À janela
Fritz von Uhde (Alemanha, 1848–1911)
óleo sobre tela, 81 x 66 cm
Museu Städel, Frankfurt
Vaso com flores, 1954
Marques Junior (Brasil, 1887-1960)
óleo sobre tela colado em placa, 65 x 50 cm
Buquê de papoulas amarelas
Olga Mary Pedroza (Brasil, 1891-1963)
óleo sobre tela, 50 x 80 cm
Paisagem do Rio de Janeiro com o Corcovado ao fundo
Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)
óleo sobre tela, ,58 x 80 cm
Grace Rose, 1866
Frederick Sandys (Inglaterra, 1829-1904)
óleo sobre madeira, 28 x 24 cm
Yale Center for British Art, EUA
Francisca Júlia
Cheio de folhas, úmido de orvalho.
Fresco, à beira de um córrego crescia
Jovem pé de roseira em cujo galho
Uma rosa sorria.
O orvalho matinal que o beija e molha,
Desce de cima em brancas névoas finas.
E todo pé salpica, folha a folha,
De gotas pequeninas.
Beija-o o perfumeo Zéfiro, que passa,
O grupo de falenas que anda à toa,
A borboleta clara que esvoaça,
E o pássaro que voa.
Uma moça gentil sentiu anseio
De possuir a rosa e teve mágoa
De não poder colhê-la, com receio
De molhar os pés na água.
A roseira agitou a coma e opima,
Estremeceu, embriagada e douda,
Sob os raios do sol que lá de cima
A iluminavam toda.
A moça foi-se; o ar estava morno;
Mansamente o crepúsculo descia;
Uma abelha zumbiu36 da rosa em torno;
Lento, expirava o dia…
Porém nessa hora a ventania brava
Que veio do alto impetuosamente,
Arranca a flor do ramo em que se achava
E joga-a na corrente.
E a flor caiu no meio do riacho;
Do vento rijo foi sofrendo o açoite,
E escorregando em prantos, água abaixo,
Na tristeza da noite.
Nenhuma flor pode salvar-lhe a vida;
Na água desceram, entretanto, algumas;
E a flor morreu aos poucos, envolvida
Num círculo de espumas.
Em: Livro da Infância, Francisca Júlia da Silva, 1899, em domínio público
Frutas
Carlos Leão (Brasil, 1906-1983)
acrílica sobre madeira industrializada, 37 x 37 cm
Natureza morta
Henrique Bonifácio (Brasil, 1954)
óleo sobre tela
A queima das Casas dos Lordes e dos Comuns, 16 de outubro de 1834, 1835
Joseph Mallord William Turner (Inglaterra, 1775-1851)
óleo sobre tela, 92 x 123 cm
Cleveland Museum of Art
Turner foi um mestre da luz. E sua arte teve influência marcante ainda que serena no desenvolvimento impressionismo. Ainda que inglês e trabalhando principalmente na representação de paisagens, ele trouxe para a pintura do século XIX, algo muito inovador: a observação da luz, a pintura com aspectos da captura ao ar livre.
Chuva, vapor e velocidade – A Grande Estrada de Ferro do Oeste, 1840
Joseph Mallord William Turner (Inglaterra, 1775-1851)
óleo sobre tela, 91 x 122 cm
National Gallery, Londres
Chuva, vapor e velocidade – A Grande Estrada de Ferro do Oeste, acima, é um excelente exemplo dessa contribuição que Turner deu à pintura da geração seguinte. Vemos nessa tela a difusão da luz, já que a cena tenta reproduzir o trem, passando pela Ponte da Estrada de Ferro em Maidenhead, sobre o rio Tâmisa, numa tarde de chuva.
Vale lembrar que até a metade do século XIX, pintores não se dedicavam à pintura ao ar livre. Ao ar livre fazia-se desenhos a carvão, a nanquim, pequenos estudo, mas a pintura das telas era toda feita nos estúdios. Turner traz tanto para essas paisagens com a atmosfera mais diluída, como as telas reproduzidas acima clara observação da luz na natureza, como encontramos também a mesma preocupação sobre os efeitos e reflexos da luz na paisagem urbana, como a abaixo.

Veneza vista da Giudecca, 1840
Joseph Mallord William Turner (Inglaterra, 1775-1851)
óleo sobre tela, 61 x 91 cm
Victoria & Albert Museum, Londres
Ainda que o efeito seja semelhante ao dos impressionistas trabalhando trinta anos mais tarde, a diferença está na maneira de pintar e na separação das cores que ocorre nas obras da segunda metade do século XIX, na França. Vale a pena dar uma vista d’olhos nas obras de Turner.
Bule azul, 1986
Glênio Bianchetti (Brasil1928 -2014)
óleo sobre tela colado em madeira, 34 x 25 cm
Bule e frutas levitando, 2015
Erasmo Andrade (Brasil, 1949)
óleo sobre tela, 60 x 70 cm