
“Da página aberta
salta a pétala seca
e a primavera antiga.”
Zuleika dos Reis

Zuleika dos Reis

Ronsard
Ilustração de Hannes Petersen.
Rainer Maria Rilke

Robert H. Schuller
Ilustração de Georges Barbier, 1913.
Yosa Buson
Cartão postal, 1ª metade do século XX.
Cecília Meireles
Ilustração, Jimmy Lao.
Marty Rubin
Tapeçaria francesa pintada à mão.
“A meia altura de uma árvore indeterminada, um pássaro invisível empenhava-se em que fosse breve o dia, explorando com uma nota prolongada a solidão circundante, mas recebia desta uma réplica tão unânime, um contragolpe tão reduplicado de silêncio e imobilidade que dir-se-ia que ele acabava de parar para sempre o instante que procurava fazer passar mais depressa.”
Em: Em busca do tempo perdido, No Caminho de Swann, volume I, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana, Rio de Janeiro, Editora Globo: 1981, 7ª edição, página 120
Menina lendo, 1947
Walter Sautter (Suíça, 1911 – 1991)
óleo
Graham Greene
Mantendo-a por perto
Cbabi Bayoc (EUA, contemporâneo)
[Da série, 365 dias de um pai]
“Ele a encontrou na cabana e se sentou ao seu lado.
— Por que está chorando? — perguntara ele.
— As plantas todas morreram, e eu podia ter ajudado! — disse ela entre soluços.
— Abena, o que você teria feito diferente se soubesse que as plantas iriam morrer?
Ela pensou um pouco, limpou o nariz com o dorso da mão e respondeu:
— Eu teria trazido mais água.
O pai concordou.
— Então, da próxima vez, traga mais água, mas não chore por essa vez. Não deveria haver lugar na sua vida para lamentações. Se, no momento em que fez alguma coisa, você sentia clareza, por que se lamentar mais tarde?”
Em: O caminho de casa, Yaa Gyasi, tradução Waldéa Barcellos, Rio de Janeiro, Rocco: 2017, página 219.
