Wilhelm Amberg (Alemanha, 1822-1899)
óleo sobre tela, 49 x 64 cm
Vasilha apotecária, [albarello] 1375-1400
Valencia, Espanha
Cerâmica com decoração de banho de cobre, chamada lustro
Victoria & Albert Museum, Londres
A técnica do lustro para decoração foi iniciada no Iraque no século IX. Ceramistas usavam o lustro para fazer suas cerâmicas brilharem.
Primeiro a peça de cerâmica era feita normalmente (tanto vasilhas quanto azulejos) quando haviam esfriado, o desenho era então pintado por cima com um composto metálico. Depois então a peça voltava ao forno, dessa vez com restrição de oxigênio. Dessa maneira o composto metálico se separava deixando uma camada de cobre ou prata na superfícies da peça, que depois de polida essa camada então refletia a luz.
Essa técnica foi introduzida na Espanha vinda do Egito por volta do século XII. No século seguinte (XIII) a cidade de Málaga, dominada pelos muçulmanos, tornou-se um grande centro de produção dessa cerâmica. No século XIV, no entanto, depois da tomada da cidade pelos cristãos, Valência tomou o lugar de importância anteriormente liderado por Málaga. Os ceramistas continuaram, no entanto, a usar decorações tipicamente islâmicas, em bordas com desenhos abstratos ou que se assemelhassem à caligrafia árabe como nesse vaso.
Baptista Gariglio (Brasil, 1961)
óleo sobre tela, 50 x 65 cm
John William Waterhouse (Inglaterra, 1849-1917)
óleo sobre tela
Coleção Particular
Precisa-se de uma bola de cristal
que mostre um futuro grávido de paz:
que a paz brilhe no escuro
com o brilho especial que algumas
palavras possuem
mas que seja mais do que a palavra,
mais do que promessa:
seja como uma chuva que sacia a sede da terra.
Em: Classificados Poéticos, Roseana Murray, Belo Horizonte, Miguilim:1984, 17ª edição, p. 38
Josef Loukota (República Checa, 1879-1967)
óleo sobre tela
Cartão postal francês com os três reis magos, provavelmente virada do século XIX-XX.
Cassiano Ricardo
E para ouvir a sua história
vieram três reis encantados:
um vermelho, o que lhe trouxe
a manhã como presente;
outro branco, o que lhe havia
feito presente do dia;
outro preto, finalmente,
rosto cortado de açoite.
O que lhe trouxera a Noite…
Em: Martim Cererê, Cassiano Ricardo, Rio de Janeiro, José Olympio: 1974, 13ª edição, p. 67.