade Transcendental, próxima à cidade de Boston em 1841.  Mas não esperava que fosse tão difícil a vida diária plantando e trabalhando o solo.  Em meses, Hawthorne deixou o local.  Achou muito difícil escrever com todas as bolhas que cresceram em suas mãos resultado de trabalhos como cortar feno, limpar excrementos das baias dos cavalos.   Mas, por outro lado, aproveitou sua experiência para escrever sua terceira grande obra: The Blithedale Romance, onde conta a aventura e o que aprendeu com essa experiência.





Curiosidade literária

14 11 2022

Jovem segurando uma partitura, 1755

D’après  Louis Jean François Lagrenée (França, 1724-1805)

The Palmer Museum of Art, The Pennsylvania State University

 

 

 

Giàcomo Girolamo Casanova viveu no século XVIII.  Nasceu em 1725 na antiga República de Veneza, portanto bem antes da unificação da Itália em 1870.  Escreveu a autobiografia História da minha vida,  que o tornou famoso, bem depois de ter-se tornado um homem maduro. Antes disso, tentara a vida militar e a eclesiástica. Teve muitas aventuras, fugiu da cadeia, foi um aventureiro de grande porte. Acabou vivendo sob os auspícios  do Conde da Boêmia, em Duchcov, na República Checa, de 1785 até sua morte, em 1792.  Casanova, declarou ter escrito a biografia por tédio, para surpresa de seus leitores, que não acreditavam que isso fosse possível, já que ele alegara ter tido relações amorosas com cento e vinte e duas mulheres. É justamente essa informação sobre sua habilidade sexual que o tornou popular. Ficou famoso, seu nome, por extensão, significa homem conquistador, libertino, nos círculos mais letrados. Mas suas memórias são até hoje usadas para o estudo de comportamento e hábitos das sociedades no século XVIII. 





Curiosidade literária

31 10 2022

Leitora

Georg Tappert (Alemanha, 1880-1957)

pastel, 65 x 49 cm

 

O escritor inglês, Daniel Defoe (1660-1731), autor de Robinson Crusoé, teve muitas atividades de trabalho antes de ficar conhecido como panfletista e escritor.  Uma das coisas mais estranhas que fez foi tentar vender perfumes feitos das secreções anais de gatos.

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Em tempo: muitos perfumes famosos têm como ingrediente a secreção anal de animais chamados gatos civetas, (que tecnicamente não são gatos) encontrados na Indonésia e na África. Hoje, por razões éticas essas essências são produzidas sinteticamente.  Entre os perfumes conhecidos que têm este componente estão: Yves Saint Lorain, Kouros; Calvin Klein, Obsession; Guerlain, Coque D’Or e também o Djedi; Jean Patou, Eau de Joy e Adieu Sagesse; Schiaparelli, Shocking; Jean Patou, Patou pour l’Homme; Emanuel Ungaro, Ungaro pour l’Homme II; Revlon, Intimate; Avon, Topaze, Charisma, Tribute e Trazarra; Chanel, Chanel Nº5- Eau de Cologne e Coco Chanel; Lancôme, todas as variedades do Climat Parfum; Cartier, Panthere; Emilio Pucci, Eau de Zadig; entre dezenas e mais dezenas de perfumes usados nos dias de hoje.





Curiosidade Literária

24 10 2022

Best Seller

Karn Dupree (EUA, contemporânea)

gravura

Eça de Queiroz passou a vida obcecado em se manter magro, muito magro. Tinha horror à gordura corporal.  Mas gostava e apreciava belas e suntuosas refeições.  De fato, a descrição de vastos repastos está presente em grande número de suas obras.  Acreditava que é pela comida que se descobre as características  de um povo.  Comia e bebia muito bem, mas, ao término de refeição substancial, saía para andar por horas e horas e cobrindo quilômetros para contrabalançar o que tinha ingerido.  Morreu jovem, aos cinquenta e cinco anos de câncer do estômago.





Curiosidade literária

3 10 2022

A leitura

Angelo Guido Gnocchi (Itália-Brasil, 1893-1969)

óleo  sobre tela,  30 x 43 cm

 

 

 

Escrita em  números:  é impressionante saber os limites autoimpostos por alguns escritores, para o mínimo de palavras produzidas por dia.  Aqui vai uma amostra:

 

Ray Bradbury — escrevia 1.000 palavras por dia desde os 12 anos de idade

Raymond Chandler — não tinha um limite específico, mas sabe-se que escrevia 5.000 palavras por dia

Arthur Conan Doyle, William Golding, Norman Mailer — diziam escrever 3.000 palavras por dia

Ian Fleming escrevia 2.000 palavras/dia,  5 dias por semana, 6 meses, para cada livro de James Bond

Ernest Hemingway — considerava 500 palavras, bom trabalho diário

Stephen King — escrevia 2.000 palavras por dia mas não contava os advérbios

Jack London — escreveu 1.000 palavras por dia, todos os dias de sua vida

Anthony Trollope — escrevia 250 -palavras a cada 15 minutos, marcados no  relógio

Thomas Wolfe — não  parava até alcançar as 1.200 palavras diárias

 

EXCEÇÕES

James Joyce considerava duas frases perfeitas, um bom dia de trabalho

Dorothy Parker dizia que não podia escrever cinco palavras sem trocar sete