Sirva algo quente para causar uma boa impressão!

24 10 2008

Ilustração: Maurício de Sousa

 

Hoje pela manhã o programa de rádio ALL THINGS CIONSIDERED, da National Public Radio em Washington DC teve um segmento muito interessante sobre a diferença na percepção que temos,  de pessoas que acabamos de encontrar, quando temos em nossa mão um copo de conteúdo quente ou de conteúdo frio.  Quero dizer, você está tomando uma xícara de chá quente.  Tem esta xícara na mão.  De repente você é apresentado a alguém.  A sua tendência será de achar que esta pessoa, que você acaba de encontrar é uma pessoa amável, simpática, generosa.  Enquanto que se você tivesse nas mãos um copo de açaí gelado, sua tendência seria de achar o novo conhecido frio, antipático.

Este estudo conduzido pela Universidade de Yale foi cuidadosamente controlado.  Voluntários – estudantes – não sabiam quando o estudo começaria.  A conclusão depois de muitos testes foi que depois de segurar alguma coisa quente, mesmo que por segundos, o nosso julgamento de uma pessoa até então desconhecida é muito mais positivo, do que se segurarmos alguma coisa gelada.  

Há indicadores de que algumas emoções começam primeiro no corpo humano e só mais tarde são registradas pelo cérebro.   O estudo, feito por Lawrence Williams, professor na Universidade de Colorado, foi estudado Poe ele durante sua monografia, quando doutorando da Universidade de Yale; e foi publicado nesta semana na revista SCIENCE.  Andreas Meyer-Lindberg, diretor do Instituto Central para Saúde Mental da Alemanha, corrobora com estas descobertas, lembrando que alguns cientistas acreditam que tanto o medo quanto a felicidade são emoções que começam primeiro como uma reação física, que manda uma mensagem para o cérebro  nos permitindo sentir a emoção.

Para o artigo inteiro e para o áudio do programa, clique AQUI.





Descobertos: peixes a 7.700 metros de profundidade!

18 10 2008

Cientistas japoneses e ingleses publicaram fotos e um vídeo de peixes descobertos a profundidades nunca antes exploradas.  Um grupo de peixes, conhecidos como LIPARÍDEOS foram registrados em imagens a aproximadamente 7.700 m abaixo do nível do mar, no oceano Pacífico, no Trench japonês [cânion submerso no mar do Japão].     

 

Comumente chamados de peixes-girinos, caramujos marinhos ou lesmas-marinhas, os liparídeos apresentam muitas adaptações para poderem viver com uma pressão aquática tão grande e a escuridão do meio ambiente.

 

Estes peixes não têm espaço para ar no corpo.  Resultado: a pressão aquática não os afeta.  No entanto sabemos que nesta profundidade impulsos elétricos não podem ser transmitidos para as células nervosas ou músculos.  Estes peixes então devem ter adaptações de nível molecular e de ultra-estrutura que não são perceptíveis para nós.  A esperança é um dia podermos pescar estes espécimes. 

 

Apesar de não haver luz nesta profundidade, estes peixes têm olhos, que são localizados na parte frontal da cabeça, disse Monty Priede, diretor do Oceanlab da universidade de Aberdeen na Escócia, que dirige a pesquisa.  Eles devem usar os olhos para captar bioluminescência – que são relâmpagos de luz produzidos por animais nesta profundidade.  As luzes das nossas câmeras são tão fortes que eles não conseguem detectar.  Então podemos dizer que a concepção de ver que nós temos, eles não têm.  Para nós é como se fossem cegos. Eles são capazes de caçar e comer, por exemplo, camarões, mas eles o fazem percebendo vibrações na água.

National Public Radio, Washington DC, 11/10/2008

Para o vídeo destes peixes, clique AQUI.

 

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             Japan Trench