Praça do Bairro do Peixoto ao fundo pedra do Inhangá Copacabana, década de 1950
Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901 – 1965)
óleo sobre tela, 61 x 53 cm
Praça do Bairro do Peixoto ao fundo pedra do Inhangá Copacabana, década de 1950
Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901 – 1965)
óleo sobre tela, 61 x 53 cm
Espelho d’água do Palácio do Itamaraty, Rio de Janeiro
Construído entre 1851 e 1855 para residência de Francisco José da Rocha Leão, Conde de Itamaraty foi obra, no estilo ne0-clássico, do brasileiro José Maria Jacinto Rebelo, discípulo de Grandjean de Montigny e um dos principais arquitetos deste período.
Sua famosa imagem com um espelho d’água rodeado de palmeiras reais, abrigo de conhecido par de cisnes, é na verdade os fundos da construção oitocentista.
Entrada principal do Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro.
A fachada principal do prédio, localizado no centro da cidade, está na Avenida Marechal Floriano 196, na época chamada rua Larga de São Joaquim. O palacete abrigou originalmente a família do abastado comerciante de café e de pedras preciosas, Francisco José da Rocha (1806-1883), agraciado com título de Conde, filho do barão de Itamaraty. A construção, que é conhecida pela cor rosa clara com detalhes em branco, foi vendida ao governo republicano, tornando-se sede da Presidência da República 1889 a 1898. Antes da virada do século passou a ser sede do Ministério das Relações Exteriores. Por sete décadas a diplomacia brasileira e o Palácio do Itamaraty foram associados em uma única imagem, por isso o termo Itamaraty s tornou-se cognome oficial desse ministério.

Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [IPHAN] em 1938 o palácio, hoje, é sede de representação do Ministério das Relações Exteriores no Rio de Janeiro. Também abriga grandes acervos do Museu Histórico e Diplomático, do Arquivo Histórico e da Mapoteca.

Estação Ferroviária D. Pedro II – Central do Brasil
Um dos muitos exemplos na cidade da arquitetura no estilo Art Deco, a Central do Brasil, com sua construção aerodinâmica , foi planejada por Roberto Magno de Carvalho e Escritório Robert R. Prentice (Geza Heller e Adalberto Szilard) em 1937 e inaugurada em 1946. Apresenta uma torre escalonada de 32 andares (135 metros de altura) encimada por quatro relógios distribuídos na fachada — o maior relógio de quatro faces do continente.

Dois edifícios mais baixos, como abas em ângulo reto, fazem uma esquina arredondada, nas linhas Art Deco. No todo, formas geometrizadas acentuam as curvas presentes enfatizadas por frisos e baixos relevos. Enquanto numa das paredes externas lateral vibram em uníssono, linhas paralelas quebradas, verticais, sugerindo maior dinamismo à fachada.

Está localizada na Praça Cristiano Ottoni, no Centro da Cidade. Hoje a estação ferroviária é operada pela Supervia, que serve trens metropolitanos, na conexão de locais da baixada fluminense ao centro da cidade do Rio de Janeiro. É de longe a estação de trens mais famosa do Brasil.

O Hospital da Lagoa foi projeto de Oscar Niemeyer e Hélio Uchôa de 1952 e inaugurado em 1958. Foi obra feita para a Companhia Sulamérica de Seguros e construído pela Construtora Pederneiras. Hoje é um hospital federal. O projeto de jardinagem foi de Roberto Burle Marx, em 1955.

Está situado no bairro do Jardim Botânico, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas [Rua Jardim Botânico 501] tendo às suas costas o sopé do Morro do Corcovado. Este foi o primeiro projeto no Rio de Janeiro a ostentar as colunas em “V”, que se tornaram sinônimos de Oscar Niemeyer. Elas ampliam o espaçamento entre colunas deixando mais espaço livre entre apoio estruturais.

Os quartos dos pacientes dão vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas enquanto a parte administrativa é situada de frente para a Rua Jardim Botânico. Nesta parte a estrutura é feita com cobogó para melhor ventilação. O painel de azulejos foi projetado pelo artista plástico Athos Bulcão.

O edifício foi tombado em 1992 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Visitas só agendadas com muita antecedência.


O Instituto Oswaldo Cruz foi projetado pelo arquiteto português Luís de Moraes Júnior. Construído entre os anos de 1904-1918, o prédio pertence ao estilo Mourisco e foi baseado nos próprios croquis de Oswaldo Cruz. Tem localização privilegiada, no alto de uma montanha, com domínio da paisagem ao redor sobre a principal entrada terrestre da cidade do Rio de Janeiro, a Avenida Brasil. Também chamado de Instituto Manguinhos, graças ao local onde foi construído, este é o principal edifício neomourisco da cidade do Rio de Janeiro, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico [IPHAN] em 1981.

A varanda é ricamente revestida de azulejos importados, a grande maioria da fábrica portuguesa Bordallo Pinheiro. Enquanto todos os detalhes de ferro forjado como: guarda-corpos, gradis, escadas, luminárias de bronze e elevador foram importados da Alemanha.

O mosaico do piso e os tijolos são franceses. O cimento veio da Inglaterra. Toda a madeira é brasileira, inclusive as madeiras do piso-mosaico de madeiras, raro expoente deste trabalho na cidade, que encontra paralelo só no Castelo da Ilha Fiscal. Também brasileiro é o granito de base do edifício que foi retirado do próprio local da construção.

Além disso, mais notável ainda, é o vitral do quarto andar, executado por Formenti e Cia.

O Pavilhão Mourisco do Instituto Oswaldo Cruz é um exemplo da arquitetura eclética no Rio de Janeiro. Teve três grandes influências em sua construção. A arquitetura do Palácio de Montsouris, em Paris; o Castelo de Alhambra, em Granada, Espanha e a sinagoga de Berlim cujas torres foram totalmente replicadas em Manguinhos.




Hoje esse Castelo Mourisco é ocupado pela Presidência da Fiocruz e seus setores administrativos, pelo Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da COC e pelo Instituto Oswaldo Cruz, unidade técnico-científica da Fiocruz.


Fotografada em 25 de setembro de 2014 por Eddie Cord
Exemplar representativo dos engenhos de açúcar do século XVIII, pertenceu a um grande proprietário de terras da região, o Visconde de Asseca, Martim Correa de Sá, ( O rei do açúcar da velha baixada de Jacarepaguá). É uma construção localizada no bairro de Gardênia Azul, em Jacarepaguá, RJ, RJ. Apesar de tombada pelo Patrimônio Histórico (IPHAN) em 1938, ainda é propriedade particular.
Trata-se de um casarão branco de dois andares de portas e janelas azuis. Bom exemplo de construção colonial rural. Note-se o alpendre colunado. Era, provavelmente, uma construção simétrica, que perdeu os traços originais, como vemos hoje, com a adição de uma capela para a família à esquerda da fachada original. Note também escada que se abre em forma de curva e azulejos que decoram o espelho da escada de acesso.
Só os jardins podem ser acessados pelo público, já que a propriedade é particular.

Enseada de Botafogo, c. 1930
Francisco Coculilo (Brasil, 1895 – 1945)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
Praia de Copacabana, 1992
José Benigno (Brasil, 1955)
óleo sobre tela, 16 x 22 cm
Rio de Janeiro, 1983
Cláudio Tozzi (Brasil, 1944)
acrílica sobre tela colada madeira, 70 x 70 cm
Porto do Rio de Janeiro, Praça XV de Novembro, 1918
Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1923)
óleo sobre tela